Mordaz

Este espaço tem uma visão crítica da ciência, do humanismo e do laicismo como base para as relações do homem com a natureza e das relações dos homens entre si. Este tripé é a base das relações sociais que devem ser usadas.

23.2.09

A verdadeira DEMOCRACIA é laica

Eles ainda acham que foi pouco

Mistura desastrosa

Causa-me admiração a mistura que o movimento democrático do Site do Puggina esteja fazendo misturando proselitismo cristão. E para tal virou um púlpito a vociferar contra a filosofia e a ciência em prol de um pensamento único. Mil anos de trevas, da idade média. Nove cruzadas ensangüentaram a Europa e a terra santa. As origens da Inquisição remontam a 1183, na averiguação dos cátaros de Albi, no sul de França por parte de delegados pontifícios, enviados pelo Papa. Indo até o início do século XX com o Index Librorum Prohibitorum que foi criado, em 1559, pela sagrada congregação da Inquisição (mais tarde chamada de Congregação para a Doutrina da Fé). O índice foi atualizado regularmente até a trigésimasegunda edição, em 1948, tendo os livros sido escolhidos pela congregação ou pelo papa. As Guerras Religiosas atormentaram os seres humanos na Europa provocada pelo cristianismo, o que resultou a fuga dos peregrinos e os puritanos para fundar na colônia americana, uma nação em que a liberdade estaria acima da fé. A intolerância religiosa, a sua legitimação das monarquias, os autos de fé, resultou na explosão da revolução francesa pela libertação da opressão do cristianismo de forma violenta, criando finalmente os ideais de liberdade, fraternidade e igualdade que o cristianismo negara por 1 600 anos.

Não existe, portanto, correlação com democracia e o cristianismo. Isto é um blefe e um erro grosseiro de cristãos querendo novamente se apropriar da hegemonia do estado e do espaço público para trazerem de volta a intolerância religiosa. Não aprenderam com a história, não aprenderam com o islã que usa o mesmo método, como identificou Manuel II Paleólogo (1350 – 1425). Nada entenderam do totalitarismo católico, cristão e do nacional socialista (cristão) e no internacional socialismo ateu.

Democracia nunca foi ideal cristão, mas de pagãos gregos e romanos. Estes que descobriram este sistema de convivência da cidadania e de coexistência pacífica entre os credos no Panteão Romano ecumênico destruído no primeiro momento pelo cristianismo intolerante. Da importância da filosofia e do livre saber. Valores redescobertos pelo iluminismo contra a religiosidade cega do cristianismo. Passado dois mil anos e ainda não aceitam o diferente, o conhecimento científico e a livre filosofia. Lutam para voltar ao poder com seu credo em detrimento da real democracia e do estado laico pela qual conspiram para destruir tirando novamente o homem do seu espaço para colocar apenas o “seus” Deus.

Liberdade é a melhor de todas as coisas a ser conquistada, a verdade, lhe digo então: nunca viva com os grilhões da escravidão” Sir William Wallace, o coração valente.

“Proteger, preservar e, onde for possível, ampliar a liberdade efêmera e limitada do individuo face à ameaça crescente a essa liberdade, é uma tarefa muito mais urgente que sua negação abstrata, ou o pôr em perigo essa liberdade com ações que não tem esperança de sucesso”. Max Horkheimer (1895 – 1973).

Bertrand Russel - Por Que Nao Sou Cristao.

criado por bandarra    9:22 — Arquivado em: Anticiência, Falsidades, Fundamentalismo, Intolerância, Pseudociência

13.2.09

Sem fórmulas mágicas alternativas

Multivitaminas não reduzem risco de doenças, diz estudo

13 de fevereiro de 2009 • 16h15 • atualizado às 16h43

Muitas mulheres usam multivitaminas depois da menopausa por acreditarem que elas ajudam a prevenir doenças vasculares ou câncer, mas um estudo de grande porte concluiu que os suplementos não fazem nada nesse sentido.

Estudos anteriores apresentaram resultados contraditórios, com alguns sugerindo que os suplementos multivitamínicos estão associados a uma redução no risco de alguns cânceres, e outros constatando efeito limitado ou nulo.

