Mordaz

Este espaço tem uma visão crítica da ciência, do humanismo e do laicismo como base para as relações do homem com a natureza e das relações dos homens entre si. Este tripé é a base das relações sociais que devem ser usadas.

13.2.09

Sem fórmulas mágicas alternativas

Multivitaminas não reduzem risco de doenças, diz estudo

13 de fevereiro de 2009 • 16h15 • atualizado às 16h43

Muitas mulheres usam multivitaminas depois da menopausa por acreditarem que elas ajudam a prevenir doenças vasculares ou câncer, mas um estudo de grande porte concluiu que os suplementos não fazem nada nesse sentido.

Estudos anteriores apresentaram resultados contraditórios, com alguns sugerindo que os suplementos multivitamínicos estão associados a uma redução no risco de alguns cânceres, e outros constatando efeito limitado ou nulo.

Para as novas constatações, publicadas na edição de fevereiro da Archives of Internal Medicine, os pesquisadores analisaram dados de 68.132 mulheres que participaram de um teste clínico e de 93.676 mil que participaram de um estudo de observação. Eles acompanharam as mulheres por em média oito anos, a fim de averiguar os efeitos de saúde das multivitaminas.

Depois de ponderar os resultados levando em conta idade, nível de atividade física, histórico familiar de câncer e muitos outros fatores, os pesquisadores constataram que os suplementos não tinham efeito sobre o risco de câncer de mama, câncer de intestino e reto, câncer endométrico, câncer de pulmão, câncer ovariano, ataques cardíacos, derrames, coágulos sanguíneos e mortalidade.

Os cientistas reconhecem que as mulheres que tomam vitaminas também se envolvem em outros comportamentos saudáveis, e que pode haver variáveis desconhecidas que afetem os resultados.

“Os consumidores gastam dinheiro em suplementos vitamínicos supondo que isso melhorará sua saúde, mas não há prova disso”, disse Marian Neuhouser, diretora do estudo e epidemiologista nutricional do Centro Fred Hutchinson de Pesquisa do Câncer, em Seattle. “Comprar mais frutas e legumes poderia ser uma escolha melhor”.

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times
criado por bandarra    19:34 — Arquivado em: Falsidades, Pseudociência, Saúde

30.10.08

Se é natural é seguro?

Equilíbrio

30/10/2008 - 11h19

Cartilha alerta para uso excessivo de ervas medicinais

JULLIANE SILVEIRA
da Folha de S.Paulo

Todo mundo sabe indicar um chazinho perfeito para diferentes males, com dicas "infalíveis" transferidas pelos mais velhos da família. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), 80% da população utiliza remédios naturais ou faz uso da chamada medicina popular para tratar doenças. O que pouco se discute, no entanto, são os riscos da ingestão excessiva das infusões preparadas com ervas, que podem ir de uma dor de cabeça a danos em órgãos vitais.

Ao observar a falta de conhecimento sobre os efeitos adversos do consumo em excesso de plantas medicinais, o Instituto de Biociências da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Botucatu preparou uma cartilha para alertar sobre os principais efeitos colaterais das ervas mais consumidas na região. "Observamos que, por considerarem as plantas algo totalmente natural, imaginam que não há riscos", diz Maria José Queiroz de Freitas Alves, biomédica do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu, orientadora da pesquisa.

Ela acredita que, além de não ter consciência dos perigos, a população não sabe como tirar o melhor proveito dos princípios ativos das plantas. Como exemplo, cita o urucum, que tem propriedades antioxidantes conhecidas, mas que, se levado à fervura, libera toxinas. "Para utilizá-lo com segurança, é preciso deixá-lo em água fria por um tempo", diz.

Outro fator importante, quase sempre desconsiderado por quem busca os chás para tratamento, é a forma como a erva foi plantada. "O tipo de solo interfere, assim como o uso de agrotóxicos e a época de colheita. E é preciso saber se é melhor usar a erva seca ou fresca, as folhas ou flores", explica Alves.

É o caso da erva-doce (Foeniculum vulgare), também conhecida como funcho, cujo efeito diurético é mais forte na infusão das folhas, de acordo com uma pesquisa realizada por Débora Vendramini, doutoranda do CPQBA (Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas) da Universidade Estadual de Campinas. Em geral, os chás são preparados com os frutos. No estudo realizado em ratos, o aumento da diurese foi de 144% quando a infusão foi preparada com as folhas, contra 20% no uso dos frutos.

