Mordaz

Este espaço tem uma visão crítica da ciência, do humanismo e do laicismo como base para as relações do homem com a natureza e das relações dos homens entre si. Este tripé é a base das relações sociais que devem ser usadas.

31.12.08

TIBET, uma sociedade medieval atrasada e primitiva

13/01/2004 às 00:00:00 - Atualizado em 19/07/2008 às 15:41:28

Vida de mãe de santo

Jornalista Externo

O filho escolhido: criança séria e misteriosa.

Autobiografia da mãe de um líder espiritual reverenciado em todo o mundo, Dalai Lama, Meu Filho (Ediouro, 208 páginas, R$ 29) deveria ser neutro como convém a um livro budista e politicamente isento como se espera de uma obra do gênero.

No entanto, a vida de Diki Tsering, também conhecida como a “avó do Tibete”, foi dura demais para que a camponesa, destinada a ser a mãe do décimo quarto Dalai Lama, perdesse a oportunidade de criticar duramente uma sociedade de castas que discrimina as mulheres. Tinha como meta criar filhos e ser uma boa esposa. Iletrada, transformou-se na mãe do Buda reencarnado. Queria viver para sempre numa aldeia do Tibete. Teve de fugir com a família e morrer no exílio. Enfim, nada do que planejou deu certo. Exceto Sua Santidade, o Dalai Lama, seu maior orgulho.

Publicado no exterior pelo sobrinho do lama, Khedroob Thondup, oficial do Parlamento-em-exílio do Tibete, a biografia de Diki Tsering é uma espécie de As Boas Mulheres da China do mundo ancestral. O que o livro da moderna chinesa Xinran fez por suas compatriotas, vítimas de uma cultura patriarcal e repressora, o da mãe do Dalai Lama faz pelas mulheres tibetanas, oprimidas pelo mesmo poder arcaico.

Mesmo assim, a avó do Tibete considerava-se uma mulher “tradicional”. Anacrônica, jamais. Contrariando o espírito do site oficial do governo do Tibete no Exílio, que passa uma imagem pasteurizada da sua história para o mundo, Diki Tsering afirma, no livro, que as mulheres tibetanas nunca tiveram seus direitos reconhecidos. E mais: muitas cometeram suicídio pressionadas pelas famílias dos respectivos maridos ou foram brutalmente assassinadas por conduta imprópria.

Aterrorizadas por superstições ou perseguidas por espíritos malignos, parindo solitariamente em estábulos ou trabalhando como escravas para as famílias dos maridos, as mulheres tibetanas do tempo da mãe do Dalai Lama só não comeram o pão que o diabo amassou porque morreram antes - de desnutrição.

A vida na província de Amdo não era fácil. O livro informa que uma mulher adúltera podia ser simplesmente eliminada por familiares do marido a pedido do homem traído. Viúvas eram consideradas socialmente mortas nos três anos subseqüentes à morte do patriarca - e, de resto, continuavam assim até que a família decidisse resgatá-las para o casamento.

Megeras

Sogras eram piores que as megeras das piadas. A mãe de Sua Santidade foi tratada como escrava pela sua. Trabalhou de sol a sol. Passou fome. Perdeu filhos, levados por “espíritos maus”, até chegar à quinta gravidez, quando, finalmente, teve um bom augúrio, o nascimento do Dalai Lama. Criou 16 filhos, das quais só sete sobreviveram, três deles destinados a virar lamas encarnados, provavelmente parecidos com Sua Santidade, que gostava de ordem, vivia arrumando sua trouxinha de roupa e alertava a todos que deveriam se preparar para deixar o Tibete. E assim foi. A família partiu para o exílio em 1959, quando os chineses invadiram o Tibete, confirmando a primeira profecia do pequeno Buda.

Sua mãe, que deixara de ser a simples camponesa para ser tratada como uma rainha, já havia perdido a liberdade muito tempo antes, em Lhasa. Ao descrever a casta budista, revela que sempre se viu como proscrita entre os aristocratas do Palácio Potala. Tão isolada que não hesita em relatar com detalhes a luta pelo poder entre os grandes, que levou seu marido à morte - provavelmente envenenado - e abriu caminho para a invasão chinesa. Nunca mais retornou ao Tibete. Morreu no exílio, depois de ver dezenas e dezenas de filmes musicais indianos, sua principal diversão. Detalhe: nunca entendeu os diálogos em hindi.

