Mordaz

Este espaço tem uma visão crítica da ciência, do humanismo e do laicismo como base para as relações do homem com a natureza e das relações dos homens entre si. Este tripé é a base das relações sociais que devem ser usadas.

13.2.09

Evolução incontestável

Cientista propõe fim do “culto a Darwin”

12 de fevereiro de 2009 • 18h46 • atualizado às 18h46
“Você só quer saber de atirar, brincar com os cachorros e apanhar ratos”, disse Robert Darwin ao seu filho, “e será uma desgraça para você mesmo e para toda sua família”. Mas o menino irresponsável parece estar por toda parte. Charles Darwin recebe tanto crédito que não conseguimos distinguir entre ele e a evolução.

Equiparar a evolução a Charles Darwin significa ignorar 150 anos de descobertas, entre as quais a maior parte daquilo que os cientistas compreendem sobre a evolução.

Por exemplo: os padrões de hereditariedade de Gregor Mendel (que deram à idéia de seleção natural de Darwin um mecanismo - a genética - pelo qual ela poderia funcionar); a descoberta do ADN (que propiciou um mecanismo à genética e permitiu que víssemos as linhagens evolutivas); a biologia do desenvolvimento (que propicia um mecanismo ao ADN); estudos documentando a evolução na natureza (que converteram hipóteses em fatos observáveis); o papel da evolução na medicina e na doença (que propicia relevância imediata ao tópico); e muito mais.

Ao propor o ‘darwinismo’, até mesmo os cientistas e os autores de textos científicos perpetuam a impressão de que a evolução gira em torno de um homem, um livro, uma teoria. Lin Chi, um mestre budista do século 9, disse que “se você encontrar o Buda na estrada, deve matá-lo”.

O ponto é que fazer de um grande professor um fetiche sagrado ignora a essência de seus ensinamentos. Assim, chegou a hora de matar Darwin, para nós.

Que toda a vida está relacionada por ancestrais comuns e que as populações mudam de forma ao longo do tempo são a base pictórica e as pinceladas finas da evolução.

Mas Darwin chegou tarde à festa. Seu avô e outros acreditavam que novas espécies evoluíssem. Fazendeiros e criadores de animais desenvolviam novas variedades de animais e plantas determinando quais espécimes sobreviveriam para procriar, o que ofereceu uma idéia já estabelecida a Charles Darwin. Tudo que Darwin percebeu foi que a seleção deveria funcionar também na natureza.

Em 1859, as percepções e a experiência de Darwin se transformaram em “Sobre a Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural, ou A Preservação das Raças Favorecidas na Luta pela Sobrevivência”. Ele escreveu livros fundamentais sobre orquídeas, insetos, cracas e corais. Descobriu como se formam os atóis, e porque eles se localizam nos trópicos.

O imenso gênio de Darwin merece crédito. Nenhuma outra mente se movimentou com tamanha liberdade, de forma tão ampla ou com tanto frescor por sobre as colinas e vales da existência. Mas existe um limite para o crédito que se pode atribuir a ele. Atribuir a evolução a Darwin ignora os limites que existiam em sua era e todos os progressos realizados subsequentemente.

A ciência era primitiva, na era de Darwin. Os navios não tinham motores. Só em 1842, seis anos da viagem de Darwin no Beagle, Richard Owen cunhou o termo ‘dinossauro’.

Darwin já era adulto antes de os cientistas começarem a debater se os germes causavam doenças e se os médicos deveriam limpar seus instrumentos.

Na Londres da década de 1850, John Snow combatia a cólera sem saber que era uma bactéria que a causava. Apenas em 1857 Johann Carl Fuhlrott e Hermann Schaaffhausen anunciaram que uma ossada incomum encontrada no vale de Neander, Alemanha, talvez representasse os restos de uma raça humanóide muito antiga. Em 1860, Louis Pasteur executou experiências que negavam a ‘geração espontânea’, a idéia de que a vida emergia continuamente de coisas não vivas.

A ciência avançou. Mas a evolução ocasionalmente parece amarrada demais ao seu fundador. Não definimos a astronomia como ‘copernicismo’, e nem chamamos a gravidade de ‘newtonismo’.

“Darwinismo” implica uma ideologia que adere aos ditames de um único homem, como o marxismo. E “ismos” (capitalismo, catolicismo, racismo) não são ciência.

“Darwinismo” implica em que os cientistas biológicos “acreditem” na teoria de Darwin. É como se, desde 1860, os cientistas tivessem apenas acenado com a cabeça em concordância com as teorias de Darwin, em lugar de desafiar e testar suas idéias ou de acrescentar imensos conhecimentos ao trabalho que ele desenvolveu.