Publicidade irresponsável

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) também constatou a necessidade de fornecer mais dados à população e prepara uma cartilha para ser divulgada no Estado do Rio de Janeiro. Foram consideradas para esse trabalho 20 das plantas mais citadas pelos vendedores de ervas do Mercado de Madureira, no Rio de Janeiro. "É uma loucura. Os "mateiros" descrevem inúmeras aplicações para uma mesma planta. E não há comprovação na literatura científica", diz Rosany Bochner, coordenadora do Sinitox (Sistema Nacional de Informações Tóxico-farmacológicas), ligado à fundação.

A autônoma Izilda Aparecida Martins, 49, sofreu com a indicação de pessoas não-especializadas. Com pedra no rim, ela procurou uma infusão para ajudar no tratamento. O chá escolhido prometia ter bom efeito diurético, mas, na verdade, trouxe um problema: retenção de líquidos. "Comecei a tomar chá de porangaba por causa da publicidade forte, não eliminei a pedra e meu corpo começou a inchar", conta ela.

Outro exemplo de extrapolação de uso é a indicação do avelós (Euphorbia tirucalli) para tratar ou prevenir tumores. Como há algumas pesquisas em andamento com resultados positivos, a erva passou a ser muito procurada para o preparo de chás –mas a planta é tóxica e pode causar alergia. "Contra o câncer, busca-se o princípio ativo, não dá para trabalhar com extrato ou infusão feitos em casa", explica João Ernesto de Carvalho, biomédico e coordenador da Divisão de Farmacologia e Toxicologia do CPQBA da Unicamp.

O confrei (Symphytum officinale L.), que tem comercialização proibida para uso interno sob risco de causar problemas sérios no fígado, ainda pode ser encontrado facilmente para preparar infusões. "Essa planta já foi considerada "milagrosa" e é cicatrizante, mas só pode ser aplicada externamente", alerta Maria José Alves, da Unesp.

Para que haja maior controle no uso terapêutico das ervas, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pretende lançar para consulta pública uma lista com 51 espécies de plantas que poderão ser comercializadas como ervas medicinais. A resolução regulamentará a notificação de espécies vegetais, com indicações terapêuticas baseadas na literatura científica. Como, até o momento, as ervas para chás comercializadas no país são regulamentadas como alimentos, não podem apresentar indicações terapêuticas nas embalagens.

Eu diria que apenas o uso já é um risco para a saúde tomada por pessoas que não sabem o que tem, orientadas por quem também não sabe o que a pessoa tem, muito menos para que realmente serve as ervas que recomenda, e muito menos o que pode resultar a mistura delas, se não sabem nem isoladas!

 Veja as indicações e os riscos de ervas usadas para chás

 

Confrei, responsável por muitos casos de câncer de fígado.

O curandeirismo, segundo previsto no código penal brasileiro, é a prática de prescrever, ministrar ou aplicar, habitualmente, qualquer substância, bem como usar gestos, palavras ou qualquer outro meio (não inserido na prática médica) para cura ou fazer diagnósticos sem ter habilitação médica.

No Brasil, está previsto no artigo 284 do Código Penal brasileiro.

Exercício ilegal da medicina, arte dentária ou farmacêutica (Art. 282)

Infelizmente a Constituição de 1988 deixou desarmado o Estado para porteger a população contra estes crimes!

criado por bandarra    18:09 — Arquivado em: Pseudociência, Saúde

22.8.08

Necessidade de se dominado, ou religião ou tóxicos

Mundo
22/08/2008 - 09h13
Reitores pedem que idade para consumo de álcool nos EUA caia para 18 anos

da Folha de S.Paulo, em Nova York

Uma lei do governo Ronald Reagan (1981-89) que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas por menores de 21 anos foi posta em xeque nos EUA, onde mais de cem gestores de universidades e faculdades assinaram uma carta pedindo ao Congresso que debata a redução do limite para 18 anos.

Eles argumentam que a lei não é respeitada e acaba por incentivar "farras de bebedeira", nas quais os menores exageram quando conseguem consumir álcool em ambiente no qual não haverá punição.

Para os reitores, o relativo controle nos dormitórios das instituições não impede os jovens de se embriagarem em outros lugares onde não estão sob vigilância. "Foi desenvolvida uma cultura de bebedeira clandestina e perigosa, que se dá freqüentemente fora do campus", diz a carta assinada por líderes de instituições como a Universidade de Massachusetts e a Universidade Estadual de Ohio.

O reitor da Universidade de Maryland se engajou no debate, sob argumento de que o abuso de álcool tem efeitos mais negativos que seu consumo regular. "Praticamente todos os estupros [no campus] estão associados com o abuso de álcool. Quase todos os ataques de qualquer tipo estão associados à bebida. A questão do limite de idade não é apenas sobre beber e dirigir", disse ele ao jornal "Washington Post", citando o fato que motivou a lei, em 1984. "É uma questão muito maior, e nós, reitores, conseguimos vê-la amplamente."

