Mordaz

Este espaço tem uma visão crítica da ciência, do humanismo e do laicismo como base para as relações do homem com a natureza e das relações dos homens entre si. Este tripé é a base das relações sociais que devem ser usadas.

23.2.09

A verdadeira DEMOCRACIA é laica

Eles ainda acham que foi pouco

Mistura desastrosa

Causa-me admiração a mistura que o movimento democrático do Site do Puggina esteja fazendo misturando proselitismo cristão. E para tal virou um púlpito a vociferar contra a filosofia e a ciência em prol de um pensamento único. Mil anos de trevas, da idade média. Nove cruzadas ensangüentaram a Europa e a terra santa. As origens da Inquisição remontam a 1183, na averiguação dos cátaros de Albi, no sul de França por parte de delegados pontifícios, enviados pelo Papa. Indo até o início do século XX com o Index Librorum Prohibitorum que foi criado, em 1559, pela sagrada congregação da Inquisição (mais tarde chamada de Congregação para a Doutrina da Fé). O índice foi atualizado regularmente até a trigésimasegunda edição, em 1948, tendo os livros sido escolhidos pela congregação ou pelo papa. As Guerras Religiosas atormentaram os seres humanos na Europa provocada pelo cristianismo, o que resultou a fuga dos peregrinos e os puritanos para fundar na colônia americana, uma nação em que a liberdade estaria acima da fé. A intolerância religiosa, a sua legitimação das monarquias, os autos de fé, resultou na explosão da revolução francesa pela libertação da opressão do cristianismo de forma violenta, criando finalmente os ideais de liberdade, fraternidade e igualdade que o cristianismo negara por 1 600 anos.

Não existe, portanto, correlação com democracia e o cristianismo. Isto é um blefe e um erro grosseiro de cristãos querendo novamente se apropriar da hegemonia do estado e do espaço público para trazerem de volta a intolerância religiosa. Não aprenderam com a história, não aprenderam com o islã que usa o mesmo método, como identificou Manuel II Paleólogo (1350 – 1425). Nada entenderam do totalitarismo católico, cristão e do nacional socialista (cristão) e no internacional socialismo ateu.

Democracia nunca foi ideal cristão, mas de pagãos gregos e romanos. Estes que descobriram este sistema de convivência da cidadania e de coexistência pacífica entre os credos no Panteão Romano ecumênico destruído no primeiro momento pelo cristianismo intolerante. Da importância da filosofia e do livre saber. Valores redescobertos pelo iluminismo contra a religiosidade cega do cristianismo. Passado dois mil anos e ainda não aceitam o diferente, o conhecimento científico e a livre filosofia. Lutam para voltar ao poder com seu credo em detrimento da real democracia e do estado laico pela qual conspiram para destruir tirando novamente o homem do seu espaço para colocar apenas o “seus” Deus.

Liberdade é a melhor de todas as coisas a ser conquistada, a verdade, lhe digo então: nunca viva com os grilhões da escravidão” Sir William Wallace, o coração valente.

“Proteger, preservar e, onde for possível, ampliar a liberdade efêmera e limitada do individuo face à ameaça crescente a essa liberdade, é uma tarefa muito mais urgente que sua negação abstrata, ou o pôr em perigo essa liberdade com ações que não tem esperança de sucesso”. Max Horkheimer (1895 – 1973).

Bertrand Russel - Por Que Nao Sou Cristao.

criado por bandarra    9:22 — Arquivado em: Anticiência, Falsidades, Fundamentalismo, Intolerância, Pseudociência

4.2.09

Papa não sabia, como qualquer um…

Parece que nem mais em assuntos de fé o Papa é infalível

Vaticano exige que bispo se retrate sobre negação do Holocausto

04 de fevereiro de 2009 •
O Vaticano exigiu nesta quarta-feira que o bispo Richard Williamson se retrate de maneira “inequívoca e pública” de sua negação do Holocausto para poder exercer como prelado da Igreja Católica.

Além disso, pediu a Williamson e aos outros três bispos que recentemente o papa suspendeu a excomunhão que aceitem o Concílio Vaticano II, e sublinhou que Bento XVI desconhecia a posição negacionista do prelado britânico.

Uma semana depois de o papa reiterar sua condenação ao Holocausto e aos que o negam, o que foi considerado insuficiente por destacados rabinos judeus e políticos europeus, o Vaticano divulgou hoje um comunicado com o objetivo de encerrar o caso da suspensão da excomunhão de quatro bispos tradicionalistas.

Williamson, de 68 anos, negou o Holocausto e a existência das câmaras de gás e, após os protestos, se limitou a pedir desculpas ao pontífice.

Hoje, a Secretaria de Estado exigiu a Williamson que se retrate “publicamente” de suas posições sobre a Shoah se quiser exercer como prelado dentro da Igreja Católica.

“A postura de Williamson sobre o Holocausto é absolutamente inaceitável, e firmemente rejeitada pelo papa. O bispo, para ser admitido nas funções episcopais na Igreja, terá de se retratar de maneira absolutamente inequívoca e pública”, precisou a nota.

O Vaticano ressaltou que quando reabilitou o prelado britânico conhecido por suas posições anti-semitas, Bento XVI “não conhecia” sua posição sobre o Holocausto.

Sobre o processo da reabilitação dos quatro prelados e a situação atual da Fraternidade Sacerdotal de S. Pio X, fundada pelo arcebispo tradicionalista Marcel Lefebvre, o Vaticano ressaltou que a revogação da excomunhão representa apenas a “abertura de uma porta para o diálogo”.

Os quatro bispos foram excomungados depois de ser ordenados de maneira ilegítima em 1988 por Lefebvre, que nunca reconheceu o Concílio Vaticano II, o que provocou um cisma na Igreja Católica Apostólica Romana.

A suspensão da excomunhão destes prelados, acrescentou o Vaticano, “não significa” que a situação jurídica da Fraternidade Sacerdotal de S. Pio X tenha mudado.

“Os quatro bispos não têm uma função canônica e não exercem legitimamente pelo Ministério. Isso significa que eles não podem celebrar missas, administrar os sacramentos ou predicar”, disse o Vaticano.