Para as novas constatações, publicadas na edição de fevereiro da Archives of Internal Medicine, os pesquisadores analisaram dados de 68.132 mulheres que participaram de um teste clínico e de 93.676 mil que participaram de um estudo de observação. Eles acompanharam as mulheres por em média oito anos, a fim de averiguar os efeitos de saúde das multivitaminas.

Depois de ponderar os resultados levando em conta idade, nível de atividade física, histórico familiar de câncer e muitos outros fatores, os pesquisadores constataram que os suplementos não tinham efeito sobre o risco de câncer de mama, câncer de intestino e reto, câncer endométrico, câncer de pulmão, câncer ovariano, ataques cardíacos, derrames, coágulos sanguíneos e mortalidade.

Os cientistas reconhecem que as mulheres que tomam vitaminas também se envolvem em outros comportamentos saudáveis, e que pode haver variáveis desconhecidas que afetem os resultados.

“Os consumidores gastam dinheiro em suplementos vitamínicos supondo que isso melhorará sua saúde, mas não há prova disso”, disse Marian Neuhouser, diretora do estudo e epidemiologista nutricional do Centro Fred Hutchinson de Pesquisa do Câncer, em Seattle. “Comprar mais frutas e legumes poderia ser uma escolha melhor”.

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times
criado por bandarra    19:34 — Arquivado em: Falsidades, Pseudociência, Saúde

30.10.08

Se é natural é seguro?

Equilíbrio

30/10/2008 - 11h19

Cartilha alerta para uso excessivo de ervas medicinais

JULLIANE SILVEIRA
da Folha de S.Paulo

Todo mundo sabe indicar um chazinho perfeito para diferentes males, com dicas "infalíveis" transferidas pelos mais velhos da família. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), 80% da população utiliza remédios naturais ou faz uso da chamada medicina popular para tratar doenças. O que pouco se discute, no entanto, são os riscos da ingestão excessiva das infusões preparadas com ervas, que podem ir de uma dor de cabeça a danos em órgãos vitais.

Ao observar a falta de conhecimento sobre os efeitos adversos do consumo em excesso de plantas medicinais, o Instituto de Biociências da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Botucatu preparou uma cartilha para alertar sobre os principais efeitos colaterais das ervas mais consumidas na região. "Observamos que, por considerarem as plantas algo totalmente natural, imaginam que não há riscos", diz Maria José Queiroz de Freitas Alves, biomédica do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu, orientadora da pesquisa.

Ela acredita que, além de não ter consciência dos perigos, a população não sabe como tirar o melhor proveito dos princípios ativos das plantas. Como exemplo, cita o urucum, que tem propriedades antioxidantes conhecidas, mas que, se levado à fervura, libera toxinas. "Para utilizá-lo com segurança, é preciso deixá-lo em água fria por um tempo", diz.

Outro fator importante, quase sempre desconsiderado por quem busca os chás para tratamento, é a forma como a erva foi plantada. "O tipo de solo interfere, assim como o uso de agrotóxicos e a época de colheita. E é preciso saber se é melhor usar a erva seca ou fresca, as folhas ou flores", explica Alves.

É o caso da erva-doce (Foeniculum vulgare), também conhecida como funcho, cujo efeito diurético é mais forte na infusão das folhas, de acordo com uma pesquisa realizada por Débora Vendramini, doutoranda do CPQBA (Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas) da Universidade Estadual de Campinas. Em geral, os chás são preparados com os frutos. No estudo realizado em ratos, o aumento da diurese foi de 144% quando a infusão foi preparada com as folhas, contra 20% no uso dos frutos.

Publicidade irresponsável

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) também constatou a necessidade de fornecer mais dados à população e prepara uma cartilha para ser divulgada no Estado do Rio de Janeiro. Foram consideradas para esse trabalho 20 das plantas mais citadas pelos vendedores de ervas do Mercado de Madureira, no Rio de Janeiro. "É uma loucura. Os "mateiros" descrevem inúmeras aplicações para uma mesma planta. E não há comprovação na literatura científica", diz Rosany Bochner, coordenadora do Sinitox (Sistema Nacional de Informações Tóxico-farmacológicas), ligado à fundação.