"Assinei o documento porque incentivo a exploração de novas idéias e novas abordagens sobre a melhor maneira de preparar jovens adultos para tomar decisões responsáveis quanto ao álcool", disse à imprensa de Utah o diretor do Westminster College, Michael Bassis.

A reação de grupos que aprovam a lei atual foi imediata. A associação Mães Contra a Embriaguez ao Dirigir (MADD) condenou a iniciativa e lançou uma campanha em que pede: "Fale com diretores de faculdades, peça-lhes que retirem seus nomes e apóiem a idade de 21 anos".

Em seu site, a organização exibe dados do Instituto Nacional sobre Abuso de Álcool e Alcoolismo que mostram que, desde a criação da lei, caiu em 60% o número de mortes causadas por motoristas embriagados.

 

No Brasil, mais de 30 000 mortes por ano nas estradas pelo consumo de álcool. Todos os anos!!! Fora outros atos de violência produzidas pelas bebidas alcoolicas e pelas drogas a que as pessoas cultuam!

Como qualquer traficante e bandido, eles não se importam com a sua saúde ou a sua vida, desde que possam ganhar dinheiro com a sua vida.

Eles estão preocupados com a melhoria da sua saúde ao beber menos ou só em casa!!!

criado por bandarra    9:28 — Arquivado em: Saúde

3.8.08

Conheça oito mentiras clássicas sobre saúde

Saúde
Sábado, 2 de agosto de 2008, 15h16 Atualizada às 15h15
Health ‘Facts’ You Only Thought You Knew

By JANE E. BRODY
Published: July 22, 2008



Escrevo sobre medicina e saúde há 45 anos, e com certeza esbarrei em mais mitos e desinformação do que desejaria, variando dos absurdos aos perigosos. E, em dados momentos, eu também me deixei enganar por "fatos" que mais tarde foram negados pela ciência.

No último ano, Anahad O’Connor, que escreve todas semanas na sua coluna ‘Really?’ para o Science Times, publicou  “Never Shower in a Thunderstorm: Surprising Facts and Misleading Myths About Our Health and the World We Live In” (Times Books).

Agora, Now, Dr Nancy L. Snyderman, uma oncologista cirurgica da University of Pennsylvania uma médica correspondente para o NBC News, escreveu um novo livro: “Medical Myths    That Can Kill You — And the 101 Truths That Will Save, Extend, and Improve Your Life” (Crown).

Alguns jornalistas e escritores do setor estão enfrentando esses problemas em livros recentes. Os mitos sobre os quais escreverei abaixo devem alguma coisa ao trabalho de Anahad O’Connor e da Dra. Nancy Snyderman, bem como às minhas pesquisas. Veja se você está bem informado.

Beber oito copos de água ao dia
Acreditei por muito tempo que beber oito copos de água pura ou bebidas sem cafeína ao dia era importante para manter a hidratação do corpo e impedir constipação. Mas as pesquisas não encontraram provas que sustentem essa crença.

O Instituto de Medicina apontou em trabalho recente que as necessidades de líquidos do corpo podem ser atendidas de diversas maneiras, inclusive pelo consumo de café e chá (com ou sem cafeína) ou de frutas e legumes com alto teor de água.

A irritação causada por erva venenosa é contagiosa
A única maneira de contagiar outra pessoa com a irritação por erva venenosa que sua pele sente é se a resina da planta ainda estiver presente em suas mãos ou roupas. A irritação, uma dermatite, pode parecer contagiosa porque muitas vezes se desenvolve seqüencialmente, a depender de onde e quando a pele foi exposta. Coçar a área afetada não espalha a irritação, mas pode prolongá-la e causar infecção.

Loções e cremes comuns não costumam ajudar, e os que contêm anti-histamínicos, como o Benadryl, podem agravar a situação e causar reação alérgica. O melhor tratamento para a irritação é um esteróide, com hidrocortisona em uso tópico ou, em casos mais severos com prednisona por via oral. Use um pano úmido nas bolhas para acelerar a expulsão do líquido.

Limpe os ouvidos com cotonetes
Umbigos, talvez, mas não os ouvidos. Meu filho bem gostaria de ter sabido disso anos atrás, quando o filho dele, então com dois anos, decidiu imitar o pai e rompeu o tímpano com um cotonete. O dano exigiu reparo cirúrgico.

Snyderman aponta que o cotonete pode empurrar a cera para mais fundo no ouvido, gerando impacto e perda de audição.