“Para um futuro reconhecimento da Fraternidade Sacerdotal de S.Pio X é condição indispensável a plena aceitação do Concílio Vaticano II e dos magistérios dos papas João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II e Bento XVI”, segundo exigiu o Vaticano.

Com estas exigências, a Secretaria de Estado vaticana quer transmitir “tranquilidade” aos setores da Igreja que temiam que a decisão de Bento XVI representasse “um passo atrás”, segundo assinalaram à Agência Efe fontes eclesiais.

Os tradicionalistas continuam sem aceitar o Concílio Vaticano II desde o cisma de 1988, e qualificam de “destrutivas” as reformas surgidas dele.

Durante estes 21 anos, tanto João Paulo II como Bento XVI tentaram se aproximar dos tradicionalistas para que retornassem à obediência oficial da Igreja.

No entanto, os tradicionalistas mantêm suas “reservas” sobre o Vaticano II, apesar de agradecerem por algumas iniciativas do papa, como voltar a celebrar a missa em latim.

EFE -
Passinho para frente, passinho para trás!

Bispo diz que não se retratará por negação do Holocausto

07 de fevereiro de 2009 • 08h30 • atualizado às 09h21

O bispo ultraconservador Richard Williamson disse que, por enquanto, apesar do pedido do papa Bento XVI, não pretende se retratar de sua negação ao Holocausto, que gerou polêmica no mundo todo, pois coincidiu com sua reabilitação e a de outros quatro bispos lefebvrianos.

Em declarações a serem publicadas pela revista alemã Der Spiegel em sua edição da próxima semana, Williamson diz que, antes de se retratar, tem que revisar as provas históricas. “Se encontrar provas, me corrigirei, mas isso levará tempo”, disse Williamson.

Além disso, Williamson reiterou sua rejeição ao Concílio Vaticano II e disse que os textos que saíram do mesmo são ambíguos. “Isso é o que levou ao caos teológico que temos atualmente”, disse Williamson.

O bispo também se mostrou crítico à ideia da validade universal dos direitos humanos. “Onde os direitos humanos são vistos como algo objetivo que o Estado tem que impor chega-se sempre a uma política anticristã”, disse Williamson.

O papa Bento XVI revogou a excomunhão que pesava sobre Williamson e outros quatro bispos seguidores do cismático ultraconservador Marcel Lefebvre, poucos dias após ter negado o Holocausto, em uma entrevista à televisão sueca. Isso produziu grande polêmica e críticas no mundo todo à decisão do papa e à doutrina defendida pelos lefebvrianos.

Recentemente, o Vaticano exigiu aos lefebvrianos que aceitassem as doutrinas do Concílio Vaticano II, que tentaram abrir a Igreja Católica ao mundo moderno.

A negação do Holocausto é crime na Alemanha e a Procuradoria de Regensburg tem um sumário aberto contra Williamson.

Vinhos da mesma pipa!

EFE
Atualizado em 9 de fevereiro, 2009 - 05:47 (Brasília) 07:47 GMT
Richard Williamson (foto de arquivo)

Declarações de Williamson provocaram várias críticas

O bispo inglês radicado na Argentina Richard Williamson, que negou a existência do holocausto, foi retirado no domingo à noite da direção do seminário de La Reja, da Fraternidade Sacerdotal Pio X, uma ala conservadora e dissidente da Igreja Católica.

Bispo agora é “excomungado” da Argentina

Argentina expulsa bispo católico que negou holocausto

19 de fevereiro de 2009
criado por bandarra    16:37 — Arquivado em: Falsidades, Fundamentalismo

3.2.09

Não me Lembo de uma bobagem tão grande!!!

Segunda, 2 de fevereiro de 2009, 08h01

Explosão de soberba

Cláudio Lembo
De São Paulo

Paira um espectro sobre a Europa. Não é o espectro do comunismo. Fere um dos mais profundos sentimentos do Ocidente. A crença em Deus. Em países, antes arraigadamente católicos, estende-se a onda do ateísmo.

Não se trata de manifestações individuais. Ao contrário, formam-se coletivos para o exercício de ativa militância contra o divino. Campanhas publicitárias se desenvolvem.

Nas laterais dos ônibus da cidade de Barcelona, cartazes refletem esta situação. Dizem: Provavelmente, Deus não existe. Viva e goze a vida. A iniciativa tende a se estender a outras cidades da Espanha.

A autoria dos dizeres é de uma associação de ateus e livres pensadores. Houve resposta. Apareceram faixas em oposição: Você verá, quando tudo fracassar, restará Deus.

O fenômeno não se restringe ao espaço ibérico. No leste europeu existem países com alto percentual de pessoas que se declaram ateus. Mais de setenta por cento na Hungria.

Os franceses são autores de uma extensa bibliografia. Um combate contínuo contra a figura de Deus. Certamente, originário do pensamento iluminista.

O iluminismo, como posteriormente o marxismo, pretendeu colocar o homem no centro do universo, concebendo um humanismo materialista. Este, em seus primórdios, exercia grande influência entre os intelectuais.

Com o passar dos séculos e o surgimento do consumismo sem limites, o ateísmo ingressou na consciência das pessoas comuns. Os valores religiosos foram substituídos por um hedonismo selvagem.

Vale consumir e aparecer. Não importa qualquer aproximação com o Superior. Daí um passo para a negação de Deus. Antes o agnosticismo e em seguida uma posição expressa de contestação.

Os ateus não querem aceitar uma figura além da História. Desejam ser senhores de suas trajetórias, sem qualquer intromissão externa. Querem ser deuses individuais.

De há muito, os não-crentes passaram a preocupar os membros das religiões monoteístas. Ordens religiosas católicas apontam para a presença do ateísmo nas universidades da Ásia, África e América Latina.

Aqui, segundo estas fontes, a motivação seria diversa da existente nas sociedades afluentes. Um novo aspecto é apontado. A presença da injustiça como um fator de descrença.