O menino Lama era obcecado por ordem

Da infância do lama ela fala pouco - o suficiente para confirmar que é mesmo um eleito, nascido de madrugada, antes do sol. Introvertido, vivia dentro de casa, obcecado pela ordem. Seu pai passou dois meses de cama. Desmaiava se tentasse ficar de pé e, nessas ocasiões, via os rostos dos ancestrais. Como não conseguia dormir à noite, mantinha a mulher acordada e durante todo esse período aconteceram fatos estranhos na casa, até que Sua Santidade nasceu, curando milagrosamente o pai.

Os cavalos pareciam enlouquecer. Saíam em disparada quando alguém se aproximava. Durante três anos não caiu uma gota de chuva na aldeia, que registrou uma dramática escassez de alimentos. A família só sobreviveu graças à ajuda dos monges de Kumbum.

Parece mais uma versão bertolucciana da vida do lama, algo como O Pequeno Buda. E foi, de fato. A mãe garante que Lhamo Dhondup era diferente de seus outros filhos desde o início. Uma criança séria, seriíssima. Quando visitava amigos ou parentes, não bebia chá de outra xícara que não fosse a da mãe.

Não deixava ninguém tocar em seu cobertores e, se topasse com um moleque brigão, pegava logo uma vareta e saía em perseguição ao desalmado. Sempre detestou fumantes. Parentes e amigos morriam de medo do garoto de 1 ano, que os olhava interrogativo. Quando a mãe perguntava de onde vinha, respondia com naturalidade: do céu.

Aos 2 anos, a comitiva que saiu em busca do décimo quarto lama chegou em Taktser e confirmou: Lhamo era mesmo o eleito. Havia escolhido o cajado certo, deixado propositalmente num canto pelo líder da comitiva que, surpreso, viu o menino tirar de suas roupas um rosário e insistir que o objeto de culto era dele, isso dito no dialeto de Lhasa, que bem poucos falam.

Invasão

As conversas com os religiosos budistas só rarearam quando os chineses invadiram o Tibete. A parte final da autobiografia é dedicada a uma descrição nada simpática do regime comunista. A mãe do lama diz que a família foi espionada em Taktser. Conta que planejou fugir vestida de monja (acabou escolhendo o disfarce de soldado) e que os chineses vingaram-se da fuga de sua família matando tibetanos em Lhasa. No entanto, tradições não se negam nem se esquecem, escreve a mãe do lama. “Elas o fazem ser quem você é e definem o que você quer ser”. Diki Tsering escolheu a tradição e foi mãe de três lamas encarnados. O tempo vai se encarregar de dizer se fez a escolha certa.

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30.12.08

Poluição desnecessária para o século XXI

30/12/2008 - 15h11

Associação solta 114 mil balões em comemoração ao Ano-Novo em SP

da Folha Online

A ACSP (Associação Comercial de São Paulo) se despediu do ano de 2008 soltando 114 mil balões biodegradáveis, lançados ao ar no Pátio do Colégio, na região central de São Paulo, às 12h desta terça-feira.

Alexandre Meneghini/AP
Tradição começou em 1992 com apenas 100 balões; em 2008 foram 114 mil em SP
Tradição começou em 1992 com apenas 100 balões; em 2008 foram 114 mil em SP

Segundo a assessoria da associação, a entidade optou por lançar 114 mil balões em comemoração aos seus 114 anos de existência.

A tradicional despedida do ano acontece desde 1992 em São Paulo. Na ocasião, foram lançados apenas 100 balões de gás.

No ano seguinte, saltou para 1.000 balões. Em 2002, o número de balões saltou para 50 mil; em no ano seguinte foram 55 mil, depois 110 mil (2004), chegando a 11 mil em 2005 e a 112 mil em 2006 –até atingir os 114 mil balões lançados hoje.

A idéia de comemorar o Ano-Novo com balões foi pelos funcionários da entidade, que decidiram trocar a tradicional “chuva de papéis picados” por balões, evitando a sujeira e a poluição da cidade.

A sociedade podia passar sem o papel picado, mas esta ação de jogar balões de borracha é muito pior e desencessária.

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27.12.08

Conflito sectário sem fim entre islâmicos

Oriente Médio

Sábado, 27 de dezembro de 2008, 16h01

Estudo: mais de 98 mil civis morreram no Iraque desde 2003

A violência sectária caiu drasticamente no Iraque em relação aos níveis de 2006-2007, mas os ataques contra as forças dos Estados Unidos e do governo local continuam e também causam a morte de civis iraquianos, afirma um novo estudo divulgado neste sábado.