Não nade depois de comer
Meus pais nos alertavam repetidamente que era preciso esperar uma hora antes de entrar na água, após as refeições. O conselho poderia ter sido útil caso meu plano fosse disputar uma competição, nadar por longa distância ou enfrentar uma corrente forte. Nunca é bom realizar exercícios cansativos de barriga cheia, porque isso pode resultar em cãibras. Mas os especialistas não vêem problema em um mergulho leve ou brincar um pouco na água depois de uma refeição.

Nadar depois de beber álcool pode ser perigoso, no entanto, porque reduz a sensatez.

Raspar pêlos faz com que eles cresçam mais rápido e mais grossos
O mito persiste ainda que um estudo conduzido 80 anos atrás já o tenha negado. Os pêlos raspados do corpo já estão mortos, e o fato de raspá-los não afeta em nada a velocidade de crescimento, que deriva dos folículos capilares vivos que existem por sob a pele. Os pêlos novos podem parecer mais escuros, porque não estiveram expostos ao sol ou a produtos químicos por muito tempo. Também podem parecer mais grossos porque o desgaste não os afetou.

Lavagens intestinais eliminam os venenos do organismo
Essas lavagens não têm qualquer valor médico conhecido e acarretam risco de danos ao reto ou aos intestinos. Os intestinos não são ‘sujos‘ e, a menos que doenças ou medicamentos venham a interferir com o processo, a natureza trabalha muito bem na condução da limpeza de dejetos. Caso você esteja preocupado com a presença de substâncias impuras em seu corpo, beber muita água ajuda o corpo a se livrar delas mais rápido.

Produtos naturais são mais seguros que os artificiais
Uma mulher me perguntou recentemente se era seguro usar "substitutos de hormônios bio-idênticos". Temo que ela estivesse se referindo a estrógenos, e não existem provas confiáveis que sustentem a alegação de que eles são mais seguros do que variedades produzidas pelos químicos, as quais estão vinculadas a risco mais elevado de câncer e doenças cardíacas.

Lembre-se de que a natureza produziu algumas das mais perigosas substâncias que conhecemos, como o arsênico e a toxina do botulismo. E os químicos, de sua parte, produziram muitos medicamentos capazes de controlar ou curar muitos males potencialmente letais. Muitos medicamentos importantes são derivados de substâncias naturais que não só têm propriedades semelhantes à dos remédios mas efeitos colaterais igualmente parecidos.

Apenas testes clínicos cuidadosamente controlados permitem garantir a segurança de um medicamento natural ou artificial, e poucas substâncias naturais passaram por eles.

Só use analgésicos se a dor for séria
Na sala de espera de um médico, um dia desses, uma mulher esperou gemendo por 90 minutos antes de enfim pedir à enfermeira um analgésico de venda livre que aliviasse sua dor de cabeça. Embora muita gente veja pílulas como respostas a todos os males, outras pessoas evitam medicamentos a todo custo, para sua desvantagem.

Os analgésicos funcionam melhor se usados ao primeiro sinal de dor, e podem não funcionar de todo caso a pessoa espere demais antes de ingeri-los. Snyderman diz que deveríamos pensar em tomar um analgésico antes de iniciar atividades pesadas como jardinagem ou partir lenha, que costumam causar dores mais tarde. Antes que eu substituísse meus joelhos artríticos por próteses, eu costumava tomar dois analgésicos antes de entrar na quadra para uma partida de tênis.

The New York Times

Jane Brody is personal health columnist and science news reporter for the New York Times.

Outra sem sentido, que eu acrescentaria, é a de não usar anti-térmicos em pessoas com febre, pois isto ajudaria no combate da doença. Não existe provas de que doenças sejam mais breves com esta medida, ou que antibióticos agem melhor na presença da febre. Apenas um brutal desconforto inútil é sentido!

criado por bandarra    9:00 — Arquivado em: Saúde

4.7.08

Alimentando Doença mental com cirurgia

Os eunucos - homens castrados ainda na infância e transformados em guardiães de haréns. Na Índia moderna, estima-se que existam 50 mil eunucos. Vivem em pequenas comunidades, sobretudo no norte do país. São chamados de hijras, expressão que significa "nem homem nem mulher". Quase todos se vestem com trajes femininos, usam maquiagem e adotam nome de mulher.

Como resultado da expulsão das mulheres dos palcos e coros, decretada pela Igreja, surgiram no século XVIII, os "castrati", que eram cantores castrados antes da puberdade para preservarem o registro de soprano ou contralto da voz.

Os "castrati" foram usados pela Igreja Católica durante mais de 300 anos e ocuparam uma posição dominante na ópera dos séculos XVII e XVIII, tendo sido fundamentais no desenvolvimento e popularização da ópera italiana (Monteverdi dava preferência ao uso de "castrati" em suas obras).