Exatamente isto: a injustiça presente em todos os desvãos das sociedades latino-americanas leva a juventude a descrer. Encontrar, nas imensas diferenças sociais, motivo de não-crença.

Nota-se, pois, o encontro de duas vertentes nos países latino-americanos. Aquela que leva ao materialismo pelo excesso de consumo e de benesses e a outra que aponta para a carência dos bens mínimos para a sobrevivência.

Caro que estas posições de ponta não atingem todos os países de igual maneira. Graças às raízes africana, indígena e portuguesa, no Brasil existe um misticismo disperso.

Este atinge todas as camadas da sociedade. A crença no divino é inerente à formação brasileira. Com um traço específico. Os cultos de origem africana e indígena possuem um forte contingente panteísta.

Este nem sempre é percebido, em virtude do sincretismo religioso oriundo dos tempos das práticas escravagistas. O que se assemelhava aos rituais cristãos continha as práticas dos cultos dos ancestrais.

A natureza é traço marcante destes cultos. Ela se mostra por inteiro na forma de viver dos brasileiros. Convivem com natureza em seus vários aspectos. A exibição desinibida dos corpos é um deles.

Pode-se adiantar que a militância dos não-crentes não terá êxito entre os brasileiros. É própria de povos frustrados e deprimidos. No entanto, não se deve esquecer que a divindade, por aqui, tem um traço panteísta.

Como praticada na Europa, a descrença pode conduzir a um niilismo sem igual. A perda de referências leva as pessoas a um individualismo sem precedentes.

A um mundo sem valores e propício à prática de quaisquer atos. A crise financeira dos países centrais, certamente, tem grande parcela deste individualismo contemporâneo. Alarmantemente sem valores.

Cláudio Lembo é advogado e professor universitário. Foi vice-governador do Estado de São Paulo de 2003 a março de 2006, quando assumiu como governador.

Fale com Cláudio Lembo: claudio.lembo@terra.com.br

Terra Magazine

Lembo está meio atrasado no tempo emocional e histórico. A revolução francesa ocorreu na Europa no século XVIII e foi o maior impulsionador do pensamento ocidental moderno. Os princípios de igualdade, fraternidade e humanidade. Até esta época o que vigorava era a monarquia sustentada em Deus (pelos papas) e as guerras de origem religiosas entre Huguenotes, protestantes, católicos, calvinistas e judeus. Não se pode chamar a idade das trevas, sob o domínio do catolicismo, as cruzadas ou a inquisição, como épocas boas para a humanidade, para o combate da pobreza, escravidão ou servidão humana. Principalmente para os povos africanos escravizados por católicos trazidos ao Brasil e os povos ameríndios dizimados em nome de Deus para trabalharem de escravos para os católicos  nas Américas. Sentiram na carne a necessidade do Deus que Lembo acha essencial para a brasilidade. Atribuir aos ateus a crise nos mercados financeiros, Sr Lembo? Em 1929 foi atribuída aos judeus da Europa para justificar a perseguição aos mesmos. Bush ser considerado um presidente ateu é só de uma mentalidade infantil e preconceituosa.

Massacre da noite de São Bartolomeu

O massacre da noite de São Bartolomeu foi um episódio sangrento na repressão dos protestantes na França pelos reis franceses, católicos.

criado por bandarra    16:15 — Arquivado em: Falsidades, Fundamentalismo, Intolerância

Sobre os motivos do retorno da mentalidade medieval

Jornalismo desinformativo

A reserva de mercado para jornalista trabalhar na mídia não resultou na melhoria esperada pelos apregoadores das vantagens deste atentado a liberdade de expressão. A alegada razão para a proibição de pessoas sem a formação jornalística acadêmica seria que estes profissionais agiriam com maior proficiência e por conseqüência, melhoraria o nível de informação e de formação de conceitos e opiniões junto aos leitores. Infelizmente o que se enxerga é que nada disto ocorreu. Jornalistas, apesar de um curso técnico na arte de fazer jornalismo, não possuem base para exercerem este mister com a proficiência que seria desejável. Culpa tanto da nossa precária educação pública (veja-se a necessidade de cotas e mais cotas), como do erro conceitual de que pessoas sem a preparação nas profissões possam apenas, de ouvir falar, de ler, de entrevistar, saber com igual proficiência do que estas. Enquanto na política se possam escolher os valores que se quiser dependentes da ideologia, em ciências naturais é preciso estar conectado aos fatos, conhecer as bases, saber os avanços e alcances dos mesmos. Preconceito? Não, racionalidade. Afinal ninguém procura um médico para defender sua causa na justiça, um advogado para fazer um exame de DNA ou um engenheiro para resolver o seu cálculo renal. Nem mesmo procura um médico clínico para fazer uma cirurgia. Ninguém já nasce sabendo.

O jornalista Maurício Tuffani defende que a solução seja à saída dos conhecedores da Torre de Marfim, CRIACIONISTAS vs. EVOLUCIONISTAS A torre de marfim, em 16/12/2008 (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=516JDB006 )

a que foram relegados por esta absurda limpeza profissional imposta na mídia as demais ocupações e pessoas.

A jornalista Marinilda Carvalho certa vez sugeriu que eu fizesse uma formação de jornalismo científico para poder, como médico, escrever sobre medicina ou sobre ciência. O que é interessante é que jornalistas não precisam fazer medicina ou biologia para falar da mesma com total reserva de mercado para discorrer sobre estes assuntos. O diploma de jornalista já lhes dá todo o direito e suposto conhecimento para divulgar o que quiserem. O formalismo acima do conteúdo. Médico pode errar e matar, mas a desinformação, a ignorância, a divulgação errada mata da mesma forma pela mesma irresponsabilidade. É o que lembra o Dr Celio Levyman no OI em REDE GLOBO É fantástico! Eles nunca aprendem, em 27/1/2009. (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=522CID002 ) Jornalistas escolhem a pauta de matérias sobre saúde tiradas dos seus preconceitos e falta de vivência necessária para sentir a relevância e avaliar as conseqüências.

