Mordaz

Este espaço tem uma visão crítica da ciência, do humanismo e do laicismo como base para as relações do homem com a natureza e das relações dos homens entre si. Este tripé é a base das relações sociais que devem ser usadas.

13.2.09

Evolução incontestável

Cientista propõe fim do “culto a Darwin”

12 de fevereiro de 2009 • 18h46 • atualizado às 18h46
“Você só quer saber de atirar, brincar com os cachorros e apanhar ratos”, disse Robert Darwin ao seu filho, “e será uma desgraça para você mesmo e para toda sua família”. Mas o menino irresponsável parece estar por toda parte. Charles Darwin recebe tanto crédito que não conseguimos distinguir entre ele e a evolução.

Equiparar a evolução a Charles Darwin significa ignorar 150 anos de descobertas, entre as quais a maior parte daquilo que os cientistas compreendem sobre a evolução.

Por exemplo: os padrões de hereditariedade de Gregor Mendel (que deram à idéia de seleção natural de Darwin um mecanismo - a genética - pelo qual ela poderia funcionar); a descoberta do ADN (que propiciou um mecanismo à genética e permitiu que víssemos as linhagens evolutivas); a biologia do desenvolvimento (que propicia um mecanismo ao ADN); estudos documentando a evolução na natureza (que converteram hipóteses em fatos observáveis); o papel da evolução na medicina e na doença (que propicia relevância imediata ao tópico); e muito mais.

Ao propor o ‘darwinismo’, até mesmo os cientistas e os autores de textos científicos perpetuam a impressão de que a evolução gira em torno de um homem, um livro, uma teoria. Lin Chi, um mestre budista do século 9, disse que “se você encontrar o Buda na estrada, deve matá-lo”.

O ponto é que fazer de um grande professor um fetiche sagrado ignora a essência de seus ensinamentos. Assim, chegou a hora de matar Darwin, para nós.

Que toda a vida está relacionada por ancestrais comuns e que as populações mudam de forma ao longo do tempo são a base pictórica e as pinceladas finas da evolução.

Mas Darwin chegou tarde à festa. Seu avô e outros acreditavam que novas espécies evoluíssem. Fazendeiros e criadores de animais desenvolviam novas variedades de animais e plantas determinando quais espécimes sobreviveriam para procriar, o que ofereceu uma idéia já estabelecida a Charles Darwin. Tudo que Darwin percebeu foi que a seleção deveria funcionar também na natureza.

Em 1859, as percepções e a experiência de Darwin se transformaram em “Sobre a Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural, ou A Preservação das Raças Favorecidas na Luta pela Sobrevivência”. Ele escreveu livros fundamentais sobre orquídeas, insetos, cracas e corais. Descobriu como se formam os atóis, e porque eles se localizam nos trópicos.

O imenso gênio de Darwin merece crédito. Nenhuma outra mente se movimentou com tamanha liberdade, de forma tão ampla ou com tanto frescor por sobre as colinas e vales da existência. Mas existe um limite para o crédito que se pode atribuir a ele. Atribuir a evolução a Darwin ignora os limites que existiam em sua era e todos os progressos realizados subsequentemente.

A ciência era primitiva, na era de Darwin. Os navios não tinham motores. Só em 1842, seis anos da viagem de Darwin no Beagle, Richard Owen cunhou o termo ‘dinossauro’.

Darwin já era adulto antes de os cientistas começarem a debater se os germes causavam doenças e se os médicos deveriam limpar seus instrumentos.

Na Londres da década de 1850, John Snow combatia a cólera sem saber que era uma bactéria que a causava. Apenas em 1857 Johann Carl Fuhlrott e Hermann Schaaffhausen anunciaram que uma ossada incomum encontrada no vale de Neander, Alemanha, talvez representasse os restos de uma raça humanóide muito antiga. Em 1860, Louis Pasteur executou experiências que negavam a ‘geração espontânea’, a idéia de que a vida emergia continuamente de coisas não vivas.

A ciência avançou. Mas a evolução ocasionalmente parece amarrada demais ao seu fundador. Não definimos a astronomia como ‘copernicismo’, e nem chamamos a gravidade de ‘newtonismo’.

“Darwinismo” implica uma ideologia que adere aos ditames de um único homem, como o marxismo. E “ismos” (capitalismo, catolicismo, racismo) não são ciência.

“Darwinismo” implica em que os cientistas biológicos “acreditem” na teoria de Darwin. É como se, desde 1860, os cientistas tivessem apenas acenado com a cabeça em concordância com as teorias de Darwin, em lugar de desafiar e testar suas idéias ou de acrescentar imensos conhecimentos ao trabalho que ele desenvolveu.

Usar frases como “seleção darwinista” ou “evolução darwinista” implica que deva existir outra espécie de evolução em operação, um processo que poderia ser descrito com outro adjetivo.

Por exemplo, física newtoniana distingue a física mecânica que Newton explorou da física quântica subatômica. Assim, evolução darwinista suscita uma questão: qual é a outra evolução?

E eis que esse vazio é ocupado pelo design inteligente. Não chego a afirmar que o darwinismo deu origem ao “criacionismo”, ainda que os “ismos” impliquem equivalência.

Mas o termo darwinista montou o palco no qual o design inteligente agora pode aproveitar os holofotes.