Usar frases como “seleção darwinista” ou “evolução darwinista” implica que deva existir outra espécie de evolução em operação, um processo que poderia ser descrito com outro adjetivo.

Por exemplo, física newtoniana distingue a física mecânica que Newton explorou da física quântica subatômica. Assim, evolução darwinista suscita uma questão: qual é a outra evolução?

E eis que esse vazio é ocupado pelo design inteligente. Não chego a afirmar que o darwinismo deu origem ao “criacionismo”, ainda que os “ismos” impliquem equivalência.

Mas o termo darwinista montou o palco no qual o design inteligente agora pode aproveitar os holofotes.

Charles Darwin não inventou um sistema de crença. Ele tinha uma idéia, não uma ideologia. A idéia gerou uma disciplina, e não discípulos. Ele passou mais de 20 anos recolhendo e avaliando provas e implicações de criaturas similares mais diferentes separadas no tempo (fósseis) e no espaço (ilhas). Isso é ciência.

E é por isso que precisamos nos livrar de Darwin
Quase tudo que compreendemos sobre a evolução surgiu não de Darwin mas depois dele. Ele nada sabia de hereditariedade ou genética, dois componentes fundamentais no estudo da evolução. E esta não era nem mesmo idéia original dele.

O avô de Darwin, Erasmus, acreditava que a vida houvesse se desenvolvido de um ancestral único. “Será que podemos conjeturar que uma e uma só espécie de filamentos vivos foi a causa de toda vida orgânica?”, ele questionava em “Zoonomia”, de 1794. Mas não foi capaz de descobrir de que forma isso poderia ter decorrido.

Charles Darwin saiu em busca da explicação. Refletindo sobre os métodos de plantio seletivo dos agricultores, e considerando a elevada mortalidade das sementes e dos animais selvagens, ele determinou que as condições naturais agiam como filtro para determinar que indivíduos sobreviviam para criar mais indivíduos como eles. Darwin definiu esse filtro como seleção natural.

O que Darwin tinha a dizer sobre a evolução basicamente começa e acaba logo ali. Darwin deu um passo minúsculo para além do que era de conhecimento comum. Mas porque ele percebeu - corretamente - um mecanismo pelo qual a vida se diversifica, sua percepção desenvolveu um imenso poder.

No entanto, ele não foi o único. Darwin vinha incubando sua tese há duas décadas quando Alfred Russell Wallace escreveu para ele do Sudeste Asiático, delineando a mesma idéia, que ele desenvolvera de forma independente. Temendo que ele perdesse a primazia, os colegas de Darwin organizaram uma apresentação pública na qual ambos os cientistas receberam crédito por uma idéia cuja hora havia chegado, com ou sem Darwin.

Darwin pode ter escrito a obra-prima. Mas havia pontos fracos. Variações individuais ofereciam a base da idéia, mas o que criava essas variações? Pior, as pessoas imaginavam que traços de ambos os pais se combinassem nos descendentes - isso não significaria que um determinado traço viesse a desaparecer por diluição depois de algumas gerações? Porque Darwin e seus colegas eram ignorantes da genética e dos mecanismos da hereditariedade, não conseguiam compreender plenamente a evolução.

Gregor Mendel, um monge austríaco, descobriu que, em pés de ervilha, a herança de traços individuais seguia padrões determinados. Apenas depois que a genética redescoberta por Mendel encontrou a seleção natural de Darwin, na síntese moderna dos anos 20, a ciência deu um gigantesco passo à frente quanto à compreensão da mecânica da evolução. Rosalind Franklin, James Watson e Francis Crick propiciaram o próximo salto: o ADN, a estrutura e mecanismo da variação e da hereditariedade.

O intelecto e presciência de Darwin, bem como sua humildade (é sempre aconselhável perceber claramente a nossa ignorância), espantam ainda mais à medida que os cientistas esclarecem, em detalhes que ele jamais imaginou, o quanto suas idéias estavam certas.

Mas nossa compreensão de como a vida funciona, depois de Darwin, não poderá mergulhar na piscina comum das idéias até que ponhamos fim ao darwinismo como culto. Só quando reconhecermos plenamente o século e meio de contribuições valiosas acrescentadas poderemos apreciar plenamente tanto o gênio de Darwin quanto o fato de que a evolução é a força propulsora da vida, com ou sem Darwin.

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times
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30.12.08

Poluição desnecessária para o século XXI

30/12/2008 - 15h11

Associação solta 114 mil balões em comemoração ao Ano-Novo em SP

da Folha Online

A ACSP (Associação Comercial de São Paulo) se despediu do ano de 2008 soltando 114 mil balões biodegradáveis, lançados ao ar no Pátio do Colégio, na região central de São Paulo, às 12h desta terça-feira.