Mesmo em tentativa de um médico de esclarecer polêmica e fatos, ele nunca terá o acesso direto a não ser por meio do interceder de jornalistas desinformados. Ficará ao encargo destes o que e como será dito ao leitor. Chegando ao absurdo de revistas científicas e técnicas terem que ter uma equipe de jornalistas para a tornarem legal, apesar de desconhecerem o assunto ou dele não fazerem parte. Assim como simples comunicados de entidades privadas e sindicatos de categorias. O contra-senso é tão grande que jornalistas não podem ser professores destas matérias em escolas de nenhum grau, pois se reconhece o seu despreparo fundamental para uma atividade que se precise dominar os fundamentos. No entanto, para a mídia, estão livres para usarem sozinhos na tarefa de desinformação de milhares em suas colunas.

“O criacionismo tem, sim, bases científicas que poderiam ser analisadas (assim como as proposições do design inteligente) nas aulas de ciências juntamente com o darwinismo.” Desinforma o jornalista Michelson Borges de Tatuí, em LEITURAS DE VEJA Os extremos da revista, em 13/1/2009 (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?msg=ok&cod=520FDS009&#c ). De onde ele possui informações para contraditar a ciência e o Ministério de Educação? MÍDIA & EDUCAÇÃO Até quando o MEC vai atrapalhar o ensino?

Por Sílvio Motta Costa e Michelson Borges em 16/12/2008 (http://observatorio.ig.com.br/artigos.asp?cod=516DAC004 )

Na sua militância como adventista. Talvez não pudesse ser mesmo professor em jornalismo, mas possui o poder de criticar o MEC impunemente sem capacidade em educação maior para isto. E, para desinformar as pessoas, não precisa mais nada do que este diploma, e este simples desejo e o acesso a mídia negada aos demais profissionais da área tratada. A sua falta de capacidade científica não o faz um argumentador que mereça resposta, mas como o mesmo se dirige justamente a pessoas que carecem de formação básica escolar para fazer uma crítica e uma análise sobre o tema, o torna uma pessoa que agrega desinformados ao seu redor achando que estão cercando uma novidade inusitada no conhecimento.

Uma prova do despreparo para a discussão e a divulgação do tema é ainda hoje em dia tratar o assunto como Darwinismo. Tão absurdo como chamarmos a teoria da gravitação universal de Newtonismo ou a teoria da relatividade de Einstenismo. O sufixo “ismo” refere-se a doutrina, sistema, teoria, tendência, corrente etc. (mais freq. no pl. e com sentido pejorativo - HOUAISS). Apesar de Darwin ter elaborado cinco teorias reunidas em uma obra, a quantidade de ramos das ciências biológicas e médicas hoje em dia não podem ser resumidas numa desinformação destas. De que tudo ainda está na “opinião” de Darwin. Muitas cadeiras e profissões se criaram ao abrir este conhecimento. Não se pode ocultar todos os ramos das ciências e de pesquisa que tratam de desenvolver este conhecimento constantemente.

Enézio E. de Almeida Filho, Pesquisador em Educação em Ciências, Mestre em História da Ciência – PUC-SP, veio no OI em TEORIA DA EVOLUÇÃO Desnudando Darwin: ciência ou ideologia? ou A relação incestuosa da mídia brasileira com a Nomenklatura científica (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/ofjor/ofc201298.htm#inicio ) tentar arrebanhar jornalistas para a sua empreitada. Será que um filósofo da ciência é de fato um cientista? Teria capacidade de sentar num laboratório ou possui conhecimento para planejar um pouso em Marte? Resolveria o impasse na Apolo XIII? Não me parece que possa determinar verdades científicas ou validades de informação apenas pela formação filosófica que possui. Ninguém lhe daria o rim para operar ou lhe perguntaria qual a alternativa de tratamento é melhor para um melanoma. O que se diria de um jornalista então? As dificuldades de elucidação científica geram alternativas para serem testadas como explicativas e melhores esclarecedoras de uma teoria que visa cobrir bilhões de anos de ocorrências. Esta seria a volta bíblica literal ou a explicação do demiurgo desenhista a priori que falhou nas outras vezes? Certamente ela se fecha em si mesmo. Não amplia o conhecimento e nem pode ser falseada. A mesma explicação caduca dada ao raio, vulcão, trovão, terremoto agora usada na biologia molecular como explicação “científica” moderna. Um deus ou um espírito desenhando peraltices. Fé e deuses não são explicações científicas e nem é um método que rendeu algum fruto em conhecimento, pesquisa e ciência. Tanto como não fez em tolerância entre humanos diferenciados por religiões.

Nenhuma revelação de mecanismo, de leis, de princípios além do gosto pessoal pela alegação bíblica de um criador, um demiurgo, um construtor de montanhas e rios, hoje enxergado na fronteira da estrutura molecular, onde ontem enxergavam com o mesmo argumento no horizonte, no movimento do vento e do rio. Apenas o direito a manifestação que é negada a todas as outras pessoas por reserva imoral de mercado numa área fundamental para os seres humanos. Uma ação prejudicial à sociedade como um todo em que desinformados e pessoas sem formação suficiente nem para ser professor passam a usar o meio público da informação de forma irresponsável e sem proficiência. Uma ótima fórmula para o atraso e o desserviço público.

Aqui no OI também na matéria: MÍDIA & AUTO-HEMOTERAPIA A notícia que ninguém publicou, pelo Jornalista, de Natal, RN ,Walter Medeiros, em 1/1/2008, (http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=466FDS006 ) utilizando este direito de falar sobre o que não entende e não possui formação para promover crenças pessoais para as quais não está formado para opinar e garantir denunciando uma “conspiração” entre o CFM e a ANVISA contra a saúde da população.

Outro exemplo no OI é o da jornalista Roxana Tabakman em MÍDIA & SAÚDE
Atenção! Médico solto na redação! Em 23/11/2004. (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=304OFC001 ) sobre os “perigos” de médicos falarem sobre medicina sem um tradutor, um censor. Golf ball é visto na 13ª semana de gravidez” (Estado de S. Paulo, 16/11, A12), e seus perigos ao ser informados ao público. Posição alarmista que a mesma assume no tema: Meu filho corre perigo? Ou a matéria que ainda não li, Roxana Tabakman, Bióloga e jornalista especializada em saúde (http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=331OFC001 ) ao alarmar, em 31/5/2005, sobre a influenza aviária (ou gripe do frango) era “a maior ameaça à saúde no mundo”.