Charles Darwin não inventou um sistema de crença. Ele tinha uma idéia, não uma ideologia. A idéia gerou uma disciplina, e não discípulos. Ele passou mais de 20 anos recolhendo e avaliando provas e implicações de criaturas similares mais diferentes separadas no tempo (fósseis) e no espaço (ilhas). Isso é ciência.

E é por isso que precisamos nos livrar de Darwin
Quase tudo que compreendemos sobre a evolução surgiu não de Darwin mas depois dele. Ele nada sabia de hereditariedade ou genética, dois componentes fundamentais no estudo da evolução. E esta não era nem mesmo idéia original dele.

O avô de Darwin, Erasmus, acreditava que a vida houvesse se desenvolvido de um ancestral único. “Será que podemos conjeturar que uma e uma só espécie de filamentos vivos foi a causa de toda vida orgânica?”, ele questionava em “Zoonomia”, de 1794. Mas não foi capaz de descobrir de que forma isso poderia ter decorrido.

Charles Darwin saiu em busca da explicação. Refletindo sobre os métodos de plantio seletivo dos agricultores, e considerando a elevada mortalidade das sementes e dos animais selvagens, ele determinou que as condições naturais agiam como filtro para determinar que indivíduos sobreviviam para criar mais indivíduos como eles. Darwin definiu esse filtro como seleção natural.

O que Darwin tinha a dizer sobre a evolução basicamente começa e acaba logo ali. Darwin deu um passo minúsculo para além do que era de conhecimento comum. Mas porque ele percebeu - corretamente - um mecanismo pelo qual a vida se diversifica, sua percepção desenvolveu um imenso poder.

No entanto, ele não foi o único. Darwin vinha incubando sua tese há duas décadas quando Alfred Russell Wallace escreveu para ele do Sudeste Asiático, delineando a mesma idéia, que ele desenvolvera de forma independente. Temendo que ele perdesse a primazia, os colegas de Darwin organizaram uma apresentação pública na qual ambos os cientistas receberam crédito por uma idéia cuja hora havia chegado, com ou sem Darwin.

Darwin pode ter escrito a obra-prima. Mas havia pontos fracos. Variações individuais ofereciam a base da idéia, mas o que criava essas variações? Pior, as pessoas imaginavam que traços de ambos os pais se combinassem nos descendentes - isso não significaria que um determinado traço viesse a desaparecer por diluição depois de algumas gerações? Porque Darwin e seus colegas eram ignorantes da genética e dos mecanismos da hereditariedade, não conseguiam compreender plenamente a evolução.

Gregor Mendel, um monge austríaco, descobriu que, em pés de ervilha, a herança de traços individuais seguia padrões determinados. Apenas depois que a genética redescoberta por Mendel encontrou a seleção natural de Darwin, na síntese moderna dos anos 20, a ciência deu um gigantesco passo à frente quanto à compreensão da mecânica da evolução. Rosalind Franklin, James Watson e Francis Crick propiciaram o próximo salto: o ADN, a estrutura e mecanismo da variação e da hereditariedade.

O intelecto e presciência de Darwin, bem como sua humildade (é sempre aconselhável perceber claramente a nossa ignorância), espantam ainda mais à medida que os cientistas esclarecem, em detalhes que ele jamais imaginou, o quanto suas idéias estavam certas.

Mas nossa compreensão de como a vida funciona, depois de Darwin, não poderá mergulhar na piscina comum das idéias até que ponhamos fim ao darwinismo como culto. Só quando reconhecermos plenamente o século e meio de contribuições valiosas acrescentadas poderemos apreciar plenamente tanto o gênio de Darwin quanto o fato de que a evolução é a força propulsora da vida, com ou sem Darwin.

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times
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5.2.09

E a liberdade, como fica?

O Papa mais uma vez na mídia.

O Papa mais uma vez está na mídia fazendo das suas. Engraçado como pessoas não aceitam evidências científicas e as negam insistentemente, mas acreditam em livros escritos há cinco mil anos por pessoas muito mais limitadas em informações, cultura e formação. Pois não é que o Papa Católico, diz a Santa Sé agora, não sabia nem da militância como da manifestação púbica dias antes do pontífice levantar a excomunhão de quatro bispos lefebvrianos, dentre eles Richard Williamson, que nega a existência do Holocausto-Shoá e de câmaras de gás nos campos de concentração nazistas!

O Papa Ratzinger exige agora a retratação do bispo que nega o Holocausto. Mas ao que parece a suspensão da excomunhão não foi pedida, pois não faria sentido alguém que saiu voluntariamente se arrepender a divergência e não acatar a determinação antes de solicitar perdão. Foi um ato unilateral do Santo Padre.

Angela Merkel, chefe de governo da Alemanha não se conteve e, em audiência pública, afirmou não ter o papa Ratzinger, até o momento, dado, no seu pontificado,  esclarecimentos claros sobre a  posição da Igreja com relação ao Holocausto, depois do levantamento da excomunhão de Williamson. A chanceler Merkel ressaltou que o papa Ratzinger deveria claramente afirmar a existência do Holocausto e  destacar não ser possível negá-lo. Até o momento, segundo Merkel, o papa Ratzinger não prestou esclarecimentos suficientes e o fato Williamson pode parecer ambigüidade papal.

A fala de Merkel recebeu o reforço do arcebispo que presidiu a Conferência Episcopal da Alemanha e de vários clérigos igualmente indignados. Para o arcebispo, o levantamento da excomunhão de Williamson foi “catastrófico”.