A autônoma Izilda Aparecida Martins, 49, sofreu com a indicação de pessoas não-especializadas. Com pedra no rim, ela procurou uma infusão para ajudar no tratamento. O chá escolhido prometia ter bom efeito diurético, mas, na verdade, trouxe um problema: retenção de líquidos. "Comecei a tomar chá de porangaba por causa da publicidade forte, não eliminei a pedra e meu corpo começou a inchar", conta ela.

Outro exemplo de extrapolação de uso é a indicação do avelós (Euphorbia tirucalli) para tratar ou prevenir tumores. Como há algumas pesquisas em andamento com resultados positivos, a erva passou a ser muito procurada para o preparo de chás –mas a planta é tóxica e pode causar alergia. "Contra o câncer, busca-se o princípio ativo, não dá para trabalhar com extrato ou infusão feitos em casa", explica João Ernesto de Carvalho, biomédico e coordenador da Divisão de Farmacologia e Toxicologia do CPQBA da Unicamp.

O confrei (Symphytum officinale L.), que tem comercialização proibida para uso interno sob risco de causar problemas sérios no fígado, ainda pode ser encontrado facilmente para preparar infusões. "Essa planta já foi considerada "milagrosa" e é cicatrizante, mas só pode ser aplicada externamente", alerta Maria José Alves, da Unesp.

Para que haja maior controle no uso terapêutico das ervas, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pretende lançar para consulta pública uma lista com 51 espécies de plantas que poderão ser comercializadas como ervas medicinais. A resolução regulamentará a notificação de espécies vegetais, com indicações terapêuticas baseadas na literatura científica. Como, até o momento, as ervas para chás comercializadas no país são regulamentadas como alimentos, não podem apresentar indicações terapêuticas nas embalagens.

Eu diria que apenas o uso já é um risco para a saúde tomada por pessoas que não sabem o que tem, orientadas por quem também não sabe o que a pessoa tem, muito menos para que realmente serve as ervas que recomenda, e muito menos o que pode resultar a mistura delas, se não sabem nem isoladas!

 Veja as indicações e os riscos de ervas usadas para chás

 

Confrei, responsável por muitos casos de câncer de fígado.

O curandeirismo, segundo previsto no código penal brasileiro, é a prática de prescrever, ministrar ou aplicar, habitualmente, qualquer substância, bem como usar gestos, palavras ou qualquer outro meio (não inserido na prática médica) para cura ou fazer diagnósticos sem ter habilitação médica.

No Brasil, está previsto no artigo 284 do Código Penal brasileiro.

Exercício ilegal da medicina, arte dentária ou farmacêutica (Art. 282)

Infelizmente a Constituição de 1988 deixou desarmado o Estado para porteger a população contra estes crimes!

criado por bandarra    18:09 — Arquivado em: Pseudociência, Saúde

1.1.08

Fabricando pseudo ciencia com Deus…

01/01/2008 - 14h34
MULHERES QUE DEIXAM RELIGIÃO TÊM MAIS RISCO DE ALCOOLISMO, DIZ PESQUISA

da BBC Brasil

Mulheres que abandonam suas atividades religiosas têm três vezes mais chances de sofrer de ansiedade, depressão e alcoolismo, segundo um estudo conduzido por pesquisadores norte-americanos.

Os especialistas, da Universidade de Temple, na Filadélfia, analisaram 718 adultos e concluíram que entre as mulheres que haviam deixado de freqüentar a igreja, 21% apresentaram sintomas de ansiedade, depressão e problemas relacionados ao excesso de bebidas alcoólicas.

O mesmo, no entanto, não foi observado entre os homens. O trabalho, publicado na revista especializada "Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology", apontou que os homens que deixaram de praticar sua fé tinham menos chances de sofrer de depressão do que os que compareciam à igreja regularmente.

Para a coordenadora do estudo, Joanna Maselko, as mulheres sofrem mais ao se afastarem da religião porque também têm mais chances de perder amigos e se afastar da "rede social da igreja".

"As mulheres são normalmente mais integradas às redes sociais de suas comunidades religiosas. Quando deixam de ir à igreja, perdem o acesso a esta rede e todos seus benefícios potenciais", observa Maselko.