Fazer uma matéria clara e sem erros sobre os riscos da pandemia é fácil. Com a internet, duas horas são suficientes.” Ensina a jornalista.

Em GRIPE AVIÁRIA Especulação catastrófica não ajuda, em 27/3/2006, (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=374OFC001 ) já criticávamos a pânico tentado criar pela mídia.

Erros conceituais são mantidos na população pode estes profissionais dedicados aos seus gostos pessoais e ignorando os assuntos para a qual se dedicam a ganhar a vida. Lendo no TERRA um chamamento sobre o movimento dos ateus para chamarem visibilidade e respeito aos diferentes (http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3466218-EI306,00.html ) notamos que as ofensas nos comentários erram ainda ao dividirem em duas opções: o Universo e a vida criados ao acaso, ou produzidos por deuses ou o Deus (judeu), como foi a explicação primaria para tudo, do vulcão ao raio, o animismo. Hoje sabemos que tanto o vulcão, a chuva como o raio não ocorrem ao acaso, mas por razões e propriedades bem determinadas. Sir Isaac Newton se deu conta que maçãs não caiam por acaso e revolucionou o conhecimento. Diamantes, petróleo e carvão também têm causas, não se criam por acaso e nem por deuses. E é assim também com a criação da vida. Ela é uma propriedade da matéria e não ocorre ao simples acaso, mas apenas onde existem tempo e condições para tal. Quanto menos conhecíamos do tempo, menos condições tínhamos de prever onde cairia a chuva. No nosso caso, a vida no Sistema Solar, no terceiro planeta, não por obra de deuses ou espíritos quânticos, mas porque nesta esfera se encontravam as condições para tal. O que pode ter ocorrido em Marte e outros corpos solares com seres primordiais, extremófilos (seres vivos que vivem em condições extremas), primitivos. Enquanto o hidrogênio se formou com o resfriamento e a união do elétron e o nêutron, apenas milênios depois em supernovas, com as suas altas fornalhas para gerarem energia suficiente, ocorreu a formação de elementos pesados. Durante a explosão, a matéria atinge velocidades muito grandes, cerca de 10000km/s, permitindo  que eventuais colisões entre as suas partículas originem fusões nucleares de elementos mais pesados tais como o ferro (Fe), chumbo (Pb), ouro (Au), urânio (U) entre outros. Para o ignorante são resultados do acaso. Mas cada vez mais o conhecimento elimina o acaso. Ou seja, a formação da matéria ocorre pelas suas propriedades e a formação do cosmos se dá pelas formações de astros pelas mesmas características que possuem intrinsecamente. O que vai determinar a ocorrência dos elementos e as prosperidades que serão origem do tipo de planeta e se ocorrerá a vida e em que nível de desenvolvimento ela poderá atingir em determinado astro. Assim como o urânio se forma na natureza, a montanha, o vulcão e o raio, tidos há 200 anos apenas como mistérios dos deuses, a vida também faz parte dos fenômenos naturais da matéria. Cabe apenas entender estes mecanismos totalmente naturais como fizemos com os outros tidos como insolúveis por filósofos e religiosos há pouquíssimos anos atrás. Entender e explicar os mecanismos são as palavras chaves e o objetivo da ciência. E elas não estão, como nunca estiveram, a mercê de nossas vontades, desejos e escolhas. Quem alega isto é um enganador que de nada conhece a respeito do tema. Escravos das paixões emocionais, desinformadores profissionais usando o poder de propriedade, de forma abusiva, que lhes foi outorgada erradamente. Profissionais que desejam tomar decisões e impor versão em assuntos os mais diversos para os quais não se prepararam escolarmente e muito menos profissionalmente para tal. Isto que ainda não analisei quando esta desinformação se dá de forma pior, pela busca da venda do espetaculoso, do extraordinário, do irresponsável apregoar de coisas miraculosas pelo seu efeito vendas bem sucedidas e sucessos editoriais acumulados. Que é o campo irmão dos cursos de comunicação social, a publicidade, tão inadequadamente associada ao de jornalismo que deveria possuir uma ética e uma formação bem diversa. Com péssimas escolas públicas e péssimos interlocutores a dominar a mídia, nosso futuro como país não é dos mais promissores. Como lembra Maxwell dos Santos, Aluno de História da Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, ES, em DIPLOMA DE JORNALISMO Dez argumentos pelo fim da obrigatoriedade, em 27/1/2009. (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=522DAC001 )

criado por bandarra    15:26 — Arquivado em: Cidadania, Falsidades, Fundamentalismo, laicismo

Raça ainda vai, mas divergência religiosa é pedir guerra!

Um importante membro da comunidade judaica alemã disse na segunda-feira (dia 2) que o papa Bento 16, nascido na Alemanha e líder de mais de um bilhão de católicos romanos no mundo inteiro, estava semeando divisões e cooperando com grupos de extrema direita ao reabilitar bispos ultraconservadores, um dos quais negou o holocausto.

Stephan Kramer, secretário-geral do Conselho Central de Judeus na Alemanha, disse em entrevista que, devido a sua nacionalidade, o papa Bento 16 tinha uma responsabilidade especial de evitar criar cisões entre grupos religiosos com base nos comentários do bispo controverso, Richard Williamson, do Reino Unido.

“A decisão do papa é particularmente perturbadora porque ele também é um papa alemão”, disse Kramer. “Sim, ele fez uma declaração em solidariedade aos judeus, mas, francamente, a declaração foi feita quase 13 dias após a entrevista de Williamson. Por quê? A questão é como o papa quer proceder a partir deste ponto nas relações com a comunidade judaica.”