O mais famoso "castrato" foi o napolitano Carlo Broschi (1705-1782),conhecido como Farinelli (quadro) e que foi tema recente de película cinematográfica homônima.

Do chinês -pés atados- o Chanzú foi uma prática comum na China durante cerca de 1000 anos. Meninas, na faixa dos quatro aos sete anos, tinham os pés atados com bandagens apertadas de forma que não pudessem crescer. Com o crescimento natural, os pés comprimidos se quebravam e cicatrizavam, num círculo que só terminava na fase adulta, ficando completamente deformados.

a Efe, em Washington

O transexual Thomas Beatie, o primeiro "homem grávido" da história, deu à luz no início desta semana no Centro Médico St. Charles de Bend, no Estado do Oregon (EUA), informou nesta quinta-feira a rede de televisão "ABC". O parto foi natural e a filha de Beatie passa bem.

Até o momento, não foram revelados detalhes sobre o parto. Beatie, de 34 anos, mantinha seus órgãos sexuais femininos apesar de realizar um tratamento hormonal há anos e viver como homem.

"Acho que a necessidade de ter um filho não é um sentimento masculino ou feminino. Sou um ser humano e tenho direito a ter um filho biológico", afirmou Beatie.

Casados há mais de dez anos, Beatie e a mulher, Nancy, sempre quiseram ter um bebê, mas ela teve uma endometriose há 20 anos e precisou tirar o útero.

Depois de alcançarem uma situação econômica confortável, ambos tomaram a decisão de que Beatie seria o "encarregado" de gestar o bebê.

Criado no Havaí, onde sua mãe se suicidou quando ele tinha 12 anos, Beatie disse que decidiu trocar de sexo aos 24 anos. Por isso, submeteu-se a uma operação para tirar seios e legalmente mudou seu gênero de feminino para masculino.

Mesmo não tirando totalmente a roupa na edição de julho da Playboy, Sabrina Trevisan, também conhecida como Sabrina Boing Boing, mostrou todas suas formas avantajadas em um super sensual maiô de couro.

Sabrina está atualmente com 1,5 litros de silicone em cada seio. Mas Boing Boing não está satisfeita com seu atual par de seios. Segundo a loira, ela deve chegar, e logo, aos 2 litros de silicone em cada seio.

Antes de colocar as atuais proóteses, Sabrina tinha 900ml em cada seio. Sabrina está na sessão Happy Hour da Revista Playboy do mês de julho.

criado por bandarra    17:30 — Arquivado em: Saúde

24.4.08

Combatendo a Dengue com Mosquitoreira

Combatendo a Dengue com Mosquitoreira (mosquitérica)



garrafa PET

A vantagem da armadilha é que ela elimina os ovos dos mosquitos que de outra maneira iria ser colocado em um local que talvez não tivesse sido identificado. Assim ele é colocado em um locar onde será destruído e não será depositado onde poderia acabar vingando e dando resultados aos seus descendentes.
criado por bandarra    9:00 — Arquivado em: Saúde

26.5.07

Destruindo nosso mundo imperceptivelmente

26/05/2007
Substância suspeita de ser carcinógena agora está onipresente


http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/cox/2007/05/26/ult584u572.jhtm

Jeff Nesmith
Em Washington

Novos estudos realizados por cientistas e pesquisadores de universidades para os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) indicam que uma substância química apontada como um provável carcinógeno humano está presente no sangue de quase todo americano, incluindo recém-nascidos [carcinógeno é um agente que provoca o aparecimento de tumores malignos no organismo].

A substância química, o ácido perfluoroctanóico, está associada à fabricação e uso do Teflon (Tefal) e outros produtos impermeabilizantes. Ele é normalmente conhecido como PFOA.

Tim Begley, um químico da Food and Drug Administration (FDA, a agência de controle de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos), informou em 2005 que o PFOA e substâncias semelhantes usadas em produtos de papel nos quais alimentos como pizza e pipoca são vendidos tendem a migrar para o alimento quando o papel é aquecido.

Os sacos de pipoca de microondas liberam centenas de vezes mais dessas substâncias que utensílios revestidos com substâncias como Teflon, informou Begley. Em um estudo posterior divulgado neste mês, Begley confirmou seus resultados anteriores e produziu dados que questiona se a FDA está subestimando a quantidade de substâncias químicas que contaminam os alimentos.

Deirdre Flynn, diretora executiva do Popcorn Institute, disse em uma entrevista por telefone que "a indústria da pipoca trabalha arduamente para produzir um produto seguro e de qualidade para os consumidores. A FDA e a indústria sempre trabalharam juntas para assegurar a segurança", disse ela.