Na tarde de 5 de fevereiro, o papa Bento XVI resolveu ser mais incisivo e acertou uma nova nota com a Secretaria de Estado do Vaticano. A nova nota diz que o bispo Richard Willianson deverá se retratar das declarações de negação à Shoá e isto “para ser admitido em funções episcopais da Igreja”. Frisa a nota, ainda, deve o bispo retratar-se “de modo completamente inequívoco e público” das afirmações.

Ontem mesmo, depois da divulgação da nota, Williamson compareceu à Justiça da Baviera, onde está sendo processado criminalmente por “incitação ao ódio”. Incitação ao ódio é um eufemismo por negar um dogma de fé moderno.

A Secretaria de Estado aguarda um ofício formal de retratação, que, diante do ocorrido perante a Justiça da Baviera, sediada em Munique, poderá não chegar. Espera-se (o Vaticano) a retratação nas próximas 48 horas. Enquanto isso, a diplomacia vaticana esclareceu que “o levantamento da excomunhão liberou os quatro bispos de uma pena canônica gravíssima”.

O que tem o assunto a ver com a imprensa? Para mim muita coisa. Entre elas fundamentalmente a liberdade de pensamento e expressão. Entre outros aspectos práticos sobre a infalibilidade papal e a sua diplomacia de trator. Mas mais importante os graves ataques a liberdade de expressão a que o Bispo está sendo submetido num mundo moderno que assina a carta da ONU e sendo perseguido por crimes de idéias e de manifestação.

Esperaríamos que uma manifestação falsa fosse combatida por manifestações verdadeiras, com mostrar de evidências documentais, com provas materiais, com provas inequívocas e não com a cadeia para quem não acredita.

A história dos judeus está justamente marcada por este abuso de dois mil anos. De não poderem se manifestar, contraditar mentiras, de crerem na sua verdade e se reunirem para realizar as mais simples tarefas comunitárias de uma sociedade sem pátria. Sem pátria porque eram rejeitados pelos nacionais como legítimos cidadãos por terem a sua fé própria e não acatarem a fé “oficial” declarada a verdadeira dentro do estado. Causa espanto, portanto, que agora aceitem a perseguições aos outros pelos motivos pelo qual padeceram por milênios. Quantos foram queimados por isto na história do Catolicismo ao duvidarem, serem contra, questionarem os dogmas católicos? (Por isto chamados dogmas). Como agora se pode aceitar a limitar a liberdade de questionamento histórico? Como pode se garantir a ampla defesa se a palavra pode ser limitada pelo poder? Se a liberdade é limitada arbitrariamente? Se a história é limitadamente decretada?

A Declaração Universal dos Direitos Humanos é um dos documentos básicos das Nações Unidas e foi assinada em 1948. Nela, são enumerados os direitos que todos os seres humanos possuem.

Considerando que os Estados-Membros se comprometeram a promover, em cooperação com as Nações Unidas, o respeito universal aos direitos e liberdades humanas fundamentais e a observância desses direitos e liberdades,

Artigo II.
1. Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.

Artigo VII.
Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.

Artigo XVIII.
Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, em público ou em particular.

Artigo XXVII.
1. Todo ser humano tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir das artes e de participar do progresso científico e de seus benefícios.

2. No exercício de seus direitos e liberdades, todo ser humano estará sujeito apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática.
3. Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos objetivos e princípios das Nações Unidas.

Artigo XXX.
Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos.

Parece evidente que se está rasgando completamente a carta de 1948 pelos membros signatários em vários lugares no mundo, inclusive o Brasil, em defesa de novos dogmas modernos, que agora podem ficar de fora da mesma e ser imposta a força da espada. E para isto conta com a falta de protesto, manifestação ou luta dos jornalistas. Que deveriam ser os principais guardiões destas liberdades da qual é a essência da sua profissão, assim como dos operadores do direito.

Para o Islã o escritor Salmon Rushdie, autor de Versos Satânicos foi emitido uma fatwa, foi assassinado Theo VanGogh em Amsterdã e o do tradutor de Versos Satânicos em Tokyo, A Jóia de Medina (The Jewel of Medina) da autora a americana Sherry Jones, foi suspensa seu lançamento por medo de represália. Para os judeus os revisionistas precisam ser calados em vez de contraditados. Como podemos desavergonhadamente ter duas posições, castrando uns, e protegendo outros? Como aceitar a proteção de novos dogmas de fé? Não aprendemos com a história do cristianismo e do islã a maldade intrínseca destes atos? O quanto se lutou pelas idéias do Iluminismo. Da Revolução Americana e Francesa para jogar apressadamente fora na primeira comichão da mão do moderno inquisidor de voltar. Será que é nesta imprensa e nesta justiça vacilante que estamos depositando as nossas garantias de liberdade contra os poderosos de hoje? Jornalistas lutando pelo direito do assassinato político ser visto como forma de humanismo, e se cala frente à prisão e censura de opinião.

