Mordaz

Este espaço tem uma visão crítica da ciência, do humanismo e do laicismo como base para as relações do homem com a natureza e das relações dos homens entre si. Este tripé é a base das relações sociais que devem ser usadas.

29.3.08

Ou crê, ou morre ainda é uma realidade no Islã

Religião
Domingo, 23 de março de 2008,

Magdi Cristiano Allam

MUÇULMANO CONVERTIDO POR PAPA DIZ QUE CORRE PERIGO

O autor muçulmano e crítico do fundamentalismo islâmico que se converteu ao cristianismo pelas mãos do papa Bento XVI disse hoje que percebeu que sua vida corre grande perigo, mas que não se arrepende de sua conversão.

"Eu sei contra quem estou lutando, mas enfrentarei meu destino com a cabeça erguida e com a força interna de quem tem certeza sobre sua fé", disse Magdi Allam.

Em uma ação surpresa no sábado à noite, o papa batizou o egípcio de 55 anos em um missa na véspera da Páscoa na Basílica de São Pedro, que foi transmitida por todo o mundo.

A conversão de Allam para o cristianismo foi mantida em segredo pelo Vaticano até menos de uma hora antes da missa.

Escrevendo para a edição de domingo do jornal Corriere della Sera, do qual ele é sub-diretor, Allam disse que "… as raízes do mal são da natureza de um islamismo que é psicologicamente violento e historicamente conflituoso".

Allam, que é forte defensor de Israel e que foi chamado por um jornal israelense como o "sionista muçulmano", tem vivido sob a proteção da polícia devido a ameaças feitas a ele, principalmente após ele ter criticado a posição iraniana quanto a Israel.

A sua conversão, que ele chamou de "melhor dia de sua vida", veio apenas dois dias depois que o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, acusou o papa de fazer parte de uma nova cruzada contra o Islã.

Reuters

Salman Rushdie, escritor condenado à morte em 1989 pelos líderes do Irã por causa de seu livro Versos Satânicos

criado por bandarra    20:32 — Arquivado em: Intolerância

Só metade não segue a bíblia! É pouco…

Religião
Sábado, 29 de março de 2008,

PELA PRIMEIRA VEZ MUÇULMANOS SUPERAM EM NÚMERO OS CATÓLICOS

Os católicos deixaram a primeira posição na classificação das religiões perdendo para os muçulmanos, segundo uma entrevista publicada hoje pelo periódico vaticano L’Osservatore Romano.

Um total de 17,4% da população mundial é católica, contra 19,2% que é muçulmana, indicou monsenhor Vittorio Formenti, responsável do Anuário Pontifício, afirmando que se trata de um dado sobre o qual é preciso refletir.

Ashura

No entanto, quando se somam todos os cristãos (católicos, ortodoxos, anglicanos e protestantes) a porcentagem alcança 33% da população mundial.

O número de católicos no mundo teve um aumento de 1,4%, segundo o Anuário Pontifício 2008, que revela que 49,8% deles vivem no continente americano.

Formenti assinala que, apesar da ultrapassagem dos muçulmanos nas estatísticas, o número de católicos aumenta também porque "cresce a população do mundo".

"Na relação entre aumento da população e crescimento do mundo, os católicos permanecem estáveis", diz o coordenador do Anuário. No entanto, o fato de os muçulmanos terem mais filhos que os católicos, os levou a ocupar o primeiro lugar entre as religiões do mundo por número de seguidores.

O Anuário revela também que o número de sacerdotes católicos no mundo todo aumentou, "uma novidade que agradou especialmente ao Papa", já que se observa uma melhora das vocações, embora estas não ocorram na Europa setentrional nem nos Estados Unidos ou Canadá, mas principalmente na Ásia, em especial: Filipinas, Índia, Coréia do Sul, Vietnã e Japão.

Católicos filipinos

Por diocese, o maior número de vocacionados em 2006, ano a que se referem os dados do Anuário, se registraram na cidade mexicana de Guadalajara, onde os dois seminários existentes ficaram sem vagas suficientes. Por outro lado, França, Holanda e Bélgica são os países onde se registra o menor número de novos padres.

criado por bandarra    20:00 — Arquivado em: Fundamentalismo

21.3.08

Movimento Medicina Responsável

criado por bandarra    20:16 — Arquivado em: Anticiência

16.3.08

A religião melhora as pessoas

da France Presse, em Mérida (México)

Crianças, e não jovens donzelas, como se acreditava, eram sacrificadas no cenote sagrado de Chichén Itza, em Yucatán (leste do México), como parte das oferendas pré-hispânicas que os maias realizavam para seus deuses. A conclusão é de um estudo da Universidade Autônoma de Yucatán.