Dan Turner, um porta-voz da DuPont, que usa PFOA na produção do Teflon, disse que a empresa está convencida de que seus produtos não representam ameaça à saúde humana. "A DuPont acredita e mantém que os produtos vendidos ao consumidor com traços de PFOA são seguros para seu uso pretendido", disse em uma entrevista por telefone. E acrescentou que está familiarizado com a pesquisa da Johns Hopkins. "Até o momento não há efeitos conhecidos à saúde humana causados por PFOA", disse.

A evidência de presença de PFOA em 100% das amostras de sangue de cordões umbilicais analisadas pelos toxicologistas dos CDC e pela Universidade Johns Hopkins foi informada no mês passado.

As concentrações eram baixas, disseram os pesquisadores, e tanto a Agência de Proteção Ambiental (EPA) quanto a FDA disseram desconhecer qualquer evidência de que a população americana está sendo exposta a níveis perigosos.

Mas o toxicologista da Johns Hopkins que dirigiu o estudo disse que ele também revelou elos estatisticamente significativos entre os níveis de PFOA no sangue do cordão umbilical e o peso dos bebês no nascimento, circunferência da cabeça e outras medições comuns da saúde do recém-nascido.

O relatório está entre uma série de estudos que nos últimos meses aumentaram a preocupação com a presença de PFOA e várias substâncias químicas relacionadas em seres humanos, seu alimento e meio ambiente.

Um painel da EPA de consultores científicos disse ao administrador Stephen Johnson, no ano passado, que a maioria deles está convencida de que o PFOA deve ser considerado como um provável carcinógeno humano e regulado de acordo. Alguns sentiam que deveria ser designado como "possível" carcinógeno.

O painel não ofereceu sugestão sobre os níveis de exposição capazes de causar câncer nos seres humanos, mas notou que em experiências com animais, a substância estava associada a cânceres de fígado e pâncreas.

O PFOA e seus primos químicos são substâncias feitas pelo homem que desde os anos 50 se tornaram ubíquas no meio ambiente, do Oceano Ártico aos solos da rural Geórgia.

As substâncias foram encontradas no sangue de pandas gigantes da China, albatrozes no Atol de Midway, no meio do Oceano Pacífico, em golfinhos em Indian River Lagoon, Flórida, e em ursos polares na Groenlândia.

John Washington, um químico do laboratório da EPA em Athens, Geórgia, informou no mês passado que "traços" de PFOA foram extraídos de amostras de solo coletadas em Athens e perto de Watkinsville, Geórgia.

Em um estudo publicado no site da revista "Environmental Science and Technology" no mês passado, os pesquisadores da Johns Hopkins descreveram as análises de sangue de cordão umbilical extraídas de 299 bebês nascidos em Baltimore, Maryland, em 2004 e 2005.

Quando as amostras de sangue foram analisadas pelos CDC, todas continham PFOA, disse a pediatra Lynn Goldman, principal autora do estudo, e 99% continham uma substância química relacionada, sulfonato perfluoroctano (PFOS).

Goldman não pôde ser contatada para comentários. Mas, segundo um artigo publicado na edição atual de outra revista, a "Environmental Health Perspectives", Goldman encontrou correlações entre as concentrações das substâncias químicas e indicadores comuns da saúde dos bebês.

A revista informou que Goldman disse em um recente encontro da Sociedade de Toxicologia que os indicadores incluíam a circunferência da cabeça, peso de nascimento e uma medição da massa corporal conhecida como "índice ponderal".

"Quanto mais baixo o índice ponderal, maior é a concentração de PFOS e PFOA", Goldman disse à conferência segundo a revista.

Em outro estudo divulgado em março, Antonia Calafat, uma química do Centro Nacional de Saúde Ambiental dos CDC, disse que a análise de 1.562 amostras de sangue encontrou baixo nível de PFOA, PFOS e várias substâncias relacionadas em todas as amostras. As amostras foram coletadas em 1999 e 2000 como parte de uma pesquisa nacional de saúde e nutrição.