criado por bandarra    17:52 — Arquivado em: Cidadania, humanismo, laicismo

3.2.09

Sobre os motivos do retorno da mentalidade medieval

Jornalismo desinformativo

A reserva de mercado para jornalista trabalhar na mídia não resultou na melhoria esperada pelos apregoadores das vantagens deste atentado a liberdade de expressão. A alegada razão para a proibição de pessoas sem a formação jornalística acadêmica seria que estes profissionais agiriam com maior proficiência e por conseqüência, melhoraria o nível de informação e de formação de conceitos e opiniões junto aos leitores. Infelizmente o que se enxerga é que nada disto ocorreu. Jornalistas, apesar de um curso técnico na arte de fazer jornalismo, não possuem base para exercerem este mister com a proficiência que seria desejável. Culpa tanto da nossa precária educação pública (veja-se a necessidade de cotas e mais cotas), como do erro conceitual de que pessoas sem a preparação nas profissões possam apenas, de ouvir falar, de ler, de entrevistar, saber com igual proficiência do que estas. Enquanto na política se possam escolher os valores que se quiser dependentes da ideologia, em ciências naturais é preciso estar conectado aos fatos, conhecer as bases, saber os avanços e alcances dos mesmos. Preconceito? Não, racionalidade. Afinal ninguém procura um médico para defender sua causa na justiça, um advogado para fazer um exame de DNA ou um engenheiro para resolver o seu cálculo renal. Nem mesmo procura um médico clínico para fazer uma cirurgia. Ninguém já nasce sabendo.

O jornalista Maurício Tuffani defende que a solução seja à saída dos conhecedores da Torre de Marfim, CRIACIONISTAS vs. EVOLUCIONISTAS A torre de marfim, em 16/12/2008 (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=516JDB006 )

a que foram relegados por esta absurda limpeza profissional imposta na mídia as demais ocupações e pessoas.

A jornalista Marinilda Carvalho certa vez sugeriu que eu fizesse uma formação de jornalismo científico para poder, como médico, escrever sobre medicina ou sobre ciência. O que é interessante é que jornalistas não precisam fazer medicina ou biologia para falar da mesma com total reserva de mercado para discorrer sobre estes assuntos. O diploma de jornalista já lhes dá todo o direito e suposto conhecimento para divulgar o que quiserem. O formalismo acima do conteúdo. Médico pode errar e matar, mas a desinformação, a ignorância, a divulgação errada mata da mesma forma pela mesma irresponsabilidade. É o que lembra o Dr Celio Levyman no OI em REDE GLOBO É fantástico! Eles nunca aprendem, em 27/1/2009. (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=522CID002 ) Jornalistas escolhem a pauta de matérias sobre saúde tiradas dos seus preconceitos e falta de vivência necessária para sentir a relevância e avaliar as conseqüências.

Mesmo em tentativa de um médico de esclarecer polêmica e fatos, ele nunca terá o acesso direto a não ser por meio do interceder de jornalistas desinformados. Ficará ao encargo destes o que e como será dito ao leitor. Chegando ao absurdo de revistas científicas e técnicas terem que ter uma equipe de jornalistas para a tornarem legal, apesar de desconhecerem o assunto ou dele não fazerem parte. Assim como simples comunicados de entidades privadas e sindicatos de categorias. O contra-senso é tão grande que jornalistas não podem ser professores destas matérias em escolas de nenhum grau, pois se reconhece o seu despreparo fundamental para uma atividade que se precise dominar os fundamentos. No entanto, para a mídia, estão livres para usarem sozinhos na tarefa de desinformação de milhares em suas colunas.

“O criacionismo tem, sim, bases científicas que poderiam ser analisadas (assim como as proposições do design inteligente) nas aulas de ciências juntamente com o darwinismo.” Desinforma o jornalista Michelson Borges de Tatuí, em LEITURAS DE VEJA Os extremos da revista, em 13/1/2009 (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?msg=ok&cod=520FDS009&#c ). De onde ele possui informações para contraditar a ciência e o Ministério de Educação? MÍDIA & EDUCAÇÃO Até quando o MEC vai atrapalhar o ensino?

Por Sílvio Motta Costa e Michelson Borges em 16/12/2008 (http://observatorio.ig.com.br/artigos.asp?cod=516DAC004 )

Na sua militância como adventista. Talvez não pudesse ser mesmo professor em jornalismo, mas possui o poder de criticar o MEC impunemente sem capacidade em educação maior para isto. E, para desinformar as pessoas, não precisa mais nada do que este diploma, e este simples desejo e o acesso a mídia negada aos demais profissionais da área tratada. A sua falta de capacidade científica não o faz um argumentador que mereça resposta, mas como o mesmo se dirige justamente a pessoas que carecem de formação básica escolar para fazer uma crítica e uma análise sobre o tema, o torna uma pessoa que agrega desinformados ao seu redor achando que estão cercando uma novidade inusitada no conhecimento.

Uma prova do despreparo para a discussão e a divulgação do tema é ainda hoje em dia tratar o assunto como Darwinismo. Tão absurdo como chamarmos a teoria da gravitação universal de Newtonismo ou a teoria da relatividade de Einstenismo. O sufixo “ismo” refere-se a doutrina, sistema, teoria, tendência, corrente etc. (mais freq. no pl. e com sentido pejorativo - HOUAISS). Apesar de Darwin ter elaborado cinco teorias reunidas em uma obra, a quantidade de ramos das ciências biológicas e médicas hoje em dia não podem ser resumidas numa desinformação destas. De que tudo ainda está na “opinião” de Darwin. Muitas cadeiras e profissões se criaram ao abrir este conhecimento. Não se pode ocultar todos os ramos das ciências e de pesquisa que tratam de desenvolver este conhecimento constantemente.