Em 2008, pelo menos de 8,3 mil a 9 mil civis foram mortos no Iraque, elevando para 98,4 mil o número total de mortes de civis desde a invasão liderada pelos EUA, em 2003, afirmou em um novo relatório a entidade de defesa dos direitos humanos Iraq Body Count.

Vinte e cinco civis morreram por dia em 2008, constatou o estudo. Embora essas cifras estejam bem abaixo das de 2006-2007, quando pelo menos 48 mil civis foram mortos, são comparáveis aos números do período de violência em 2003-2004.

A primeira coisa é que houve um decréscimo muito, muito significativo nas mortes violentas no último ano, e essa redução foi maior em Bagdá”, disse John Sloboda, co-fundador e porta-voz da entidade.

Ainda assim, “ninguém estava dizendo em 2004 que os níveis de violência eram aceitáveis. As pessoas falavam de um país em declínio terrível. Agora, só houve uma melhoria em relação ao chocante pico de violência em 2006 e 2007“, disse ele.

A entidade recolhe os números de mortos divulgadas pela imprensa e outras fontes, mas reconhece que o saldo real de vítimas em mais de cinco anos de guerra no Iraque pode ser bem mais alto.

Sloboda disse que a queda na violência em 2008 reflete uma decréscimo nas mortes sectárias ou “intercomunais“, que haviam aumentado enormemente em decorrência do conflito entre a minoria árabe sunita e a maioria árabe xiita depois do atentado contra um santuário xiita em fevereiro de 2006.

Para estancar a violência, os EUA enviaram mais dezenas de milhares de soldados ao Iraque em 2007, fato que o governo de George W. Bush considerou ter sido o grande motivo da melhoria da segurança.

Outros argumentam que o recente apoio dos líderes tribais sunitas ajudou ou afirmam que a violência caiu depois que a cidade de Bagdá sofreu ampla reorganização, passando a ter áreas exclusivas para cada seita.

Sloboda disse que prosseguem os ataques contra as forças dos EUA e de outros países, contra a polícia, os soldados e autoridades iraquianas, além dos membros das patrulhas locais, normalmente formadas por ex-insurgentes.

Como a violência é na realidade contra a ocupação, é improvável que caia enquanto a ocupação continuar“, disse ele.

As sombrias estimativas surgem no momento em que os EUA se preparam para reduzir suas tropas no Iraque, hoje integradas por 143 mil soldados, e restringir suas operações antes de 2012, o prazo final estabelecido para a retirada.

O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, planeja remover tropas dentro de 16 meses.

Desde 2003, mais de 4,2 mil soldados norte-americanos e mais de 175 britânicos morreram no Iraque.

O estudo revela que as mortes de civis iraquianos nas quais estão envolvidas forças estrangeiras chegaram a 584 em 2008, enquanto em 2007 eram de 1.359.

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25.12.08

A vanguarda do atraso

Oriente Médio

Quinta, 25 de dezembro de 2008, 15h26

Paquistão: Talibã ameaça explodir escolas que aceitem meninas

Militantes do Talibã no vale do Swat, ao noroeste do Paquistão, ameaçaram matar meninas que freqüentarem as escolas da região. A ameaça foi feita por um comandante local do grupo e transmitida por uma rádio pirata. Os militantes deram um prazo até o dia 15 de janeiro para que os pais parem de mandar suas filhas à escola e disseram que o grupo irá explodir colégios que matricularem meninas.

As escolas para meninas foram alvos de ataques diversas vezes. No entanto, essa é a primeira vez que o Talibã proíbe que as estudantes freqüentem as aulas. Um porta-voz do grupo disse que a proibição permanecerá em vigor até que os princípios da sharia - conjunto de leis islâmica - sejam adotados por completo na região.

Educação
Neste ano, mais de 130 escolas públicas foram queimadas apenas no vale do Swat, deixando mais de 70 mil estudantes sem educação. Essas escolas não são instituições religiosas islâmicas e ensinam disciplinas a partir do currículo sugerido pelo governo paquistanês. Por isso, são consideradas pelos insurgentes como símbolos do governo.

No comunicado transmitido no vale do Swat, o Talebã declarou que, além das escolas do Estado, as particulares também serão destruídas se matricularem estudantes meninas.

Moradores da região afirmam que os ataques nos colégios prejudicaram de maneira significativa a educação de jovens de ambos os sexos na região. Aqueles que têm condições financeiras para deixar a localidade, se mudaram para outras regiões, mas a maioria pobre não tem outra opção senão manter suas filhas em casa.