Tradução: George El Khouri Andolfato
Visite o site do Cox Newspapers

A VERDADE É QUE NÃO ERA PARA ESTAR DE MODO ALGUM NESTES LOCAIS!

criado por bandarra    19:59 — Arquivado em: Saúde

29.3.07

Omissão criminosa da ANVISA e do CFM

FOLHA DE SÃO PAULO - COTIDIANO - São Paulo, quinta-feira, 29 de março de 2007

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2903200726.htm

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

SECRETARIA IMPEDE RETIRADA DE HOMEOPÁTICOS

Funcionários da Vigilância Sanitária Estadual foram impedidos ontem de apreender medicamentos homeopáticos contra a dengue distribuídos pela rede municipal de saúde em São José do Rio Preto (440 km de SP). O não-cumprimento da retirada -determinada pela Secretaria da Saúde do Estado- ocorreu por ordem do secretário municipal da Saúde de São José do Rio Preto, Arnaldo Mello. Segundo o Estado, o produto não tem comprovação científica da eficácia e sua distribuição descumpre regras de manuseio e distribuição.

Constrangimentos por culpa da ANVISA e do CFM! VERGONHA! Saúde Pública em risco com o fornecimento de palcebo inerte a população em risco!

criado por bandarra    9:50 — Arquivado em: Saúde

2.3.07

A liberdade do uso recreativo do álcool

Homicídios

A associação entre o consumo de álcool e as taxas de homicídio está sobejamente comprovada. É alta a percentagem de assassinos e de vítimas alcoolizadas no momento do crime. É também alta a correlação entre o consumo de bebidas alcoólicas e as taxas de crimes violentos, seja entre bairros, entre municípios, estados ou países. Em São Paulo, 14 municípios adotaram a Lei Seca a partir do geo-processamento das informações: havia certo acúmulo de cadáveres nas imediações das biroscas. Os resultados se fizeram sentir com a queda na taxa de homicídios. O caso mais conhecido é o de Diadema que era um dos municípios mais violentos do país e que perdeu, felizmente, essa dúbia distinção. A administração municipal (que era do PT, ao contrário da estadual, que era do PSDB) continuou as medidas inteligentes e os resultados não se fizeram esperar. Quando as políticas dão certo, outros imitam. Isso se observa na formação de agrupamentos (clusters, tecnicamente) de municípios que adotaram legislação semelhante. A redução nas taxas de homicídio entre 2001 e 2003 foi substancialmente maior nos municípios que adotaram a Lei Seca. Entendamos que a Lei Seca não foi adotada por motivos religiosos ou morais, mas por razões essencialmente pragmáticas: ela salva vidas. Como um grande benefício colateral, a violência doméstica também diminuiu.

criado por bandarra    21:38 — Arquivado em: Saúde

Como consumo de álcool gera violência no trânsito

 

Estudante da UEG faz estudo sobre mortes por acidentes, homicídios e afogamentos provocados pela ingestão excessiva de bebidas

Com o objetivo de mostrar a relação do consumo de álcool com mortes violentas, o estudante Carlúcio Medeiros, do curso de Farmácia da UEG, oferecido na Unidade Universitária de Ciências Exatas e Tecnológicas de Anápolis, realizou um estudo no Instituto Médico-Legal da cidade.

Carlúcio Medeiros está concluindo o curso de Farmácia e é funcionário do IML de Anápolis, atuando como auxiliar de autópsia. A pesquisa desenvolvida pelo aluno da UEG contou com a orientação do professor mestre Fernando Honorato Nascimento e avaliou 246 vítimas de mortes violentas, nos anos de 2003 a 2005.

Os dados foram coletados nos livros de registro de óbito do Instituto Médico-Legal, que atende 16 municípios, e em exames de avaliação da quantidade de etanol ingerido pelas vítimas e que são analisados pelos laboratórios do Instituto de Criminalística da Polícia Técnico-Científica, em Goiânia.

Este estudo foi apresentado no 4º Congresso Goiano de Medicina Legal, promovido pela Universidade Federal de Goiás, e também como trabalho de conclusão de curso, sendo avaliado com a nota 9,8. A pesquisa despertou ainda a atenção de vários órgãos de comunicação, que publicaram matérias sobre o assunto, repercutindo os dados coletados na pesquisa.

De acordo com o estudante da UEG e baseado em estudos médicos, a ingestão de álcool afeta o desempenho intelectual e motor e prejudica também a discriminação sensorial. "As pessoas, na maioria das vezes, não conseguem perceber as mudanças por si próprias, o que as torna confiantes de que estão bem", relata.

Pesquisa : O estudante da UEG baseou sua pesquisa em estudos que evidenciam como o consumo excessivo de álcool pode levar a vários problemas de saúde e a mortes violentas ocasionadas por acidentes automobilísticos, homicídios, afogamentos, dentre outros tipos de óbitos.