Enézio E. de Almeida Filho, Pesquisador em Educação em Ciências, Mestre em História da Ciência – PUC-SP, veio no OI em TEORIA DA EVOLUÇÃO Desnudando Darwin: ciência ou ideologia? ou A relação incestuosa da mídia brasileira com a Nomenklatura científica (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/ofjor/ofc201298.htm#inicio ) tentar arrebanhar jornalistas para a sua empreitada. Será que um filósofo da ciência é de fato um cientista? Teria capacidade de sentar num laboratório ou possui conhecimento para planejar um pouso em Marte? Resolveria o impasse na Apolo XIII? Não me parece que possa determinar verdades científicas ou validades de informação apenas pela formação filosófica que possui. Ninguém lhe daria o rim para operar ou lhe perguntaria qual a alternativa de tratamento é melhor para um melanoma. O que se diria de um jornalista então? As dificuldades de elucidação científica geram alternativas para serem testadas como explicativas e melhores esclarecedoras de uma teoria que visa cobrir bilhões de anos de ocorrências. Esta seria a volta bíblica literal ou a explicação do demiurgo desenhista a priori que falhou nas outras vezes? Certamente ela se fecha em si mesmo. Não amplia o conhecimento e nem pode ser falseada. A mesma explicação caduca dada ao raio, vulcão, trovão, terremoto agora usada na biologia molecular como explicação “científica” moderna. Um deus ou um espírito desenhando peraltices. Fé e deuses não são explicações científicas e nem é um método que rendeu algum fruto em conhecimento, pesquisa e ciência. Tanto como não fez em tolerância entre humanos diferenciados por religiões.

Nenhuma revelação de mecanismo, de leis, de princípios além do gosto pessoal pela alegação bíblica de um criador, um demiurgo, um construtor de montanhas e rios, hoje enxergado na fronteira da estrutura molecular, onde ontem enxergavam com o mesmo argumento no horizonte, no movimento do vento e do rio. Apenas o direito a manifestação que é negada a todas as outras pessoas por reserva imoral de mercado numa área fundamental para os seres humanos. Uma ação prejudicial à sociedade como um todo em que desinformados e pessoas sem formação suficiente nem para ser professor passam a usar o meio público da informação de forma irresponsável e sem proficiência. Uma ótima fórmula para o atraso e o desserviço público.

Aqui no OI também na matéria: MÍDIA & AUTO-HEMOTERAPIA A notícia que ninguém publicou, pelo Jornalista, de Natal, RN ,Walter Medeiros, em 1/1/2008, (http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=466FDS006 ) utilizando este direito de falar sobre o que não entende e não possui formação para promover crenças pessoais para as quais não está formado para opinar e garantir denunciando uma “conspiração” entre o CFM e a ANVISA contra a saúde da população.

Outro exemplo no OI é o da jornalista Roxana Tabakman em MÍDIA & SAÚDE
Atenção! Médico solto na redação! Em 23/11/2004. (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=304OFC001 ) sobre os “perigos” de médicos falarem sobre medicina sem um tradutor, um censor. Golf ball é visto na 13ª semana de gravidez” (Estado de S. Paulo, 16/11, A12), e seus perigos ao ser informados ao público. Posição alarmista que a mesma assume no tema: Meu filho corre perigo? Ou a matéria que ainda não li, Roxana Tabakman, Bióloga e jornalista especializada em saúde (http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=331OFC001 ) ao alarmar, em 31/5/2005, sobre a influenza aviária (ou gripe do frango) era “a maior ameaça à saúde no mundo”.

Fazer uma matéria clara e sem erros sobre os riscos da pandemia é fácil. Com a internet, duas horas são suficientes.” Ensina a jornalista.

Em GRIPE AVIÁRIA Especulação catastrófica não ajuda, em 27/3/2006, (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=374OFC001 ) já criticávamos a pânico tentado criar pela mídia.