Alexandre Meneghini/AP
Tradição começou em 1992 com apenas 100 balões; em 2008 foram 114 mil em SP
Tradição começou em 1992 com apenas 100 balões; em 2008 foram 114 mil em SP

Segundo a assessoria da associação, a entidade optou por lançar 114 mil balões em comemoração aos seus 114 anos de existência.

A tradicional despedida do ano acontece desde 1992 em São Paulo. Na ocasião, foram lançados apenas 100 balões de gás.

No ano seguinte, saltou para 1.000 balões. Em 2002, o número de balões saltou para 50 mil; em no ano seguinte foram 55 mil, depois 110 mil (2004), chegando a 11 mil em 2005 e a 112 mil em 2006 –até atingir os 114 mil balões lançados hoje.

A idéia de comemorar o Ano-Novo com balões foi pelos funcionários da entidade, que decidiram trocar a tradicional “chuva de papéis picados” por balões, evitando a sujeira e a poluição da cidade.

A sociedade podia passar sem o papel picado, mas esta ação de jogar balões de borracha é muito pior e desencessária.

criado por bandarra    16:33 — Arquivado em: Sem categoria, preservação

28.10.08

Você vive sem dinheiro, mas sem mundo…

Aquecimento Global


Terça, 28 de outubro de 2008, 16h52
Estilo de vida do homem extrapola capacidade do planeta

A Terra perdeu, em pouco mais de um quarto de século, quase um terço de sua riqueza biológica e recursos, e no atual ritmo, a humanidade necessitará de dois planetas em 2030 para manter seu estilo de vida, advertiu nesta terça o Fundo Mundial para a Natureza (WWF, por sua sigla em inglês).

A demanda da população excede em cerca de 30% a capacidade regeneradora da Terra, segundo o Relatório Planeta Vivo 2008, divulgado por esta organização ambientalista a cada dois anos sobre a situação ambiental dos ecossistemas.

"O mundo está lutando atualmente com as conseqüências de ter supervalorizado seus ativos financeiros. Mas uma crise muito mais grave ainda virá: um desastre ecológico causado pela não valorização de nossos recursos ambientais, que são a base de toda a vida e da prosperidade", disse o diretor-geral da WWF, James Leape.

O estudo mostra que mais de 75% da população mundial vive atualmente em países que são "devedores ecológicos", onde o consumo nacional superou sua capacidade biológica de regeneração.

"A maioria de nós segue alimentando nosso estilo de vida e nosso crescimento econômico extraindo cada vez mais o capital ecológico de outras partes do mundo", afirmou Leape.

"Se as demandas em nosso planeta continuarem crescendo no mesmo ritmo, em meados dos anos 30 necessitaremos do equivalente a dois planetas para manter nosso estilo de vida", acrescentou.

O relatório, elaborado desde 1998, revela que o Índice Planeta Vivo (IPV) caiu quase 30% desde 1970. Isto significa que se reduziram nessa proporção aproximadamente 5 mil povoações naturais de cerca de 1.686 espécies, uma taxa superior a de 25% do relatório de 2006.

Estas perdas se devem a fatores como desmatamento, poluição, pesca proibida, impacto de diques e mudança climática.

"Estamos atuando ecologicamente (…) buscando a gratificação imediata sem olhar as conseqüências", lamentou Jonathan Loh, co-diretor da Sociedade Zoológica de Londres.

Segundo o estudo, que mediu a "pegada ecológica da humanidade", ou a deterioração que as atividades humanas produzem nos sistemas naturais, estas utilizaram uma média de 2,7 hectares globais por pessoa, enquanto a capacidade dos sistemas de absorver o impacto só chega a 2,1 hectares em média por pessoa.

Os Estados Unidos e a China contam com as maiores pegadas ecológicas nacionais. Cada um conta com 21% da capacidade global de absorver o impacto, no entanto os dois países "consomem" uma parte muito maior dos recursos.

Assim, cada cidadão dos EUA requer uma média de 9,4 hectares globais, enquanto que os chineses usam uma média de 2,1 hectares.

Além disso, oito nações - EUA, Brasil, Rússia, China, Índia, Canadá, Argentina e Austrália - contêm mais da metade dessa capacidade global.

No entanto, EUA, China e Índia, devido a suas povoações e hábitos de consumo, são "devedores ecológicos", com pegadas ecológicas superiores às suas capacidades, pois a excedem, respectivamente, 1,8 vezes, 2,3 vezes, e 2,2 vezes.