Bento 16 é um teólogo conservador e proeminente filósofo que se tornou papa em 2005. Sua decisão, no mês passado, de reabilitar os bispos conservadores chocou a comunidade judaica assim como as alas liberais da Igreja Católica do país, que conta com 26 milhões de fiéis.

Williamson disse à televisão sueca no mês passado: “Acredito que não houve câmaras de gás”, acrescentando que não mais do que 300.000 judeus haviam morrido nos campos de concentração nazistas, em vez de 6 milhões. Promotores públicos abriram uma investigação -porque a negação do Holocausto é crime na Alemanha. O Conselho de Judeus na Alemanha imediatamente rompeu relações com o Vaticano, terminando, pelo momento, um diálogo que precisou de décadas para ser fomentado.

Kramer disse que a decisão do papa de reabilitar os bispos, particularmente Williamson, era “bastante chocante” e que daria credenciais às opiniões de algumas pessoas de extrema direita e de alguns católicos conservadores que alegam que o Holocausto não existiu ou que sua escala tem sido exagerada.

Kramer disse que pretendia, junto com membros da Conferência de Bispos Católicos, o mais alto corpo da igreja aqui, pedir uma reunião com Bento “para esclarecer” não apenas a decisão sobre os bispos renegados, mas também o que ela significa para as relações entre católicos e judeus.

“Alguns grupos católicos talvez quisessem um rompimento de diálogo judaico-católico”, disse Kramer. “Indo juntos ao Vaticano, nós e nossos amigos católicos provaremos o oposto.”

A medida de Bento 16 tinha como meta unificar a Igreja Católica, que tem uma cisão teológica desde o Segundo Concílio Vaticano, de 1962-65.

Conclamado pelo papa João 23, o Vaticano II, como é conhecido o conselho, foi um passo extraordinário na doutrina católica, que até então tinha estado enraizada no tradicionalismo, na exclusividade e em uma opinião particularmente preconceituosa do judaísmo.

O conselho dividiu a Igreja Católica entre teólogos fundamentalistas -que queriam manter a missa e os rituais em latim, como também sua distância de outras religiões- e uma ala mais moderna e liberal, que queria uma igreja questionadora, disposta a se tornar mais ecumênica em sua abordagem. Isso deixou de lado as questões de controle de natalidade e da teologia da libertação, que estavam começando a crescer na América Latina, na época sob duros regimes autoritários.

No final, em uma grande mudança, o Vaticano II renunciou sua postura tradicional de que todos os judeus, inclusive os vivos, eram responsáveis pela crucificação de Jesus Cristo.

Kramer disse que os esforços de Bento para reunificar a Igreja Católica, dividida em torno das questões de aceitação de padres homossexuais e da ordenação das mulheres, deixando de lado questões de contracepção e aborto, levaria a ainda mais divisões.

“Ele vai perder os católicos seculares”, disse Kramer, que, como um dos mais proeminentes líderes judaicos Alemanha, cultivou fortes laços com grupos católicos.

Os judeus na Alemanha já receberam apoio de católicos mais seculares e bispos proeminentes que criticaram o papa.

A Conferência de Bispos Católicos alemã rejeitou a declaração de Williamson. Gerhard Ludwig Muller -bispo de Regensburg, que também é a cidade natal do papa- disse que Williamson não teria permissão de entrar na catedral da cidade ou em qualquer outra propriedade da igreja.

No último sábado, em oposição crescente à decisão do papa, o bispo Gebhard Fust, de Rottenburg-Stuttgart, no Sul da Alemanha, emitiu uma declaração dizendo que a reabilitação dos bispos por Bento era “totalmente inaceitável”.

Tradução: Deborah Weinberg

criado por bandarra    15:22 — Arquivado em: Falsidades, Fundamentalismo, Intolerância

2.2.09

A idade das trevas se aproxima

Mais da metade dos britânicos acreditam no criacionismo

01 de fevereiro de 2009 •

Uma pesquisa do instituto ComRes, realizada com 2.060 adultos, indica que 51% dos britânicos acreditam que a teoria da evolução não pode explicar a complexidade da vida na Terra, da qual somente um “design inteligente” daria, contra 40% que opinam o contrário.

Além disso, um em cada três crê que Deus criou o mundo nos últimos 10 mil anos. A pesquisa foi publicada no jornal Daily Telegraph.

A pesquisa retoma no Reino Unido o debate em torno da evolução e do criacionismo, no ano em que o nascimento do naturalista Charles Darwin completa 200 anos.

O biólogo evolucionista e ateu Richard Dawkins disse que essa pesquisa mostra um nível preocupante de ignorância científica entre os britânicos.

Segundo uma recente pesquisa entre professores de ciência, um em cada três acredita que o criacionismo deveria ser ensinado nas aulas de biologia, paralelamente com a teoria da evolução.

Michael Reiss, biólogo e clérigo anglicano, foi obrigado a renunciar no ano passado ao seu posto de diretor de educação da Royal Society após apoiar essa idéia.

A religião e o mal que ela nos faz, mesmo a nível sutil.

A questão que se deve colocar é o desconhecimento do homem de outras experiências em mundos sensíveis para afirmar que a “complexidade” só poderia ser explicada por um demiurgo, um desenhista inteligente (?) para explicar a diversidade da vida neste planeta. Para tal deveria primeiro saber de universos, de outras vivências diversas para afirmar que só um demiurgo faria isto. Seria a causa da diversidade por conhecimento de outros casos iguais de intervenções ou de desenhistas. Conhecer a sua marca, a sua assinatura. Mas o fundamentalista o faz justamente por não saber isto, mas desejar que isto seja verdade. Que poderá negociar com este desenhista e acreditar que ele irá se preocupar com o seu sofrimento e lhe dar perdão, consolo, recompensas como um pai faria. Nada científico, nada relacionado ao conhecimento humano, apenas pulsões emocionais.

criado por bandarra    7:29 — Arquivado em: Anticiência, Fundamentalismo

9.1.09

Antes pelo contrário, pode ser fator de infelicidade

Comportamento

Sexta, 9 de janeiro de 2009, 13h17 Atualizada às 13h38

Religiosidade influi pouco na felicidade das crianças

As práticas religiosas, como ir à igreja ou rezar, são pouco influentes para determinar o grau da felicidade de uma criança, aponta um estudo da British Columbia University do Canadá. É a espiritualidade, entendida como sistema de confiança interior de uma pessoa, o fator mais importante para que as crianças sejam felizes, seguido de seu temperamento.