Já os homens, afirma Maselko, "não parecem ser tão integrados à comunidade religiosa, portanto não sofrem com as possíveis conseqüências se abandonam a igreja".

Para a coordenadora do trabalho, é possível "ter um melhor entendimento da relação entre saúde e espiritualidade quando conhece a história religiosa de uma pessoa".

A Dra Joanna Maselko é "a social epidemiologist and an expert in religion-health research", o que o texto não revela. Normalmente deve ser indicado num trabalho científico os impedimentos por interesses. Neste caso, a sua fé e sua luta para mostrar a relação entre prática cristã e saúde!

No caso o trabalho falha ao não determinar porquê as pessoas largaram a prática religião e se elas mudaram de crença. Se estavam se sentindo bem, por que motivo abandonaram algo em que "se sentiam bem"? O início da depressão e de desconforto psicológico pode ter sido o motivo da saída, e não a conseqüência! Como a autora não compara com grupos sociais diversos não religiosos,mascara o verdadeiro peso do apoio social como se fosse de algum tipo de fundo religioso. Por exemplo, grupos de esporte, literário, de carteado, de trabalho social, de dança, de estudos ou grupos da terceira idade!

É o que revela a manutenção da crença, que apenas as praticas sociais e não as práticas religiosas que interferem na saúde, assim como ocorre com o tipo de dieta e não o fato das pessoas que a mantém sejam religiosas. Não basta  a religião em si. A dieta sadia funciona em quaisquer pessoas, e a dieta prejudicial, afeta religiosos de igual maneira! Ou a proteção que pessoas encontram para a solidão com animais de estimação. Não é um efeito mágico que o animal possui, mas a dedicação e a transferência de cuidados que lhe proporciona isto. Não basta adquirir um cachorro e o resultado será obtido como tomar uma aspirina!

criado por bandarra    19:57 — Arquivado em: Pseudociência

22.12.07

Movimento Medicina Responsável

                            

criado por bandarra    15:02 — Arquivado em: Pseudociência

24.11.07

Misturando joio com trigo

Em seu editorial, THE LANCET assegura que os médicos devem ser "corajosos e honestos sobre a falta de benefícios" deste tipo de medicina.

The Lancet, publicado em 25 de agosto de 2005 - The Lancet 2005; 366:726-732

 Coisas que só ocorrem no BRASIL!

22/11/2007                                      
Homeopatia
Encontro ético-científico debateu a especialidade no seu Dia Nacional

Nesta quarta-feira 21 de novembro, Dia Nacional da Homeopatia, a Câmara Técnica de Homeopatia do Cremers, em parceira com a Liga Homeopática do RS e a Sociedade Gaúcha de Homeopatia, realizou um debate ético-científico sobre a especialidade. Aberto pelos conselheiros Rogério Wolf de Aguiar e Antônio Ayub, o evento foi coordenado pelo Presidente da Sociedade Gaúcha de Homeopatia e membro da Câmara Técnica, Érico Dornelles, que lembrou: “Hoje é o Dia Nacional da Homeopatia porque representa o início desta atividade no Brasil”.

A presidente da Câmara Técnica, Universina Ramos, descreveu as atividades do órgão, citando seus membros, atribuições e conquistas. Ben-Hur Dalla Porta, presidente da Liga Homeopática do RS, contou a história da instituição desde sua fundação, em 1944, pelo homeopata David Castro. Dalla Porta apresentou um apanhado de fatos importantes, como a criação dos dispensários homeopáticos de Porto Alegre, e citou monumentos, selos, congressos e diferentes homenagens realizadas à especialidade.

Ângela Lanner Vieira, ex-presidente da Associação Médica Homeopática Brasileira, demonstrou números da especialidade no Brasil e a importância de sua participação no SUS. Por fim, Dalla Porta retomou a palavra para lançar a sugestão de um Museu da Homeopatia: “A idéia nasce do inconsciente coletivo desta memória, que hoje está fragmentada”.

Além da falta de relação com a ciência médica, portanto impossível de ser uma especialidade desta, não possui base científica! Assim, causa admiração que o CREMERS aceite em suas dependências comemorações de práticas que se opõe a prática médica, que não podem ser um encontro científico, e portanto, ofende frontalmente a ética que o Conselho deveria ser o defensor maior! Admira que o CFM promova esta falsa alternativa ao conhecimento científico e a prática médica responsável!