Estes dados contrastam com os do Congo, com uma capacidade de absorver o impacto de quase 14 hectares globais por pessoa e que só utiliza 0,5 por habitante, mas que enfrenta um futuro de degradação ambiental pelo desmatamento e pelas crescentes demandas de uma população em crescimento e por pressões para exportar seus produtos.

EFE

criado por bandarra    16:24 — Arquivado em: preservação

20.10.08

Temperaturas no Ártico atingem nível recorde,

 diz relatório 


Plataforma de Ward Hunt. Cortesia: Denis Sarrazin, ArcticNet/Centre d’Etudes Nordiques _ Ártico reage a ‘causas múltiplas’ mais clara e rapidamente

A região do Ártico está neste ano registrando temperaturas de outono recordes e a segunda maior perda de gelo oceânico da história, segundo o relatório anual da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (Noaa, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

O Annual Arctic Report Card, compilado por 46 cientistas de dez países, ressalta ainda que o Oceano Ártico está mais quente e menos salgado à medida que o gelo derrete, e que as populações de rena parecem estar em declínio.

"As temperaturas de outono estão 5º C acima do normal, um recorde, em conseqüência da grande perda de gelo oceânico nos anos recentes, que permite maior aquecimento do oceano", atesta o relatório.

Segundo o estudo, o ano de 2007 foi o mais quente já registrado no Ártico. Neste ano, as temperaturas de inverno e primavera "permanecem relativamente altas" em toda a região, "em contraste com as do século 20 e em consistência com uma influência emergente do aquecimento global".

Imagens obtidas por satélite indicam que, após um verão em derretimento, a extensão mínima do gelo ártico atingiu 4,7 milhões de quilômetros quadrados.

É apenas "um pouco" melhor do que o recorde mínimo de 4,3 milhões de quilômetros quadrados registrado há apenas um ano, em setembro de 2007, quando a cobertura de gelo do oceano ficou 39% abaixo da média de 1979-2000, e 50% abaixo da média 1950-70.

"A extensão mínima (do gelo) no verão de 2008 reforça ainda mais as fortes tendências negativas em relação ao derretimento da cobertura observado nos verões dos últimos 30 anos", diz o estudo.

Conseqüências

Como conseqüência do derretimento, o Oceano Ártico continua a se aquecer e se tornar mais doce. Outro efeito é que a taxa de elevação das águas chegou a quase 0,1 polegada (25 milímetros) por ano, uma taxa considerada "sem precedentes".

"As mudanças no Ártico mostram mais claramente do que em outras regiões um efeito dominó em decorrência de múltiplas causas", disse o oceanógrafo James Overland, do Laboratório Ambiental Marinho do Pacífico da Noaa.

"É um sistema sensível e normalmente reflete mudanças de modo relativamente rápido e dramático."

As mudanças têm efeito sobre o ecossistema da região. Manadas de renas, que vinham aumentando desde os anos 1970, agora mostram sinais de estabilidade ou declínio, de acordo com o estudo.

Além disso, populações de ganso estão aumentando e tomando outras regiões dentro do ecossistema do Ártico.

Será que Michel de Nostredame ou Miquèl de Nostradama, mais conhecido sob o nome de Nostradamus, (14 de dezembro de 1503 ou 21 de dezembro de 1503) previu o aquecimento global? Ou a explosão do Krakatoa, o Tsunami da 2004?

criado por bandarra    13:05 — Arquivado em: preservação

Clima esquenta

Ambiente

19/10/2008 - 22h01
Mudança climática é mais rápida e grave do que se temia, diz WWF

da Efe, em Bruxelas

A mudança climática é mais rápida e profunda do que se previa até agora, diz uma recompilação das últimas pesquisas sobre o tema publicada neste domingo pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês).

Após a divulgação do documento, a organização fez um apelo para que a União Européia (UE) assuma suas responsabilidades e aumente de 20% para 30% a redução de gases do efeito estufa para 2020.

No ano passado, o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), ganhador do Prêmio Nobel da Paz, publicou um relatório com opiniões de 4.000 cientistas de 150 países que alertavam para uma "nova época climática" na qual a temperatura global poderia subir até 6 graus até 2099.

Um ano depois os avanços na pesquisa indicam um panorama ainda mais preocupante. Os novos estudos, no entanto, mostram que o aumento do nível do mar, previsto pelo IPCC em 59 cm para o final do século, poderia atingir o dobro desta elevação.

Na região mediterrânea, temperaturas extremamente altas como as experimentadas em 2003 (que causaram 35 mil mortes em toda a Europa, segundo o relatório), serão três vezes mais freqüentes no final de século, diz o relatório.