BBC Brasil

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24.12.08

Medieval, cada vez uma civilização mais medieval!

Oriente Médio

Quarta, 24 de dezembro de 2008, 16h08

Jordânia: estudantes aderem ao islamismo conservador

Muhammad Fawaz é um universitário muito sério, de olhar severo, e seu sorriso relutante mal consegue ocultar a raiva que sente. Fawaz não queria estudar na Universidade da Jordânia e odeia as horas que gasta viajando para lá a cada dia.

Quando estava no segundo grau, ele sonhava em conquistar uma bolsa e estudar no exterior. Mas isso foi impossível porque lhe faltam wasta (conexões sociais). Na Jordânia, essas conexões são essenciais para subir na vida, e o sistema wasta é mencionado rotineiramente pelos jovens do país como sua principal queixa quanto à situação nacional.

Por isso, Fawaz, 20 anos, decidiu se rebelar. Adotou o aspecto sereno e determinado de um ativista islâmico. No segundo ano de estudos, foi admitido a um grupo de alunos afiliado à Irmandade Muçulmana, o maior e mais influente movimento religioso, social e político da Jordânia, cujo objetivo último seria ver o país governado de acordo com a lei islâmica, ou shariah. Agora, ele trabalha recrutando novos estudantes para a causa do islamismo.

“Encontrei justiça no movimento islâmico”, diz Fawaz, em uma caminhada por sob os ciprestes do campus da universidade. “Posso me expressar. Não preciso de wasta“.

Em todo o Oriente Médio, jovens como Fawaz - irritados, alienados e privados de oportunidades - aceitaram o Islã como agente de mudança e rebelião. É o seu equivalente do rock, dos cabelos longos e das roupas hippies. Por meio do islamismo, desafiam o sistema, movidos pela vontade de reforma política e de justiça social. Esse fervor ajudou a popularizar uma interpretação mais conservadora da fé.

“O islamismo, para nós, exerce o mesmo papel que o pan-arabismo exercia para os nossos pais”, diz Naseem Tarawnah, 25 anos, redator e blogueiro que não faz parte do movimento.

As implicações disso em longo prazo devem dificultar os cálculos da política externa americana, porque podem tornar mais complicado manter o apoio a governos que não permitem que movimentos políticos laicos ou religiosos moderados atuem.

Washington também deve encontrar mais dificuldade para manter sua rejeição aos líderes de grupos como a Irmandade Muçulmana, no Egito; o Hamas, em Gaza; e o Hezbollah, no Líbano, que atraem forte simpatia popular.

Os líderes dos países muçulmanos tentam apaziguar os sentimentos do público, enquanto fazem todo o possível para desencorajar o Ocidente de iniciar contatos diretos com os movimentos religiosos. Eles vêem a perspectiva de um degelo no relacionamento entre a região e o Ocidente, e consideram esses grupos como ameaça ao seu monopólio sobre o poder. Os governos autoritários consideram uma relativa moderação como desafio político mais grave que o extremismo, que é um problema de segurança e pode ser enfrentado com métodos mais duros.

“O que acontece se os islâmicos aceitarem o processo de paz e se tornarem mais pragmáticos?”, questiona Muhammad Abu Rumman, editor de pesquisa do jornal Al Ghad, em Amã. “As pessoas os vêem como menos corruptos e como a única oposição verdadeira. Israel e os Estados Unidos podem discordar. O regime teme que a Irmandade venha a se tornar mais pragmática”.

A crise financeira só agrava as ansiedades dos governos do Oriente Médio, que esperavam que o desenvolvimento econômico pudesse apaziguar seus cidadãos, criar trabalho para as legiões de jovens desempregados e subempregados e diluir o apelo dos movimentos islâmicos. Mas a crise e a queda nos preços do petróleo tiveram profundo impacto, forçando uma pausa no boom econômico da região do Golfo Pérsico e no modesto crescimento dos demais países da área.

Nesse ambiente, os governos se vêem forçados a enfrentar uma realidade que eles mesmos criaram. Ao sufocar a democracia e a livre expressão, o único espaço no qual grupos podem se reunir e debater idéias é a mesquita, e os únicos movimentos capazes de prosperar são os religiosos. Hoje, a busca por identidade no Oriente Médio não envolve mais uma tensão entre moderados e religiosos. A religião venceu.

A luta agora gira em torno de definir o que constitui uma sociedade e um governo islâmicos. Zeinah Hamdan, 24 anos, percorreu uma trajetória típica na Jordânia. Ela diz que deseja um governo mais religioso, orientado pela shariah, e começou a usar o véu que protege o rosto das mulheres islâmicas em público mais cedo que qualquer pessoa em sua família.