 “em uma crise aguda, com infecção respiratória” “o antiinflamatório, um bronco dilatador, um antitérmico, um corticóide, mais nebulização” pode ser trocado por um “medicamento único”. Com a vantagem de ser ainda mais barato" Universina Ramos no Caderno VIDA de ZERO HORA.

criado por bandarra    15:02 — Arquivado em: Pseudociência

4.10.07

Liberdade é liberdade, não só em pseudociência

A VEJA e a questão da liberdade científica e, por que não, religiosa?

                                          

Em “LEITURAS DE VEJA Boa escola, "mas" criacionista”, escrita por Michelson Borges em 11/9/2007 no OBSERVATÓRIO da IMPRENSA, tece uma crítica a este revista por ter feito esta ressalva que considerou ofensiva. Critica que ela “perdeu a chance de publicar uma reportagem neutra e puramente informativa, nos moldes do bom jornalismo”.

Explica ele, que a “Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) nº 9.394/96 estabelece que os alunos devem criticar objetivamente as teorias científicas como construtos humanos de representação aproximada da realidade, e que essas teorias estão sujeitas a revisões e até descarte, e que o ensino médio tem entre suas finalidades habilitar o educando a ser capaz de continuar aprendendo, a ter autonomia intelectual e pensamento crítico”.

O que nos parece, a priori, que a revista fez o mesmo trabalho exemplar de realizar a mesma coisa! Dentro dos objetivos que se pauta um bom jornalismo, é o de realizar a crítica e ensinar as pessoas a terem uma avaliação pertinente das informações que recebem dos vários segmentos sociais, sejam do governo, partidos políticos, educadores, produtores, comércio, propagandista e industriais. E, não poderia deixar de fazer, por motivos óbvios, em relação ao conhecimento científico e religioso! Este último, por sinal, não foi abordado pela revista. No entanto, deveria também discutir este aspecto de uma escola que prega uma religião!

                                            

Assim, nos baseando no alegado direito que o jornalista Michelson Borges faz com razão, da liberdade científica e da necessidade de se criar neste país uma visão crítica da ciência para os nossos futuros cidadãos, devemos também analisar criticamente este assunto mais a miúdo! Assim como nos garante para ciência a liberdade, a nossa Constituição Federal, dita Carta Magna por estar acima de todos outros princípios legais, também garante no seu Artigo 5 & VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, …IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, … Portanto, vemos que o assunto interessou até os nossos legisladores maiores na garantia da LIBERDADE!

Este é o aspecto alegado pelo nosso jornalista ao corretamente defender o espírito crítico a ser desenvolvido pelos alunos: liberdade que estes devem contar sempre na sua formação pessoal! Mas, assim como se deve dissecar um fêmur de um fóssil, analisar a estratigrafia onde o mesmo foi encontrado, analisar o seu DNA, dosar o carbono 14, comparar com outros fósseis arquivados, verificar a anatomia comparada com as espécies atuais, conferir com achados anteriores, levar a conhecimento da comunidade científica para a devida crítica, repetição de análise permanente, processo sempre constante e crítica sempre refeita, também as bases de dados daqueles que se propõem a uma explicação alternativa, devem sempre ser submetida com a mesma liberdade e rigorosa avaliação científica, ser dissecada em todos os seus aspectos! Como se faz com a base de dados de Jean-Baptiste Pierre Antoine de Monet, Chevalier de Lamarck (1744 — 1829), como se faz constantemente com os dados do próprio Charles Darwin (1809-1882)!