Erros conceituais são mantidos na população pode estes profissionais dedicados aos seus gostos pessoais e ignorando os assuntos para a qual se dedicam a ganhar a vida. Lendo no TERRA um chamamento sobre o movimento dos ateus para chamarem visibilidade e respeito aos diferentes (http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3466218-EI306,00.html ) notamos que as ofensas nos comentários erram ainda ao dividirem em duas opções: o Universo e a vida criados ao acaso, ou produzidos por deuses ou o Deus (judeu), como foi a explicação primaria para tudo, do vulcão ao raio, o animismo. Hoje sabemos que tanto o vulcão, a chuva como o raio não ocorrem ao acaso, mas por razões e propriedades bem determinadas. Sir Isaac Newton se deu conta que maçãs não caiam por acaso e revolucionou o conhecimento. Diamantes, petróleo e carvão também têm causas, não se criam por acaso e nem por deuses. E é assim também com a criação da vida. Ela é uma propriedade da matéria e não ocorre ao simples acaso, mas apenas onde existem tempo e condições para tal. Quanto menos conhecíamos do tempo, menos condições tínhamos de prever onde cairia a chuva. No nosso caso, a vida no Sistema Solar, no terceiro planeta, não por obra de deuses ou espíritos quânticos, mas porque nesta esfera se encontravam as condições para tal. O que pode ter ocorrido em Marte e outros corpos solares com seres primordiais, extremófilos (seres vivos que vivem em condições extremas), primitivos. Enquanto o hidrogênio se formou com o resfriamento e a união do elétron e o nêutron, apenas milênios depois em supernovas, com as suas altas fornalhas para gerarem energia suficiente, ocorreu a formação de elementos pesados. Durante a explosão, a matéria atinge velocidades muito grandes, cerca de 10000km/s, permitindo  que eventuais colisões entre as suas partículas originem fusões nucleares de elementos mais pesados tais como o ferro (Fe), chumbo (Pb), ouro (Au), urânio (U) entre outros. Para o ignorante são resultados do acaso. Mas cada vez mais o conhecimento elimina o acaso. Ou seja, a formação da matéria ocorre pelas suas propriedades e a formação do cosmos se dá pelas formações de astros pelas mesmas características que possuem intrinsecamente. O que vai determinar a ocorrência dos elementos e as prosperidades que serão origem do tipo de planeta e se ocorrerá a vida e em que nível de desenvolvimento ela poderá atingir em determinado astro. Assim como o urânio se forma na natureza, a montanha, o vulcão e o raio, tidos há 200 anos apenas como mistérios dos deuses, a vida também faz parte dos fenômenos naturais da matéria. Cabe apenas entender estes mecanismos totalmente naturais como fizemos com os outros tidos como insolúveis por filósofos e religiosos há pouquíssimos anos atrás. Entender e explicar os mecanismos são as palavras chaves e o objetivo da ciência. E elas não estão, como nunca estiveram, a mercê de nossas vontades, desejos e escolhas. Quem alega isto é um enganador que de nada conhece a respeito do tema. Escravos das paixões emocionais, desinformadores profissionais usando o poder de propriedade, de forma abusiva, que lhes foi outorgada erradamente. Profissionais que desejam tomar decisões e impor versão em assuntos os mais diversos para os quais não se prepararam escolarmente e muito menos profissionalmente para tal. Isto que ainda não analisei quando esta desinformação se dá de forma pior, pela busca da venda do espetaculoso, do extraordinário, do irresponsável apregoar de coisas miraculosas pelo seu efeito vendas bem sucedidas e sucessos editoriais acumulados. Que é o campo irmão dos cursos de comunicação social, a publicidade, tão inadequadamente associada ao de jornalismo que deveria possuir uma ética e uma formação bem diversa. Com péssimas escolas públicas e péssimos interlocutores a dominar a mídia, nosso futuro como país não é dos mais promissores. Como lembra Maxwell dos Santos, Aluno de História da Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, ES, em DIPLOMA DE JORNALISMO Dez argumentos pelo fim da obrigatoriedade, em 27/1/2009. (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=522DAC001 )

criado por bandarra    15:26 — Arquivado em: Cidadania, Falsidades, Fundamentalismo, laicismo

16.11.08

No rumo do crê ou morre…

Acordo de Lula e Papa cria cidadão de segunda classe, diz especialista

15/11 - 19:02 - Lívia Machado

SÃO PAULO - A portas fechadas e em uma rápida visita a Roma, o governo brasileiro assinou no dia 12 um acordo com o Vaticano que versa sobre a atuação da Igreja Católica no País. O tema não foi debatido com a sociedade. Para representantes de outras religiões e especialistas, o documento fere a separação entre Igreja e Estado no Brasil, prevista na Constituição. Roseli Fischmann, professora e pesquisadora da USP que há cerca de 20 anos coordena o grupo de pesquisa "Discriminação, Preconceito, Estigma" na universidade, diz que o acordo é gravíssimo porque é uma violência à pluralidade de crenças da população, fere a democracia e cria cidadãos de segunda classe: o católico e o não-católico.

O Governo não ofereceu informação. Optou pelo silêncio, que, obviamente, não deu uma boa impressão. Por que o sigilo? Que tipo de pressão sofreu para isso? Como o presidente faz isso sem abrir para discussão?”, questiona.

O acordo tem 20 artigos. Na proposta inicial, o Vaticano queria estabelecer o ensino religioso "católico romano" como matéria obrigatória do ensino fundamental nas escolas públicas em um dos itens. A Constituição do Brasil permite o ensino religioso nas escolas públicas, mas facultativo: o aluno, ou sua família, pode escolher se quer ou não ter essas aulas.

O governo brasileiro suprimiu a menção à obrigatoriedade, acrescentou a expressão “outras confissões” ao texto e justificou: para assegurar "o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação".

A professora comenta, que em linhas gerais, o artigo se ateve ao que está na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Ela lembra também que "tudo o que se encontra na legislação brasileira poderá ser modificado, o que de certa forma a menção "em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes" procura garantir, ao que parece".

"O que mais se anunciou como polêmico, parece ter sido tratado com cuidado e acabou por se restringir à situação legal atual, mas pelo contexto do todo do documento permite interpretações menos promissoras para a pluralidade religiosa", completa Roseli.

O acordo vai na contramão do que defendem diversas associações científicas. Essas instituições lideram um movimento pelo fim do ensino religioso nas escolas públicas.

Ricardo Stuckert/PR

Lula, subserviente, durante encontro com o Papa Bento 16, em Roma

Roseli questiona tanto a forma como o acordo foi feito quanto o conteúdo. "Se o documento não fere o Estado laico, como diz o governo, deveria ter sido submetido a uma consulta pública. É inaceitável fazer isso na democracia", afirma a especialista.