Mas, quando estava na faculdade, ela se sentiu ofendida ao ser advertida por um estudante islâmico depois de apertar a mão de um jovem colega. Ela quer ser uma mulher religiosa moderna, e define esse termo como poder trabalhar e manter convívio social em ambientes mistos.

“Caso implementemos a shariah, ficaremos mais confortáveis”, disse. “Mas o que poderia acontecer caso as pessoas que venham a conquistar o poder sejam os extremistas?”

Como outras pessoas na Jordânia, ela se sente dividida entre seu desconforto ante o que vê como atitudes extremas da Irmandade Muçulmana e sua alienação quanto a um governo que ela não considera como suficientemente islâmico. “É muito difícil ficar no meio”, afirma Hamdan.

criado por bandarra    16:32 — Arquivado em: Fundamentalismo, Intolerância

Eles adoram enganar e viver no engano!

Quentinhas

Quarta, 24 de dezembro de 2008, 06h14

Itália: padre irrita pais ao dizer que Noel não existe

O padre Dino Bottino, da paróquia da Igreja do Sagrado Coração, em Novara, no norte da Itália, nunca podia imaginar a revolta que iria criar quando disse às crianças que nem o Papai Noel, e nem a bruxa boa chamada Befana, que traz presentes no ano-novo às crianças italianas, existem de verdade.

» Professor diz que Papai Noel não existe e é demitido

Bottino contou o segredo para as crianças durante uma missa em meados deste mês.Dezenas de pais reclamaram. “Você estragou o Natal dos meus filhos”, disse uma mãe revoltada. Um jornal local publicou as queixas dos pais.

Mas o padre Bottino não se abalou. “Eu disse às crianças que o Papai Noel era uma invenção que não tinha nada a ver com a estória do Natal cristão. E eu repetiria isso de novo, se tivesse chance!”, afirmou o prelado.

Bottino disse que nunca teve a intenção de magoar ninguém, mas tem o dever de distiguir a realidade de Jesus da estória do Papai Noel, que é uma fábula como Cinderela e Branca de Neve.

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21.12.08

A fuga pela via religiosa pela desilusão da religião sem Deus

América Latina

Domingo, 21 de dezembro de 2008, 17h46

Em Guantánamo, cubanos acham refúgio na religião

Confesso que vim a Guantánamo porque assinar um texto jornalístico de um local como esse é mais prestigioso do que uma assinatura como “em Dusseldorf” ou “em Haia”. Como “em Sarajevo” ou “em Gaza”, um texto que vem de Guantánamo atrai mais a atenção dos leitores.

Eu estava em Santiago de Cuba, onde o cinqüentenário da revolução de Fidel Castro será celebrado em 1° de janeiro. Estava quente, e ninguém sabia se Fidel, adoentado, apareceria, ou onde exatamente a celebração seria realizada. Eu pensei que tomaria um carro e iria até Guantánamo, porque nunca se sabe.

Uma noite antes de minha viagem, uma banda se apresentou no terraço de meu hotel tocando Guantanamera, a melancólica melodia sobre a jovem camponesa de Guantánamo. Pensei que era estranho que um local no passado associado a uma história de amor agora evocasse imagens sombrias associadas à guerra de George W. Bush contra o terrorismo.

Guantanamera. Assim que ouvi a canção, não conseguia mais tirar o refrão da cabeça. Será que eu veria por lá uma mulher sedutora e orgulhosa que se enquadraria à imagem que a canção evoca? Jornadas sem destino certo podem trazer surpresas agradáveis. Sim, eu iria mesmo a Guantánamo, para visitar a base naval dos Estados Unidos e o que mais houvesse para ver.

É uma viagem de duas horas, de Santiago, complicada pela ausência de placas nas estradas, uma idiossincracia cubana. Passei sem ver a entrada pela cidade construída em uma encosta, por trás da qual a baía apresenta um brilho prateado refletido pela torre de controle norte-americana que se vê à distância. Que lugar estranho para reunir um bando de iemenitas.

Igreja lotada

Depois de encontrar o retorno para Guantánamo, dei carona a uma mulher que me contou trabalhar em uma prisão de Havana por salário de US$ 20 ao mês, e que estava lá para visitar os filhos, de quem sua mãe estava tomando conta, depois de um doloroso divórcio.