Assim, ao levar a pseudocrítica criacionista aos alunos sem preparo para julgar o que estão lhe enfiando na cabeça, deve esta base ser, com o mesmo rigor e igual liberdade, isentamente esmiuçada perante os mesmos as religiões! Deve ser dissecada a fundo a fonte alegada das informações infalíveis com o mesmo rigor científico que se usa na ciência, frente a estes jovens, como a fonte original da contestação. A Igreja Adventista tem como regra de fé, a Bíblia, a Palavra de Deus preservada ao longo dos séculos para a orientação da humanidade no caminho de volta ao Lar, para alcançar a vida eterna. Assim, a Bíblia, de autor desconhecido que narra a saga do povo judeu, deve ser pesquisada sua veracidade científica, e a sua validade religiosa frente a livre informação dos bilhões de seres humanos que não a seguem, por considerar que acharam melhores e mais coerentes explicações para suas vidas, frente às outras alternativas! Por que aceitar como palavra de Deus de um livro que diz que apenas o povo judeu era o seu escolhido? Deve as outras visões religiosas ser livremente ensinada para que os mesmos jovens, que são ensinados a criticar o conhecimento, decidam também livremente nas suas vida, qual o verdadeiro caminho da salvação, da vida reta, da real verdade contida neste conjunto fantástico de alegações! Afinal, foi com esta liberdade de escolher o novo que, em 1863, se organizou em uma estrutura denominacional com o nome de Igreja Adventista do Sétimo Dia. Assim como pela crítica e pela liberdade descobriram o que acham o erro dos outros, devem também estimular os jovens a procurarem livremente a sua verdade! Assim como foram mal conduzidos até esta época, optando por um novo caminho, devem deixar que os jovens possam também ter a liberdade de crer, para não cometerem o erro obscurantista do passado da qual julgam que se libertaram!

                                       

Mais do que a revista, o nosso jornalista que a critica, deve também defender uma educação “neutra e puramente informativa”, nos moldes da boa formação libertadora. Este que deveria ser o seu anelo profissional, a honestidade do conhecimento acima de tudo!

Assim, esmiuçando de outra forma, a minha intenção é contraditar o alegado esforço dos criacionistas em lutar pela liberdade científica em relação a liberdade religiosa! Alegava o autor este direito para atacar na escola adventista a evolução (e de modo geral atacam toda a ciência)! Mas em relação a religião, que não depende de prova, evidência, comprovação, replicação de achados, etc… também deveriam ter a honestidade que alegam só com a ciência! Deixar aos alunos uma profunda liberdade e saber crítico em relação ao modo verdadeiro de chegar ao céu!

criado por bandarra    20:11 — Arquivado em: Pseudociência

23.8.07

Alteração de consciência apenas

REALIDADE VIRTUAL INDUZ "EXPERIÊNCIA FORA DO CORPO"

Uma equipe de cientistas induziu experiências "fora do corpo" em pessoas sadias com a ajuda de óculos de realidade virtual que confundiram os sinais enviados ao cérebro, segundo um artigo publicado hoje pela revista Science.