Na mesma época, os pesquisadores prevêem que haverá um "notável aumento" das secas de longa duração e das secas das terras de cultivo.

O degelo do Oceano Ártico foi antecipado pelas previsões e poderá ser uma realidade 30 anos antes do que o previsto. Pela primeira vez em um milhão de anos, isso poderia acontecer entre 2013 e 2040.

Ainda segundo o relatório, o aquecimento global também fará com que os níveis das chuvas e inundações aumentem em quase toda a Europa.

Os estudos mais recentes falam de um aumento no número e na intensidade dos ciclones sobre as Ilhas Britânicas e o Mar do Norte, que se transformarão em furacões e tempestades no oeste e no centro da Europa, enquanto as geleiras nos alpes suíços continuarão desaparecendo.

"Está claro que a mudança climática está tendo um impacto maior que o que a maioria dos cientistas tinham previsto, por isso é vital que a resposta internacional seja ainda mais ambiciosa", afirma o vice-presidente do IPCC e o professor de Climatologia da Universidade Católica de Louvain, Jean-Pascal van Ypersele.

Ele considera que a redução de 20% das emissões prevista pela UE é "insuficiente" para conter os danos do aquecimento global.

Nesta segunda-feira (20), os ministros de Meio Ambiente da UE devem debater em Luxemburgo alguns dos pontos mais complicados do plano europeu contra a mudança climática, pressionados pela necessidade de resolver o mais rápido possível as diferenças entre os países para poder chegar a um acordo em dezembro deste ano.

A crise financeira ameaça frear as medidas projetadas, como revelou a reunião de cúpula que os líderes da UE realizaram na semana passada. No encontro, cerca de dez países pediram uma redução destes compromissos.

Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse são as forças de ‘Revelação’ divina descritas na Bíblia no capítulo seis do Livro do Apocalipse. Os quatro cavaleiros são tradicionalmente chamados através dos Simbolos que eles representam: Violência, Guerra, Fome e Morte; apenas Guerra e Morte, porém, são diretamente chamados na Bíblia.

Violência
Diz a Biblia que ele virá e será seguido por muitos, o que remete a Zacarias 10:3-5, onde o profeta reune seu "rebanho" e segue após ser "coroado", travando batalhas contra seus inimigos(pregando). Este cavaleiro faz pensar nos partos ("Feras da terra"), cuja arma característica era o arco, terror do mundo romano no século I (cf. Dt 7,22; Jr 15,2-4 e 50,17; Ez 34,28 e 9, 13-21)

E eu vi, e eis um cavalo branco; e o que estava sentado nele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e ele saiu vencendo e para completar a sua vitória.

— Apocalipse 6:2

Guerra
O Cavaleiro do Cavalo Vermelho, que tem uma Grande Espada, símbolo das guerras sangrentas. Acredita-se que o mesmo representa os flagelos, os meios pelos quais "Deus" castigaria e oprimiria os infiéis.

E saiu outro, um cavalo cor de fogo; e ao que estava sentado nele foi concedido tirar da terra a paz, para que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.

— Apocalipse 6:4

Fome
O Cavaleiro do Cavalo Negro, carrega consigo uma Balança e traz com isso, segundo uns, a justiça (proteção aos justos), segundo outros (a maioria dos estudiosos) o colapso econômico e a fome, pois a balança seria símbolo dos alimentos racionados e dos preços exorbitantes.

E eu vi, e eis um cavalo preto; e o que estava sentado nele tinha uma balança na mão. E eu ouvi uma voz como que no meio das quatro criaturas viventes dizer: “Um litro de trigo por um denário, e três litros de cevada por um denário; e não faças dano ao azeite de oliveira e ao vinho.

— Apocalipse 6:6

Morte
O Cavaleiro do Cavalo Baio (amarelo-esverdeado: a cor do cadáver que se decompõe), traz consigo a morte, a privação do plano terrestre, sendo ele o ultimo enviado por "Deus". A tradição popular perpetuou a idéia de que este último animal seria uma égua esquálida e não um cavalo. A citação do Inferno que a acompanha é, tradicionalmente, representada pelo Leviatã a engolir as vítimas, destinadas à morte eterna.

Então ouvi a terceira Criatura:"Venha" e apareceu um cavalo baio,o nome do cavaleiro era Morte e o Inferno o seguia de perto.