Perguntei se ela pensava em sair do país e ela respondeu que não, mas que gostaria de ter parentes no exterior que lhe enviassem dinheiro. Paramos na praça principal de Guantánamo. Caía a noite. Velhos sentavam-se nos bancos da praça, sob as palmeiras. Atravessei a praça a caminho da igreja de Santa Catarina de Ricci, pintada de branco; as pesadas portas de madeira estavam abertas.

Uma surpresa me aguardava: a igreja estava lotada. Um jovem padre, usando uma batina verde brilhante, estava dizendo a missa. As palavras que me receberam quando entrei foram “la Misa es siempre un encontro com Dios”. Não conheço bem o catolicismo. Mas tive uma sensação física de alívio.

Depois de 10 dias em Cuba, com seus hinos ao heroísmo de Che Guevara, à revolução e ao socialismo, o padre parecia uma figura misericordiosa. Em lugar de deificar Fidel e a utópica perfectibilidade da humanidade, ele falava da falibilidade humana, e do consolo na salvação religiosa.

The Power and the Glory, obra-prima de Graham Greene, me veio à memória, com seu padre condenado observando, da cela, que “quando você visualiza um homem ou mulher cuidadosamente, é sempre possível começar a sentir piedade - essa é uma qualidade que a imagem de Deus porta em si”.

Fiquei como que hipnotizado, parado na porta; as relações entre Cuba e a Igreja Católica melhoraram nos últimos anos, especialmente desde a visita de João Paulo II em 1998. O ateísmo deixou de ser peça central da doutrina revolucionária.

O padre começou a contar a parábola dos talentos. Como um homem rico, ao sair em viagem, deu cinco talentos (uma moeda antiga) a um de seus criados, dois a um segundo e um ao terceiro. O criado que recebeu cinco talentos os investiu bem e dobrou seu capital. O criado que recebeu dois talentos fez o mesmo. O terceiro, temeroso do patrão, enterrou a moeda e nada fez.

Os dois primeiros, com isso, “compartilham da alegria de Nosso Senhor”, e o terceiro, “maligno e indolente”, termina “na mais completa escuridão”. O padre perguntou em que parte da Bíblia estava a parábola. Uma criança levantou a mão e respondeu: “Mateus!”

A criança estava certa. Mas o que dizer sobre essa parábola em uma terra na qual não há coisa alguma em que investir? Será que se tratava de uma parábola sobre o espírito empreendedor, tal como a definiu certa vez o primeiro-ministro conservador australiano John Howard? Um lembrete de que, quando você tem posses, é preciso ampliá-las e que, quando a palavra de Deus lhe é confiada, cabe a você garantir que ela se difunda?

Ou estaríamos falando de uma parábola que fala sobre o custo de resistir à autoridade, de denunciar os maus feitos como o terceiro criado, que define seu patrão como “um mau homem, que colhe o que não semeou?” Será que a parábola se refere à coragem requerida para enfrentar o totalitarismo e seus ricos líderes?

Eu fiquei cogitando a respeito, mas prefiro o mistério a respostas. Já havia visto a prisão norte-americana em Guantánamo. Já havia percebido o sofrimento da mulher a quem dei carona. Havia acabado de deixar o desastre financeiro de Nova York, criado pela cobiça de multiplicar posses, e chegado ao desastre econômico de Cuba, gerado por um regime comunista que se recusa a encarar a realidade.

Sim, piedade. E se o padre tinha o poder de transformar a hóstia na carne e sangue de Cristo, e se as pessoas ali reunidas acreditavam nele e se consolavam com a cerimônia, eu me sentia pronto a inclinar a cabeça em silêncio. E era por isso, aparentemente, que eu tinha de ir a Guantánamo.

Tradução: Paulo Migliacci ME

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20.12.08

Darfur, ou a proteção que a fé nos dá…

Darfur, no Sudão, cenário de um genocídio silencioso,
é um lugar sem lei e sem espaço para a misericórdia divina.
Seria também um lugar sem nenhuma esperança, não
fosse o trabalho humanitário de um batalhão de abnegados

MENTIRAS GOZOSAS

“Precisamos do Cristo não porque os homens se esquecem de ter fé, mas porque, com freqüência, eles abandonam a Razão e cedem ao horror”.”

A longa tradição de guerras religiosas desmentem esta proteção que nunca existiu!

s.

criado por bandarra    8:17 — Arquivado em: Falsidades, Fundamentalismo, Intolerância

13.12.08

Proteção garantida

Josias, filho de Amom, rei de Judá e Jedida, filha de Adaías. Começou a reinar com apenas oito anos de idade e reinou em Jerusalém por trinta e um anos. Seu reinado vai de 642 à 640 a. C.