As "experiências fora do corpo", que muitos cientistas consideram produto da imaginação e para outros são indício de transtornos mentais, ocorrem quando uma pessoa em estado de vigília percebe que observa seu corpo de um lugar fora dele.
Há relatos de experiências desse tipo em condições clínicas que perturbam o funcionamento normal do cérebro. É o caso de infartos, ataques epilépticos parciais, abuso de drogas e experiências traumáticas, como em acidentes.
Segundo a revista, cerca de uma de cada 10 pessoas alega ter passado por uma experiência extracorpórea em algum momento de suas vidas. Na literatura esotérica, as referências a essas experiências são chamadas de "projeção astral".
Em anos recentes, porém, diversas experiências mostraram que o fenômeno pode ser induzido pelo estímulo de certas áreas do cérebro. Freqüentemente as experiências fora do corpo se começam com um sonho lúcido. As pessoas relatam ter experimentado a sensação enquanto estavam dormindo, adormecendo ou acordando.
Numa alta percentagem, a situação descrita é uma em que o sonho não era particularmente profundo, devido a doença, ruídos, estresse emocional, cansaço, ou interrupções freqüentes. Na maioria dos casos as pessoas contaram que sentiam que estavam acordando. Aproximadamente a metade informou que sentia uma paralisia.
H. Henrik Ehrsson, do Departamento de Neurociências Clínicas do Instituto Karolinska, em Estocolmo (Suécia), afirmou no artigo da revista Science que "a experiência ilusória pode ser induzida em participantes sadios".
Segundo Ehrsson, o fenômeno é "uma ilusão perceptiva na qual os indivíduos experimentam que seu centro de consciência, ou seu ‘eu’, está situado fora de seus corpos físicos, e que olham para seus corpos do ponto de vista de outra pessoa".
"Esta ilusão demonstra que o sentido de ’ser’ localizado dentro do corpo físico pode estar determinado plenamente por processos perceptivos, isto é pela perspectiva visual junto com o estímulo multi-sensorial do corpo", acrescentou.
Nas experiências, Ehrsson e seus colegas do Centro Wellcome Trust de Neuroimaen, no Instituto de Neurologia de Londres, usaram câmeras de vídeo e óculos de realidade virtual. Doze voluntários assistiram a imagens de seus próprios corpos, da perspectiva de alguém sentado atrás deles e com uma visão estereoscópica.
Um cientista se manteve parado ao lado do participante e dentro de seu campo visual, e utilizou duas varinhas de plástico para tocar simultaneamente o peito real da pessoa e o peito do "corpo ilusório". A segunda varinha era movimentada para o lugar onde a ilusão ficaria, fora da visão das câmeras.
O esquema criou, pela primeira vez em laboratório, a ilusão de que os voluntários podiam sentir seus corpos virtuais.
"Após dois minutos de estímulo, pedimos aos participantes que completassem um questionário no qual tinham que afirmar ou negar 10 possíveis efeitos perceptivos", explicou Ehrsson. Os voluntários não só perceberam que viam a si mesmos de fora de seus corpos, mas também sentiram que seu corpo real era tocado.
Ehrsson e sua equipe destacaram a importância dos estudos, que tentam explicar a natureza das experiências extracorporais, até agora sem uma explicação científica.
"Não existia antes uma forma de induzir uma experiência extracorporal em pessoas saudáveis, a não ser nos relatórios sem fundamentos da literatura esotérica. É uma descoberta apaixonante e com repercussões em várias disciplinas, da neurociência à teologia", concluiu.
EFE

criado por bandarra    19:05 — Arquivado em: Pseudociência

12.7.07

Porque não acredito em discos voadores!

 

Devido às grandes distâncias interestelares, e à limitação da velocidade a velocidades menores que a velocidade da luz pela relatividade de Einstein, não é possível viajar até outras estrelas e seus possíveis planetas. O ônibus espacial da NASA viaja a aproximadamente 28 000 km/hr e, portanto, levaria 168 000 anos para chegar à estrela mais próxima, que está a 4,4 anos-luz da Terra. A espaçonave mais veloz que a espécie humana já construiu até agora (Voyager da NASA) levaria 80 mil anos para chegar à estrela mais próxima. Mesmo com um reator de fusão nuclear, o combustível necessário para a viagem à estrela mais próxima ocupa mil navios supertanques, e levaria 900 anos. O Dr. Bernard M. Oliver (1916-1995), diretor de pesquisa e vice-presidente da Hewlett-Packard Corporation e co-diretor do projeto de procura de vida extra-terrestre Cyclops da NASA, calculou que para uma espaçonave viajar até esta estrela mais próxima a 70% da velocidade da luz, mesmo com um motor perfeito, que converte 100% do combustível em energia (nenhuma tecnologia futura pode ser melhor que isto), seria necessário 2,6 × 1016 Joules, equivalente a toda a energia elétrica produzida em todo o mundo, a partir de todas as fontes, inclusive nuclear, durante 100 mil anos, e ainda assim, levaria 6 anos só para chegar lá. O importante sobre este cálculo é que ele não depende da tecnologia atual (eficiência de conversão de energia entre 10 e 40%), pois assume um motor perfeito, nem de quem está fazendo a viagem, mas somente das leis de conservação de energia. Esta é a principal razão que os astrônomos são tão céticos sobre as notícias que os OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados), ou UFOs (Unidentified Flying Objects) são espaçonaves de civilizações extra-terrestres. Devido às distâncias enormes e gastos energéticos envolvidos, é muito improvável que as dezenas de OVNIs noticiados a cada ano pudessem ser visitantes de outras estrelas tão fascinados com a Terra que estão dispostos a gastar quantidades fantásticas de tempo e energia para chegar aqui. A maioria dos OVNIs, quando estudados, resultam ser fenômenos naturais, como balões, meteoros, planetas brilhantes, ou aviões militares classificados. De fato, nenhum OVNI jamais deixou evidência física que pudesse ser estudada em laboratórios para demonstrar sua origem de fora da Terra.
Quatro espaçonaves da Terra, duas Pioneers e duas Voyagers, depois de completarem sua exploração do sistema planetário, estão deixando este sistema planetário. Entretanto, elas levarão milhões de anos para atingir os confins do Sistema Solar, onde situa-se a Nuvem de Oort. Estas quatro naves levam placas pictoriais e mensagens de audio e vídeo sobre a Terra, mas em sua velocidade atual levarão milhões de anos para chegarem perto de qualquer estrela.