A pesquisa, liderada por Mark Holder e publicada no último número da revista Springer’s Journal of Happiness Studies, consistiu em analisar a felicidade de 320 crianças de idades entre 8 e 12 anos procedentes de quatro colégios públicos e dois religiosos através de questionários preenchidos por eles e seus pais.

As crianças mais felizes são as que sentem que sua vida faz sentido e que desenvolvem relações interpessoais mais profundas, ambas características da espiritualidade. Diversos estudos já relacionaram a religiosidade e a espiritualidade com a felicidade de adultos e adolescentes, mas existem poucas pesquisas feitas com crianças.

Os aspectos pessoais íntimos, como a auto-estima e a concepção do sentido da vida, e os comunitários, a qualidade das relações pessoais, são os fatores mais determinantes na felicidade de uma criança. O comportamento também é importante: as crianças mais sociáveis e menos tímidas são mais felizes.

No entanto, segundo os pesquisadores, as práticas religiosas, tais como reza, meditação e participação dos rituais eclesiásticos, têm muito pouco efeito sobre a felicidade delas.

criado por bandarra    18:46 — Arquivado em: Falsidades, Fundamentalismo, Intolerância

27.12.08

Conflito sectário sem fim entre islâmicos

Oriente Médio

Sábado, 27 de dezembro de 2008, 16h01

Estudo: mais de 98 mil civis morreram no Iraque desde 2003

A violência sectária caiu drasticamente no Iraque em relação aos níveis de 2006-2007, mas os ataques contra as forças dos Estados Unidos e do governo local continuam e também causam a morte de civis iraquianos, afirma um novo estudo divulgado neste sábado.

Em 2008, pelo menos de 8,3 mil a 9 mil civis foram mortos no Iraque, elevando para 98,4 mil o número total de mortes de civis desde a invasão liderada pelos EUA, em 2003, afirmou em um novo relatório a entidade de defesa dos direitos humanos Iraq Body Count.

Vinte e cinco civis morreram por dia em 2008, constatou o estudo. Embora essas cifras estejam bem abaixo das de 2006-2007, quando pelo menos 48 mil civis foram mortos, são comparáveis aos números do período de violência em 2003-2004.

A primeira coisa é que houve um decréscimo muito, muito significativo nas mortes violentas no último ano, e essa redução foi maior em Bagdá”, disse John Sloboda, co-fundador e porta-voz da entidade.

Ainda assim, “ninguém estava dizendo em 2004 que os níveis de violência eram aceitáveis. As pessoas falavam de um país em declínio terrível. Agora, só houve uma melhoria em relação ao chocante pico de violência em 2006 e 2007“, disse ele.

A entidade recolhe os números de mortos divulgadas pela imprensa e outras fontes, mas reconhece que o saldo real de vítimas em mais de cinco anos de guerra no Iraque pode ser bem mais alto.

Sloboda disse que a queda na violência em 2008 reflete uma decréscimo nas mortes sectárias ou “intercomunais“, que haviam aumentado enormemente em decorrência do conflito entre a minoria árabe sunita e a maioria árabe xiita depois do atentado contra um santuário xiita em fevereiro de 2006.

Para estancar a violência, os EUA enviaram mais dezenas de milhares de soldados ao Iraque em 2007, fato que o governo de George W. Bush considerou ter sido o grande motivo da melhoria da segurança.

Outros argumentam que o recente apoio dos líderes tribais sunitas ajudou ou afirmam que a violência caiu depois que a cidade de Bagdá sofreu ampla reorganização, passando a ter áreas exclusivas para cada seita.

Sloboda disse que prosseguem os ataques contra as forças dos EUA e de outros países, contra a polícia, os soldados e autoridades iraquianas, além dos membros das patrulhas locais, normalmente formadas por ex-insurgentes.

Como a violência é na realidade contra a ocupação, é improvável que caia enquanto a ocupação continuar“, disse ele.

As sombrias estimativas surgem no momento em que os EUA se preparam para reduzir suas tropas no Iraque, hoje integradas por 143 mil soldados, e restringir suas operações antes de 2012, o prazo final estabelecido para a retirada.

O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, planeja remover tropas dentro de 16 meses.

Desde 2003, mais de 4,2 mil soldados norte-americanos e mais de 175 britânicos morreram no Iraque.

O estudo revela que as mortes de civis iraquianos nas quais estão envolvidas forças estrangeiras chegaram a 584 em 2008, enquanto em 2007 eram de 1.359.

criado por bandarra    17:22 — Arquivado em: Fundamentalismo, Intolerância

25.12.08

A vanguarda do atraso

Oriente Médio

Quinta, 25 de dezembro de 2008, 15h26

Paquistão: Talibã ameaça explodir escolas que aceitem meninas

Militantes do Talibã no vale do Swat, ao noroeste do Paquistão, ameaçaram matar meninas que freqüentarem as escolas da região. A ameaça foi feita por um comandante local do grupo e transmitida por uma rádio pirata. Os militantes deram um prazo até o dia 15 de janeiro para que os pais parem de mandar suas filhas à escola e disseram que o grupo irá explodir colégios que matricularem meninas.

As escolas para meninas foram alvos de ataques diversas vezes. No entanto, essa é a primeira vez que o Talibã proíbe que as estudantes freqüentem as aulas. Um porta-voz do grupo disse que a proibição permanecerá em vigor até que os princípios da sharia - conjunto de leis islâmica - sejam adotados por completo na região.

Educação
Neste ano, mais de 130 escolas públicas foram queimadas apenas no vale do Swat, deixando mais de 70 mil estudantes sem educação. Essas escolas não são instituições religiosas islâmicas e ensinam disciplinas a partir do currículo sugerido pelo governo paquistanês. Por isso, são consideradas pelos insurgentes como símbolos do governo.