Na Batalha de Megido no ano 609 AC, as forças do Egipto lutaram contra o Reino de Judá. O Egipto com Neco II estava aliado com os Assírios contra os Babilónios. Nesta batalha, registada na Bíblia, os egípcios derrotaram fácilmente o Reino de Judá, matando também o seu rei Josias.

Rei piedoso, Josias durante seu governo procurou fazer tudo de acordo com a Lei do Senhor, foi temente e fiel ao seu Deus, por esse motivo seu governo foi de paz. Contudo. A profetisa Hulda, profetisa grandes males para o povo de Judá por causa dos pecados de seus pais.

Josias permaneceu nos conselhos do seu Deus e manda purificar o templo do Senhor e queimar tudo que era usado nos cultos a Baal, destituiu os sacerdotes que sacrificavam aos deuses, e eliminou de Judá todo e qualquer lugar de idolatria; eliminou também os feiticeiros, médiuns e toda abominação com a qual o povo de Judá havia se contaminado; deu ordem para que celebrassem a Páscoa.

Já no fim do seu reinado, o faraó Neco foi lutar contra os medos e babilônios. Pediu a Josias permissão para atravessar o território israelita.  Josias negou, e em vez de permanecer em defesa na fortaleza de Megido, preparada para agüentar cercos prolongados, pois possuía muito menos guerreiros do que o faraó, saiu contra os egípcios em campo aberto, apesar de ser alertado pelo faraó a não fazer isso, não atendeu e foi mortalmente ferido por Neco. Josias foi sepultado em Jerusalém com seus pais. O profeta Jeremias compôs uma bela elegia, a qual durante muito tempo era cantada ou recitada todos os anos. Em seu lugar reinou seu filho Jeoacaz.

O que deve ter levado Josias a fazer esta loucura deve ter sido a fé de que teria proteção de Deus sendo uma guerra justa (do seu ponto de vista judeu) e que Deus realmente existia para lhe proteger, como povo escolhido!

Batalha

Á frente do seu grande exército, composto de uma maneira geral de mercenários, seguiu pela rota costeira via Maris até á Síria, apoiado pela sua frota ao longo da linha costeira, avançando através do Reino dos Filisteus e Sharon, preparou a travessia dos montes para alcançar a grande planície virando para sul para Esdraelon (Vale de Jezreel); mas encontrou a passagem bloqueada pelo Exército Judaico.

O seu rei, Josías, por causa do seu medo, se Neco tivesse sucesso , a sua própria posição ficava em perigo, ou por causa de ele ter entrado em escaramuças com Nabopolassar, decidiu opôr-se para travar o avanço do Exército Egípcio, ocupando uma forte posição perto de Megido, como é relatado no Livro de II de Reis 23:29. Em vão Neco procurou persuadir Josías a retirar, deixando a passagem livre. Josías não acedeu e inevitavelmente o combate chegou. Como era de prever o exército egípcio caiu em cima do exército judaico, dizimando-o totalmente, e ainda matando o Rei Josías com os seus arqueiros.

O Após Batalha

Judá caiu para o controlo e influência do Egipto.  No seu retorno da Síria e Mesoptâmia , Neco II, capturou e despôs Jehoahas, o filho de Josías que tinha sucedido ao seu pai no trono. O Faraó deu um tributo de 100 talentos de prata e um talento de ouro ao reino, e apontou o seu irmão mais velho Eliakim como rei. Neco também mudou o nome do novo rei para Jehoiakim. Jehoahaz foi levado prisioneiro para o Egipto, onde se tornou no primeiro rei de Judá a morrer no exílio.

criado por bandarra    18:02 — Arquivado em: Falsidades, Fundamentalismo

11.12.08

Radicalização

11/12/2008 - 11h27
Político de direita israelense elogia a Alemanha nazista

Político de direita israelense elogia a Alemanha nazista

da France Presse

Um candidato a deputado do Likud, principal partido da oposição de direita de Israel, Mosheh Feiglin, fez em 1995 uma apologia da Alemanha nazista e elogiou Adolf Hitler, informou nesta quinta-feira a imprensa israelense.

Feiglin, que pode ser eleito nas eleições legislativas de 10 de fevereiro, declarou em uma entrevista publicada pelo jornal “Haaretz” em 8 de dezembro de 1995 que “o nazismo permitiu à Alemanha sair de uma situação de miséria e a levou a uma situação fantástica, do ponto de vista físico e ideológico“.