Com uma cópia do documento na mão, Roseli pontuou à reportagem do iG quais os principais problemas do acordo. A pesquisadora da USP pediu "especial atenção da cidadania e dos congressistas, que têm a possibilidade de não ratificar o acordo, para os três últimos artigos do acordo". Ela recomenda que as pessoas leiam o texto, disponível neste endereço, do fim para o começo.

Segundo Roseli, no final do documento, no artigo 18, está um dos maiores equívocos: “O presente acordo poderá ser complementado”. Ela explica que esse ponto deixa uma porta escancarada para novos adendos e abre precedente para que a Igreja influencie em assuntos ainda mais polêmicos. “O governo assinou e deu liberdade total. Isso pode dar espaço para que a Igreja intervenha em questões como o aborto, casamento de pessoas do mesmo sexo, pesquisa com células troco embrionárias, entre outras.”

A de primeira classe, ocupada pelos católicos, e a de segunda, onde se encaixam todos os representantes da diversidade religiosa do País. “Ele [o acordo] não contempla a liberdade de consciência. Por exemplo, não querer dar religião para os filhos é o direito de uma família. Isso não os torna menos cidadãos brasileiros. Ser ateu, agnóstico, é um direto de foro íntimo. É Absolutamente estigmatizador e criará a cultura de que quem não teve ensino religioso não é íntegro. É preconceituoso, não toca na liberdade de consciência em momento algum.”

O texto do documento também estabelece que o patrimônio cultural da Igreja - as igrejas histórias e as obras de arte - pertencem também ao governo brasileiro e ambos têm a responsabilidade de preservá-lo. A pesquisadora diverge: “A propriedade histórico e cultural é da Igreja, mas quem vai cuidar é o Estado. A posse é da Igreja, mas quem gasta é o Estado, que pode ser chamado para restaurar obras a qualquer momento”.

O documento também formaliza o respeito ao segredo da confissão e indica que a atividade dos sacerdotes não caracteriza vínculo empregatício. A pesquisadora defende que profissionais que dedicam suas vidas a igrejas sejam remunerados: “O direito trabalhista deve existir. Essas pessoas seguem ordens, têm atribuições. Isso é primário. É coisa do inicio do século passado.”.

Para ela, se o acordo for ratificado, o Brasil ficará de mãos amarradas. “Se o acordo passar no Congresso, o Brasil dá poder à Igreja e veta a si mesmo”, afirma Roseli. A pesquisadora diz acreditar que todas as medidas representem um retrocesso na separação entre Igreja e Estado, conseguida há 119 anos. “Parece que foi feito para celebrar, entre aspas, a Proclamação de República, no dia 15 de novembro. Há 119 anos estavam sendo separadas Igreja e Estado. É um grande retrocesso, voltamos no tempo”, asseverou.

Apesar da indignação, a pesquisadora aponta que o documento, por ser um acordo bilateral, ainda passará pela aprovação do Congresso Nacional para ser ratificado. “É preciso uma grande movimentação para que o documento não seja ratificado. Talvez eles compreendam que isso vai contra a Constituição.” A professora destaca que será importante a análise de juristas e de outros estudiosos. "A primeira leitura, no calor da hora, não dispensa o aprofundamento, mas já suscita o alerta", finaliza Roseli.

SILÊNCIO OBSEQUIOSO
Omissão da mídia sobre o acordo com o Vaticano

criado por bandarra    7:22 — Arquivado em: Cidadania, Fundamentalismo, laicismo

9.11.08

Dois pesos, duas medidas…

A REVANCHE

A procuradora Eugênia Fávero, do Ministério Público Federal de São Paulo, qualifica de "decepcionante" o parecer da Advocacia Geral da União (AGU) que considera, mais uma vez, perdoados os crimes de tortura durante a ditadura militar. Para ela, falta uma "postura clara" à cúpula do governo sobre o tema. "Eu não vi o Lula se pronunciar sobre isso", diz. "Acho que falta uma postura institucional".

Na verdade, a posição institucional tem sido clara todas estas décadas decorridas da lei da anistia. E enquanto assistirmos a sobrevivência das FARCS, da ditadura Cubana para nos lembrarmos às décadas em que corremos permanente perigo de soçobrar a uma destas ditaduras marxistas, de lamentável memória para a humanidade e os direitos humanos, pode-se entender o que motivou esta reação (por isto eram chamados de reacionários na época).

Não é por nada que as mesmas “autoridades” que hoje pregam a punição contra a lei da anistia daqueles personagens, são simpatizantes de Cuba, Hugo Chaves, Evo Morales, Rafael Correa, que por sua vez dão sustentáculos as FARCS. Estes personagem que constantemente humilham o Estado Brasileiro impunemente. Tudo muito claro nas suas origens este revanchismo atual. Não são os crimes de trinta anos atrás, que por absurdo que pareça, assassinos, ladrões de banco, terroristas que cometeram atentados contra a vida e seqüestros, sejam vistos como “atos políticos” e os que os combateram, sejam vistos como criminosos pela esquerda raivosa atualmente com o poder na mão. Poder até para indenizar pelos cofres públicos estes mesmos criminosos que cometeram crimes (atentados a bombas, assaltos a bancos, assassinatos, seqüestros) contra as pessoas pela falta de democracia na época. Tudo no fim para justificar a ação da ditadura em se manter no poder até a sua eliminação. Em vez de lutar pela democratização do país, lutavam para aproveitar as circunstâncias para lutar para colocar uma ditadura marxista aqui. Hoje mentem descaradamente dizendo pelos meios de propaganda que lutavam pela democracia. Envergonhados pela queda do muro de Berlim que tanto sonhavam fazer parte.