No comunicado transmitido no vale do Swat, o Talebã declarou que, além das escolas do Estado, as particulares também serão destruídas se matricularem estudantes meninas.

Moradores da região afirmam que os ataques nos colégios prejudicaram de maneira significativa a educação de jovens de ambos os sexos na região. Aqueles que têm condições financeiras para deixar a localidade, se mudaram para outras regiões, mas a maioria pobre não tem outra opção senão manter suas filhas em casa.

BBC Brasil

criado por bandarra    17:52 — Arquivado em: Fundamentalismo, Intolerância

24.12.08

Medieval, cada vez uma civilização mais medieval!

Oriente Médio

Quarta, 24 de dezembro de 2008, 16h08

Jordânia: estudantes aderem ao islamismo conservador

Muhammad Fawaz é um universitário muito sério, de olhar severo, e seu sorriso relutante mal consegue ocultar a raiva que sente. Fawaz não queria estudar na Universidade da Jordânia e odeia as horas que gasta viajando para lá a cada dia.

Quando estava no segundo grau, ele sonhava em conquistar uma bolsa e estudar no exterior. Mas isso foi impossível porque lhe faltam wasta (conexões sociais). Na Jordânia, essas conexões são essenciais para subir na vida, e o sistema wasta é mencionado rotineiramente pelos jovens do país como sua principal queixa quanto à situação nacional.

Por isso, Fawaz, 20 anos, decidiu se rebelar. Adotou o aspecto sereno e determinado de um ativista islâmico. No segundo ano de estudos, foi admitido a um grupo de alunos afiliado à Irmandade Muçulmana, o maior e mais influente movimento religioso, social e político da Jordânia, cujo objetivo último seria ver o país governado de acordo com a lei islâmica, ou shariah. Agora, ele trabalha recrutando novos estudantes para a causa do islamismo.

“Encontrei justiça no movimento islâmico”, diz Fawaz, em uma caminhada por sob os ciprestes do campus da universidade. “Posso me expressar. Não preciso de wasta“.

Em todo o Oriente Médio, jovens como Fawaz - irritados, alienados e privados de oportunidades - aceitaram o Islã como agente de mudança e rebelião. É o seu equivalente do rock, dos cabelos longos e das roupas hippies. Por meio do islamismo, desafiam o sistema, movidos pela vontade de reforma política e de justiça social. Esse fervor ajudou a popularizar uma interpretação mais conservadora da fé.

“O islamismo, para nós, exerce o mesmo papel que o pan-arabismo exercia para os nossos pais”, diz Naseem Tarawnah, 25 anos, redator e blogueiro que não faz parte do movimento.

As implicações disso em longo prazo devem dificultar os cálculos da política externa americana, porque podem tornar mais complicado manter o apoio a governos que não permitem que movimentos políticos laicos ou religiosos moderados atuem.

Washington também deve encontrar mais dificuldade para manter sua rejeição aos líderes de grupos como a Irmandade Muçulmana, no Egito; o Hamas, em Gaza; e o Hezbollah, no Líbano, que atraem forte simpatia popular.

Os líderes dos países muçulmanos tentam apaziguar os sentimentos do público, enquanto fazem todo o possível para desencorajar o Ocidente de iniciar contatos diretos com os movimentos religiosos. Eles vêem a perspectiva de um degelo no relacionamento entre a região e o Ocidente, e consideram esses grupos como ameaça ao seu monopólio sobre o poder. Os governos autoritários consideram uma relativa moderação como desafio político mais grave que o extremismo, que é um problema de segurança e pode ser enfrentado com métodos mais duros.

“O que acontece se os islâmicos aceitarem o processo de paz e se tornarem mais pragmáticos?”, questiona Muhammad Abu Rumman, editor de pesquisa do jornal Al Ghad, em Amã. “As pessoas os vêem como menos corruptos e como a única oposição verdadeira. Israel e os Estados Unidos podem discordar. O regime teme que a Irmandade venha a se tornar mais pragmática”.

A crise financeira só agrava as ansiedades dos governos do Oriente Médio, que esperavam que o desenvolvimento econômico pudesse apaziguar seus cidadãos, criar trabalho para as legiões de jovens desempregados e subempregados e diluir o apelo dos movimentos islâmicos. Mas a crise e a queda nos preços do petróleo tiveram profundo impacto, forçando uma pausa no boom econômico da região do Golfo Pérsico e no modesto crescimento dos demais países da área.

Nesse ambiente, os governos se vêem forçados a enfrentar uma realidade que eles mesmos criaram. Ao sufocar a democracia e a livre expressão, o único espaço no qual grupos podem se reunir e debater idéias é a mesquita, e os únicos movimentos capazes de prosperar são os religiosos. Hoje, a busca por identidade no Oriente Médio não envolve mais uma tensão entre moderados e religiosos. A religião venceu.

A luta agora gira em torno de definir o que constitui uma sociedade e um governo islâmicos. Zeinah Hamdan, 24 anos, percorreu uma trajetória típica na Jordânia. Ela diz que deseja um governo mais religioso, orientado pela shariah, e começou a usar o véu que protege o rosto das mulheres islâmicas em público mais cedo que qualquer pessoa em sua família.

Mas, quando estava na faculdade, ela se sentiu ofendida ao ser advertida por um estudante islâmico depois de apertar a mão de um jovem colega. Ela quer ser uma mulher religiosa moderna, e define esse termo como poder trabalhar e manter convívio social em ambientes mistos.

“Caso implementemos a shariah, ficaremos mais confortáveis”, disse. “Mas o que poderia acontecer caso as pessoas que venham a conquistar o poder sejam os extremistas?”

Como outras pessoas na Jordânia, ela se sente dividida entre seu desconforto ante o que vê como atitudes extremas da Irmandade Muçulmana e sua alienação quanto a um governo que ela não considera como suficientemente islâmico. “É muito difícil ficar no meio”, afirma Hamdan.

criado por bandarra    16:32 — Arquivado em: Fundamentalismo, Intolerância

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