— Apocalipse-6:

Parece que o cavaleiro certo mesmo não foi profetizado!

criado por bandarra    9:24 — Arquivado em: preservação

6.6.08

O tempo de esgota

Cerca de 200 mil km² de fundo do mar estão praticamente mortos, quase quatro vezes mais que há 13 anos, segundo um relatório apresentado hoje em Hamburgo pelo Fundo Mundial da Natureza (WWF, na sigla em inglês) por ocasião do Dia Mundial dos Oceanos, celebrado em 8 de junho.
"Estamos utilizando os oceanos como aterro de lixo e estamos lhes tirando o ar para respirar. As principais ameaças para os mares são a pesca predatória, a mudança climática e a falta de oxigênio", disse o autor do relatório, Jochen Lamp.

O mar com a maior superfície "morta" é o Báltico, com um total de 42 mil km², e até 90 mil km nos piores momentos de crise, mas no Golfo do México, no Mar Negro e no Adriático também há grandes regiões de fundo marinho asfixiado, principalmente pelos vazamentos de pesticidas.
A asfixia ocorre através das águas dos rios, que transportam grandes quantidades de fósforo e nitratos até os oceanos. Estes adubos impulsionam o início do crescimento da flora marinha e das algas, mas acabam provocando a extinção dos organismos e a falta de oxigênio. Os peixes morrem ou acabam fugindo para outras regiões.

"Antes, o Mar Báltico era de águas claras. Hoje, está turvo e muito fertilizado, apesar de toda tentativa para salvá-lo. A limpeza dos mares deve, portanto, se tornar prioridade de todos os governos ribeirinhos", afirmou Lamp, que acrescentou que o Báltico possui hoje quatro vezes mais fósforo e nitrogênio que há 100 anos.

As conseqüências da asfixia dos mares são dramáticas não só do ponto de vista ecológico, mas também econômico, pois representa o fim da pesca e, portanto, do sustento de muitas pessoas, acrescenta o WWF, que pediu à União Européia para suspender os subsídios à agricultura convencional para frear a hiperfertilização dos mares.
EFE

 

criado por bandarra    18:16 — Arquivado em: preservação

26.5.08

O homem e o seu natural meio de poluir

Ciência e Meio Ambiente

Segunda, 26 de maio de 2008,
Protetor solar causa infecções em corais, diz estudo

 

Da BBC Brasil

Resíduos de protetor solar que ficam na água do mar são extremamente danosos aos corais, segundo um estudo publicado no Environmental Health Perspectives.

Segundo a pesquisa, os componentes químicos das loções que bloqueiam os raios ultravioleta solares provocam uma infecção viral que causa o branqueamento dos corais, uma condição que leva à morte do organismo.

"Nós comparamos diferentes marcas, fatores de proteção e níveis de concentração e todos os produtos causaram o branqueamento dos corais duros", escreveu Roberto Danovaro, da Universidade Politécnica de Marche, em Ancona, na Itália, que liderou o estudo.

O estudo - realizado no México, Indonésia, Tailândia e Egito - mostrou que o dano pode ser causado mesmo por pequenas quantidades do produto.

Segundo a equipe, 78 milhões de turistas visitam anualmente regiões onde há reservas de corais. Grande parte dos turistas - 90% - se concentra em 10% das áreas de corais. Um mergulho de 20 minutos já é suficiente para para deixar na água 25% dos componentes químicos dos protetores solares.

"De acordo com essas estimativas, nós acreditamos que até 10% das reservas de corais do mundo estão ameaçadas pelo branqueamento causado pelos protetores solares", diz o estudo.

Os pesquisadores fizeram um apelo para que leis ambientais limitem o contato humano com corais em áreas onde outras ameaças ambientais, como uma crescente temperatura do mar, estejam presentes.

"Nossos resultados oferecem provas fortes sobre o potencial impacto desses produtos em habitats tropicais e representam um dado que deve ser levado em conta ao se estabelecer medidas de proteção aos corais", diz o estudo.

BBC Brasil

criado por bandarra    8:20 — Arquivado em: preservação

22.3.07

Ativistas pedem sacrifício de urso mimado demais

QUALQUER MOTIVO É DESCULPA PARA PENSAR EM MATAR, ESTE É O SER HUMANO!

   Com que direito assassinos?

Ativistas de direitos dos animais causaram polêmica na Alemanha ao exigir que um filhote de urso polar fosse sacrificado por estar "acostumado demais com seres humanos".

O ursinho, batizado de Knut, nasceu no zoológico de Berlim há quatro meses, mas foi rejeitado por sua mãe logo depois do nascimento.

Knut teve que ser alimentado com mamadeira pelos funcionários do zoológico, o que provocou a ira de ativistas ecológicos alemães, preocupados com o desenvolvimento do animal.

"A criação por seres humanos é ilegal e desrespeita a lei de proteção aos animais", disse o ativista alemão de direitos dos animais Frank Albrecht. Ele diz que o urso vai ter problemas de comportamento durante toda a sua vida.