Usando os dados coletados nos registros do IML, nos laudos cadavéricos e em amostras de sangue coletadas das vítimas para a análise da quantidade de etanol absorvido pelo organismo, Carlúcio chegou a várias conclusões. As maiores vítimas dos casos de mortes violentas, ocasionadas pela ingestão de álcool, são do sexo masculino. Dos 246 óbitos, 215 eram de homens e o teor médio de álcool presente nos organismos era de 9,80 dg/L (decigramas de álcool por litro de sangue).

As pessoas de cor branca (108) e parda (114), de acordo com a definição do IBGE e adotada pelo IML, constam como as maiores vítimas de mortes violentas. Porém, os negros, com registro de apenas oito mortes, são os que mais apresentaram teor alcoólico no sangue, com dosagem média de 13 dg/L.

Outros fatores analisados na pesquisa foram a idade, o estado civil e o horário mais freqüente dos óbitos. Carlúcio Medeiros observou que as vítimas têm idade entre 16 e 20 anos e 41 e 45 anos; são solteiras, embora os casados tenham apresentado maior índice de teor alcoólico e o horário em que os acidentes mais ocorrem está na faixa das 18 às 6 horas da manhã.

As vítimas morreram, em sua maioria, de acidentes de trânsito e homicídios, apresentando teor alcoólico de cerca de 9,5 dg/L, o que, segundo estudos, já é suficiente para ocasionar perda da coordenação motora e dormência em algumas regiões do corpo.

Traumatismo crânio-encefálico e politraumatismo são as ocorrências mais comuns em óbitos que aconteceram, em sua maioria, em vias públicas, principalmente aos sábados e domingos.

Para o estudante de Farmácia da UEG, com base nesses resultados, as políticas públicas "devem ser reanalisadas para coibir o consumo abusivo de bebidas alcoólicas. Com base nesse perfil, podem se estudar medidas para evitar que mais pessoas percam a vida devido ao envolvimento com o álcool."

O estudante propõe ainda que sejam tomadas medidas de controle de venda, restrição do horário de compra e até mesmo a proibição de venda e consumo de bebidas alcoólicas para que a morte de muitas pessoas possa ser evitada pela violência estimulada pela ingestão abusiva de álcool. [Diário da Manhã]

 

O álcool é um dos maiores vilões do trânsito na Cidade de São Paulo. Das pessoas que morreram em acidentes de trânsito no segundo semestre do ano passado (2004), 42,7% tinham bebido além do permitido. O levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde com base em laudos do Instituto Médico Legal mostra ainda que o homem jovem, entre 20 e 29 anos, solteiro, é a vítima em maior potencial dessas mortes. É mais uma prova de que bebida e direção não combinam. 

"Não esperávamos uma proporção tão alta do uso de álcool entre os mortos no trânsito. Com tanto que já se falou, acreditávamos que as pessoas já tivessem se conscientizado desse perigo", conta Vilma Gawryszewski, coordenadora do grupo técnico de prevenção de acidentes da secretaria.

Dos 454 casos de mortes analisados, 76% eram de homens e 28,7% do total de vítimas tinham entre 20 e 29 anos. Na verdade, aconteceram pelo menos 761 mortes no trânsito naquele período, mas nem todos os casos puderam ser analisados. O fato de a maioria morrer no local do acidente também pode indicar que a vítima estava em alta velocidade.

"Você tem o jovem com sua inexperiência ao dirigir e a sensação de onipotência e junta com o álcool, duplicando os fatores de risco. Há alguns anos, o maior número ficava entre 18 e 25 anos. Está aumentando a faixa etária", comenta o presidente da Comissão de Estudos de Direito de Trânsito da OAB/SP, Cyro Vidal. Ele explica que isso se deve às mudanças impostas pelo Código de Trânsito Brasileiro.

Hoje, um jovem consegue a permissão para conduzir, com validade de um ano, quase aos 19 anos. Neste prazo, não pode ter faltas gravíssimas ou graves, nem reincidir em médias e leves, senão perde a permissão e tem de começar tudo de novo. "O jovem que está se habilitando colocou um freio na boca e no pé." 

A pesquisa aponta também que os pedestres são as maiores vítimas - 6,8 mortes para cada 100 mil - , seguidos dos ocupantes dos veículos (5,8 por 100 mil) e motociclistas (1,4 por 100 mil). Para Vilma, é preciso fazer continuamente campanhas educativas para que a relação entre álcool e acidentes diminua - pela legislação, é permitida uma concentração de até 0,6 gramas de álcool por litro de sangue, o que representa o consumo de duas latas de cerveja.

OBS: Não se pode comparar pedestres com ocupantes e motociclistas desta forma, mas sim considerar o número de expostos em cada caso. O número de pedestres é enorme, seguido dos ocupantes e finalmente os motociclistas!

criado por bandarra    21:04 — Arquivado em: Saúde

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