O escritor Amir D. Aczel propôs a unidade de distância ano-jato, a
distância que um avião a jato comercial, viajando a 1000 km/h, percorre em
um ano, voando sem parar, e que corresponde a 8,766 milhões de
quilômetros. Portanto a distância mínima entre a Terra e Marte, de 56
milhões de km, corresponde a 6,388 anos-jatos, isto é, levaria 6,388 anos
para viajar em um avião comercial a Marte. Para chegar a estrela mais
próxima, levar-se-ia 4,64 milhões de anos, viajando a 1000 km/h. Até o
centro da nossa Galáxia, a Via Láctea, 30 bilhões de anos, mais do dobro
da idade do Universo.

Astronomia e Astrofísica

©Prof. Kepler de Souza Oliveira Filho
©Profa Maria de Fátima Oliveira Saraiva
http://astro.if.ufrgs.br/

criado por bandarra    11:23 — Arquivado em: Pseudociência

9.2.07

Proselitismo da Revista VEJA!

 

Podemos contar com a mídia para nos guiar nos problemas do aquecimento global? É uma pretensão que o OI propõe que a mesma faça. Mas sabemos que a mesma não é confiável neste aspecto científico. Não é algo que ela consegue compreender o significado! Isto está expresso pelo artigo da Revista VEJA Edição 1994 de 7 de fevereiro de 2007, no artigo “Especial - Como a fé desempatou o jogo”, por Okky de Souza. Num artigo pseudocientífico sem consistência documental e fática, o jornalista faz uma salada de frutas com conceitos improváveis para tentar provar que foi a religião que determinou a vitória de um hominídeo. Isto numa revista de enorme tiragem. Podemos imaginar o que acontece nas nanicas!

Primeiro engano do artigo é a tentativa de propor que a ciência tenha em algum momento ter sido proposta em ser colocada no lugar da religião. Falta para a mesma o principal. Que é o objetivo incompatível com certezas, dogmas e fé! Ela não poderá jamais satisfazer estes anseios para quem precisa ir a um templo, ouvir a mesma história, querer verdades definitivas, doar seus recursos financeiros para conquistar a felicidade, se comunicar com os mortos e proporcionar a vida após a morte. Não é o seu objetivo e a sua função na condução da humanidade. Ela se propõe a esclarecer os fenômenos naturais do mundo sensível, e testar alegações de coisas e fatos para comprovar sua veracidade e sua existência. Ela liberta o homem da escuridão e da ignorância. Ela não entra no mérito moral, e não promete a vida eterna. Uma verdade científica deve ser igual no oriente e no ocidente, no Ártico e na Antártida, na Terra ou em Marte. As variações da gravidade e da temperatura de fervura da água não dependem de uma autoridade, de uma revelação, e não se sujeitam à vontade do homem. As causas das doenças de um católico, judeu ou budista são as mesmas, as mesmas causas naturais de que os animais padecem, apesar de que cada um destes crentes acreditar que não seja. E, na verdade, na história da humanidade, atribuíram causas fictícias contrárias. Religiões existem mais de 50 000 mil, fora às divergências litúrgicas de cada uma, mas a verdade científica deve ser una e não dependente da vontade de cada crente. Não existem duas populações, sem contatos culturalmente, que tenham desenvolvido religiões de verdades semelhantes!

continua

criado por bandarra    10:35 — Arquivado em: Pseudociência

Posts mais antigos »
Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://mordaz.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.