Albrecht e o diretor de outro zoológico, o de Aachen, no oeste da Alemanha, chegaram a dizer que a melhor alternativa seria sacrificar o animal. Essa hipótese foi refutada pelo zoológico berlinense.

O urso polar fica no máximo dois anos no zoológico de Berlim. Depois ele terá que se mudar para evitar brigas com os outros ursos do local.

Vida longa ao Knut!

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19.2.07

Destruição sem fim!

19 de fevereiro de 2007 - 11:18
Pesca já é ameaça nas águas profundas, advertem cientistas

A mudança do foco da pesca comercial, para profundidades além de 185 metros, ocorre depois da queda de rendimento das águas mais próximas ao litoral
AP

SAN FRANCISCO, EUA - Com o rendimento da pesca perto do litoral caindo, a pesca comercial sobre as águas mais profundas e já ameaça espécies que vivem no fundo dos oceanos, avisam pesquisadores.

Um painel realizado durante a reunião anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência (AAAS) disse, no domingo, que a pesca predatória em águas profundas está pondo em risco o estoque de peixes menos sustentável de todos.

"Não estamos pescando lá. Estamos minerando lá. Estamos pegando o que aprece ser um recurso renovável e transformando-o em não-renovável", disse Elliott Norse, do Instituto de Conservação da Biologia Marinha. "O número de pessoas que quer pescar não cai, mas o número de peixes, sim", disse Norse.

A mudança do foco da pesca, para profundidades além de 185 metros, é nova. Essas águas passaram a ser exploradas depois que a pesca excessiva causou um declínio no rendimento das águas mais rasas, disse Norse.

Segundo o pesquisador Sumaila Hashid, da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá), é um tipo de pesca pouco rentável, que só prospera por causa de incentivos governamentais. "Nossa estimativa é de que os subsídios para essas frotas de navios hoje somem US$ 152 milhões, o que representa 15% do valor da frota estacionada", diz o pesquisador. "Mas o lucro obtido por esse grupo de navios em geral não passa de 10% do valor da frota." (Estamos pagando para destruir a natureza)

Entre os países que subsidiam a prática estão Japão, Espanha, Rússia, Coréia do Sul, Austrália, Ucrânia e França.

Entre espécies listadas no pequeno "cardápio proibido" figuram peixes como a merluza-negra (Dissostichus eleginoides). Ela é capturada com redes de arrasto de alcance profundo. Outro grupo ameaçado é o dos grenadiers (Macrouridae).

 

Como se não bastasse a sobrepesca, algumas dessas espécies já estão ameaçadas pela deterioração de corais profundos causada pela acidificação do oceano, uma conseqüência do aquecimento global que já se faz sentir.

A especialista Selina Heppell explica que o crescimento lento e a reprodução demorada das espécies de profundidade torna essas variedades especialmente vulneráveis. Algumas espécies do fundo do mar só amadurecem após 40 anos, e depois vivem até os 240, afirma Norse.


 
Este foi o alerta de Thomas Robert Malthus (1766-1834), há mais de duzentos anos: os recursos cresciam na proporção aritmética e a população na geométrica! Até hoje ainda insistem que o mesmo estava errado e que a tecnologia poderia solucionar isto. Só que nunca se conseguiu unir o crescimento das duas na mesma proporção! Portanto, devemos pensar sempre com o possível e não com o idealizado! Este que é o paradigma moderno do consumismo! Se fosse só o aquecimento global já seria grave, mas também vivemos os últimos dias de água de graça, comemos já o segundo ou terceiro nível de pescados da pirâmide alimentar, usamos a biomassa em volta de 42 por cento em nossa função, e ainda não atingimos o nível de fornecer dentista para a dor de dente e nem o pão nosso de cada dia! Mesmo assim ainda pensamos em álcool para resolver o problema de movimentar os carros de passeio, e o desenvolvimento do biodiesel de alimentos para o mesmo fim, com a ilusão de que são auto-sustentáveis! O que hoje se luta pelo petróleo e o gás, amanhã se fará pela água doce e terras agriculturáveis! Não é na escassez que o ser humano tem se mostrado mais solidário!


Na verdade, o que ocorre com a busca de peixes nestas áreas, é que já se está pescando o alimento dos cardumes que nós destruímos (atum, bacalhau,), e agora vamos para o segundo ou terceiro nível da cadeia alimentar destruindo definitivamente a capacidade dos peixes anteriores se recuperarem! Depois iremos para o planctom como última forma de alimento nas águas da plataforma continental.
 

criado por bandarra    18:22 — Arquivado em: preservação

2.2.07

Afinal Malthus tinha razão!