Na verdade a posição institucional sempre foi clara na lei de anistia ao perdoar tantos as ações políticas como os crimes de ambos os lados. E é o que até hoje tem sido feita pelo poder central. Apenas aqueles criminosos no poder hoje insistem em modificar a lei considerando os crimes que praticaram como políticos, e os crimes reacionários, os crimes de resistência aos Ches da vida, como sendo imperdoáveis. Uma luta travada por eles para direcionar o estado para o passado quanto tanta falta de ação falta nas mesmas autoridades aos crimes atuais que se mostram canhestros e muitas vezes cúmplices na corrupção política. Assim como no passado desagradou enormemente aos que estavam no poder, o perdão dado para criminosos que tiveram que combater, hoje, os perdoados, ao atingirem o poder, se mostram intolerantes com perdão, dos outros apenas! Como foram todos os governos marxistas na história, por sinal. Nada de novo!

criado por bandarra    16:05 — Arquivado em: Cidadania, Falsidades

7.11.08

Estado medieval opressor

 

"Nós, muçulmanos, não permitimos em nosso meio uma pregação agressiva que destruiria nossa fé em nome da liberdade, da mesma forma que cristãos não permitiriam se eles estivessem na nossa situação."
acadêmico iraniano Seyyed Hossein Nasr.

6/11/2008 - 20h35
BENTO 16 PEDE QUE LIBERDADE RELIGIOSA SEJA PROTEGIDA

da Folha Online

O papa Bento 16 pediu nesta quinta-feira que muçulmanos e cristãos de todo o mundo mostrem respeito mútuo e que os líderes das duas religiões atuem para garantir que a liberdade de credo seja respeitada em todas as partes do mundo.

"Líderes políticos e religiosos têm o dever de garantir a liberdade de consciência e a liberdade de religião de cada indivíduo", disse o sumo pontífice católico ao final da primeira conferência de líderes muçulmanos e cristãos, realizada no Vaticano. "Minha esperança é a de que esses direitos humanos fundamentais sejam protegidos para todas as pessoas, em toda a parte."

"A discriminação e a violência que até hoje pessoas religiosas sofrem em todo o mundo, e as freqüentes perseguições às quais eles são submetidos, representam atos inaceitáveis e injustificáveis", afirmou. Bento 16 ressaltou que tais perseguições são ainda "mais graves e deploráveis quando são conduzidas em nome de Deus".

O fórum de três dias no Vaticano, que discutiu formas de diminuir a tensão entre seguidores das duas fés, contou com a participação de 58 líderes e acadêmicos, metade deles cristãos e a outra metade, muçulmanos.

A Santa Sé já protestou publicamente contra o fato de a Arábia Saudita proibir que cristãos pratiquem sua religião em público e contra ataques registrados no Iraque contra seguidores da religião. Mas, durante o fórum no Vaticano, alguns líderes islâmicos ressaltaram que muçulmanos também têm sido vítimas de perseguição.

"Meus irmãos, muçulmanos bósnios, sofreram genocídio", disse o grande mufti (chefe religioso muçulmano) da Bósnia, Mustafa Ceric.

Outro convidado, o acadêmico iraniano Seyyed Hossein Nasr, disse que os seguidores das duas religiões acreditam na liberdade de culto, mas há limites para isso. "Nós, muçulmanos, não permitimos em nosso meio uma pregação agressiva que destruiria nossa fé em nome da liberdade, da mesma forma que cristãos não permitiriam se eles estivessem na nossa situação."

Em 2006, declarações feitas pelo papa ligando muçulmanos a atos de violência provocaram a revolta de muitos seguidores da religião islâmica. O pontífice católico depois pediu desculpas pelo que disse, afirmando que estava citando palavras de um acadêmico medieval e foi mal interpretado porque nunca teve a intenção de fazer uma associação direta entre islamismo e violência.

O incidente levou líderes muçulmanos a lançar um manifesto pedindo que houvesse um diálogo teológico mais profundo entre as duas religiões. "Muçulmanos e cristãos têm abordagens diferentes em assuntos relacionados a Deus", disse o papa, "mas devem se considerar membros de uma só família".

Parece que Deus tem uma norme dificuldade para se comunicar com os seus criados a sua imagem e semelhança, pois estes estão sempre seguindo caminhos diferentes para oprimir as pessoas.  Não sabe, este desenhista inteligente, saber se entender o que realmente quer, criando apenas mais guerras e mortes pela fomentação da intolerância religiosas entre os diferentes, e os simplesmente divergentes! Xiitas que matam sunitas, católicos que matam protestantes…

Onde são minorias, se fazem de tolerantes, onde são maioria, são sanguinários intolerantes. Contra Hindus, Cristãos, judeus, budistas, qualquer divergente…

criado por bandarra    7:40 — Arquivado em: Cidadania, Fundamentalismo, Intolerância

27.6.08

Ótima idéia…

O Observatório Social de MaringáOSM vinculado a SER - Sociedade Eticamente Responsável, resultante do movimento pela cidadania fiscal, atua como instrumento na busca da transparência na administração dos recursos públicos, prerrogativa prevista nos artigos 5º incisos XXXIII e XXXIV, 31 § 3º da Constituição Federal.

criado por bandarra    9:28 — Arquivado em: Cidadania

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