Uma juventude esfarrapada e suja se tornou uma parte disciplinada da sociedade e a Alemanha teve um regime exemplar, uma justiça de verdade e ordem pública“, acrescentou.

Na entrevista, Feiglin qualificou Hitler de “gênio militar incomparável“. “Hitler apreciava a boa música. Era um pintor e os nazistas não eram um bando de vadios. Somente usavam vadios e homossexuais“, prosseguiu o político israelense.

Feiglin tentou suavizar em 2005 as declarações em uma entrevista ao jornal “Maariv”, ao alegar que dizer que Hitler era um gênio militar “não significa que o admire”.

Feiglin, que coordenava o grupo de ultradireita Liderança Judaica, entrou há alguns anos no Likud. O líder do partido, Benjamin Netanyahu, tentou em vão obstruir a carreira política dele. Feiglin ganhou espaço no Likud e ajudou muitos membros da ala dura, contrários a concessões aos palestinos e à Síria, a ter boas posições nas listas para as eleições.

 

Moshe Feiglin Moshe Feiglin nasceu em 1962 e é líder da Liderança Judaica Juvenil do Likud o partido liderado por Benjamin Netanyahu, ele já foi condenado a serviços públicos por ter incentivado uma tentativa de revolução. Ontem foi a segunda vez que Moshe Feiglin participou de uma eleição interna no partido na tentativa de assumir sua liderança, na primeira vez ele conseguiu somente 12% e ontem chegou a 28%. Entre as bandeiras erguidas pelo movimento de Moshe Feiglin está o levantamento de um Estado Judaico cuja a constituição seja baseada nas leis judaicas e na tradições religiosas onde Israel dominaria sobre todos os territórios da Grande Terra de Israel e cujo os moradores árabes receberiam estatus de moradores permanentes porém poderiam votar somente para seu parlamento(parlamento árabe) que cuidaria de suas questões sociais, na liderança do Estado de Israel somente poderiam participar judeus. Benjamin Netanyahu e o medo do extremismo Benjamin Netanyahu têm feito de tudo afim de isolar Moshe Feiglin, que para ele representa a radicalização e o extremismo no partido de direita Likud Para e o medo do extremismo a expansão de Moshe Feiglin e uma possibilidade deste subir ao poder poderia levar o país ao retorno a idade média e a transformação de Israel em uma nação religiosa. Ao mesmo tempo, Benjamin Netanyahu teme que um envolvimento do partido Likud com a extrema direita representada por possa enfraquecer o partido e levá-lo a perda de mais mandatos nas próximas eleições. Cheiro de Falso Messias no Ar Moshe Feiglin pode representar o que o judeus ortodoxos e sionistas estão sonhando a décadas, o Mashiach,, que os judeus messiânicos e cristão temem ser o Falso Mashiach, pois o verdadeiro é Yeshua. Ele está alcançado carisma entre os religiosos e sionistas, prometendo um país grande e unificado e quem sabe, paz. Moshe Feiglin não é um santinho, ele sabe muito bem qual caminho está escolhendo, ele se baseado nas “escrituras” para tirar proveito político e creio que este tipo de gente é o mais perigoso que pode haver para a humanidade. A subida de Moshe Feiglin poderá representar o início da perseguição aos milhares de judeus messiânicos no país e por em risco dezenas de anos de testemunho do povo que crê no Mashiach. Judeus e estrangeiros poderão ser obrigados a viver uma vida segundo os ortodoxos e mesmo uma viagem durante o sábado poderá ser considerado um crime bem como o acender de luzes ou o uso de elevadores. O radicalismo religioso do movimento de Moshe Feiglin poderá vir a transformar Israel em um país aos moldes do Irã o que pode por em risco toda a humanidade, pois onde a radicalismo há loucura, e nós sabemos o que pode resultar o radicalismo iraniano misturado com o radicalismo israelense(se assim for). Motivo de Intercessão Creio que não podemos estar passivos espiritualmente em relação a Israel, e cabe a nós, servos do altíssimo intercedermos ao Senhor para que Ele envie para Israel líderes segundo o Seu Coração e não líderes egoístas e presunçosos. Que Adonai envie a Israel líderes quem amem ao Senhor e ao seu povo mais do que ao seu bolso ou seu ego pessoal. Shalom desde Sião, Diretor do Cafetorah.com

criado por bandarra    14:34 — Arquivado em: Fundamentalismo

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