Em 1798, Thomas Malthus era um pastor, economista e demógrafo. Foi o primeiro a desenvolver uma teoria populacional relacionando crescimento populacional com a fome.Ele afirmou que dadas as condições médias da terra agrícola, que os meios de subsistência, nas mais favoráveis circunstâncias, só poderiam aumentar no máximo, em progressão aritimética. Errou no fórmula, mas o aquecimento global mostra que a tecnologia não é capaz de fazer frente ao abastecimento da humanidade.

O relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU) culpa a ação do homem pelo aquecimento global e prevê um cenário de catástrofe ambiental. As conclusões foram anunciadas nesta sexta-feira (2.2.2007) em Paris.

O comitê do IPCC engloba centenas de cientistas e representantes de 113 países.

O documento de 21 páginas –o mais importante a respeito do aquecimento global– traça um quadro preocupante sobre o futuro do planeta caso não sejam adotadas as medidas adequadas. De acordo com os especialistas do IPCC, o aquecimento do planeta se deve, com 90% de chance, às emissões de dióxido de carbono provocadas pelo homem.

O IPCC afirmou ainda que as emissões passadas e futuras de CO2 continuarão contribuindo para o aquecimento global e a elevação do nível dos mares durante mais de um milênio, levando em consideração sua permanência na atmosfera.

Se os países não adotarem os meios para reduzir a poluição da atmosfera, a temperatura média pode aumentar até 6,4%.

Este desajuste modificará totalmente as condições climáticas: provocará ondas de forte calor, as inundações serão cada vez mais freqüentes, os ciclones tropicais, tufões e furacões provavelmente serão mais intensos, os recursos de água potável diminuirão e a elevação do nível do mar pode provocar o desaparecimento de algumas ilhas e superfícies férteis.

As mudanças obrigarão milhares de pessoas a abandonarem suas casas, e o número de refugiados do clima será superior ao de refugiados de guerra, alertam alguns especialistas.

"Concentrações de dióxido de carbono (CO2), metano e óxido nitroso aumentaram notavelmente como resultado das atividades humanas desde 1750, e agora excedem, em muito, os valores (anteriores)", diz o relatório.

"Os aumentos globais na concentração de dióxido de carbono se devem, sobretudo, ao uso de combustíveis fósseis e mudanças no manejo da terra, enquanto o aumento de metano e óxido nitroso se deve primordialmente à agricultura." BBC BRASIL

O derretimento das camadas polares deve fazer com que os oceanos se elevem entre 18 cm e 58 cm até 2100, dizem os cientistas. Além disso, tufões e secas devem se tornar mais intensos.

O relatório anterior, de 1995, serviu de base para a elaboração do Protocolo de Kyoto, que dois anos depois impôs aos países desenvolvidos uma meta de reduzir em 5,2% as emissões de gases de efeito estufa até 2012.

Prevê-se que o quarto relatório do IPCC sirva como referência para o "pós-Kyoto", ou seja, para o compromisso dos países após 2012, quando expira o atual protocolo.

O tema será um dos assuntos centrais da reunião da ONU em Bali, na Indonésia, em dezembro próximo.

 De acordo com o documento, não importa o quanto a civilização reduza a emissão de gases, o aquecimento global e o aumento do nível dos oceanos vão perdurar por séculos.

"Não é algo que possa ser detido. Nós teremos que conviver com isso", afirmou Kevin Trenberth, diretor de análises climáticas do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica de Boulder, no Colorado, à Associated Press.

"Estamos criando um planeta diferente. Em cem anos, teremos um clima diferente", afirmou.

Afinal, Malthus errou em alguns dados, mas certamente acertou na época em que devia ter se iniciado medidas para deter o crescimento descontrolado da população humana. A última extinção da espécie dominante na Terra foi por um agente externo, desta vez pode ser por auto-aniquilação!

 

Sexta, 2 de fevereiro de 2007, 18h50  Atualizada às 20h12 
Lula critica os países ricos pela emissão de CO2

Será que podemos ser exemplos para o mundo, ou somos apenas exemplo pelo sudesenvovimento que não nos permitiu destruir tanto? Mais uma vez Lula fala coisas sem sentido em vez de tomar medidas reais. É só observarmos que no PAC nenhum medida possui este viés governamental a não ser perseguir o crescimento a qualquer preço.

 CUBATÃO

A CRISE CLIMÁTICA PEGO O BRASIL DESPREPARADO
País não tem um plano de adaptação à nova situação climática, que já faz seringal substituir café em SP e trará perdas às lavouras de soja

EDUARDO GERAQUE
DA REPORTAGEM LOCAL

criado por bandarra    21:17 — Arquivado em: preservação

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