Segundo Guillermo de Anda, coordenador da pesquisa, os restos mortais encontrados no cenote são 80% de crianças entre três e 11 anos e os outros 20% a adultos, "entre os quais algumas mulheres".

"Vamos avançar cada vez mais no estudo do culto dos maias pré-hispânicos a seus deuses, precisamente nos cenotes", afirmou Anda.

O estudo se baseia na análise de restos humanos encontrados em 20 cenotes dos 3.500 que existem na área. Os cenotes são olhos-d’água de rios subterrâneos encontrados dentro de cavernas, cuja origem remonta ao choque de um meteorito contra a parte norte da península de Yucatán, há 65 milhões de anos.

Os pesquisadores descobriram que nem todos os esqueletos pertenciam a pessoas sacrificadas. "Alguns morreram e foram enterrados, depois de algum tempo exumados e colocados nos cenotes, pois neles foram encontrados vestígios de raízes –o que na água seria impossível", explicou Anda.

Esses restos poderiam pertencer a guerreiros ou personagens importantes, que foram enterrados na água dos cenotes para agradar aos deuses.

O ritual de sacrifício mais comum consistia em retirar o coração da pessoa e em seguida a pele, que era usada pelo sacerdote maia para se cobrir.

O grupo começará em breve uma nova etapa do estudo, com a construção de um robô em parceria com a Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega.

O robô será um protótipo pequeno, fácil de transportar, capaz de tirar fotografias e de ver o que existe abaixo dos sedimentos no fundo dos cenotes.

criado por bandarra    12:22 — Arquivado em: Falsidades

9.3.08

Pensamento mágico faz mal a saúde

09/03/2008 - 08h48
Teste mostra que fumaça de incenso é prejudicial à saúde

CLÁUDIA COLLUCCI
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Usado desde a Antigüidade com sentido de purificação e proteção, o incenso acaba de receber sinal vermelho da Pro Teste, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. Cinco marcas avaliadas mostram que daquela fumacinha, aparentemente inocente, exalam substâncias altamente tóxicas.

Queimando um incenso todos os dias, por exemplo, a pessoa inala a mesma quantidade de benzeno -substância cancerígena- contida em três cigarros, ou seja, em torno de 180 microgramas por metro cúbico. Há também alta concentração de formol, cerca de 20 microgramas por metro cúbico, que pode irritar as mucosas.

As substâncias nem de longe lembram as especiarias aromáticas com as quais o incenso era fabricado no passado, como gálbano, estoraque, onicha e olíbano. Se há uma leve semelhança, ela reside na forma obscura da fabricação. No passado, o incenso era preparado secretamente por sacerdotes.

Hoje, o consumidor também não é informado como esses produtos são feitos e quais substâncias está inalando. O motivo é simples: por falta de regulamentação própria, os fabricantes de incenso não são obrigados a fazer isso.

Nas cinco marcas avaliadas (Agni Zen, Big Bran, Golden, Hem e Mahalakshimi), todas indianas, não há sequer o nome do distribuidor brasileiro na embalagem. Muito menos a descrição de quais substâncias compõem o produto. A Folha tentou localizar as empresas, por meio dos nomes dos incensos, mas, assim como a Pro Teste, não teve sucesso.

A avaliação foi feita a partir da simulação do uso em ambiente parecido com uma sala. Segundo a Pro Teste, foi medida a emissão de poluentes VOCs (compostos orgânicos voláteis) e de substâncias passíveis de causar alergias, como benzeno e formol. As concentrações foram medidas após meia hora do acendimento.

Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste e colunista da Folha, alerta que os aromatizadores de ambiente, como o incenso, são vendidos sem regulamentação ou fiscalização, o que representa perigo à saúde.

"Os consumidores pensam que se trata de produtos inofensivos, que trazem harmonia e, na verdade, estão inalando substâncias altamente tóxicas e até cancerígenas."

A Pro Teste reivindica que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) faça um estudo sobre o impacto dos produtos na saúde e elabore regulamentação para a produção, importação e venda no Brasil.

Consumidora

"Estou surpresa. Acendo incensos diariamente há 20 anos no momento em que faço minhas preces no altar budista que tenho na sala. É uma forma de agradecimento às divindades e de limpeza energética. Jamais pensei que eles pudessem fazer mais mal do que bem", diz Renata Sobreira Uliana, 49.

O resultado dos testes também surpreendeu os médicos. "Nunca li nenhum artigo científico a respeito disso, mas é um dado muito interessante, que vai fazer a gente repensar a forma de liberar esse tipo de produto", diz José Eduardo Delfini Cançado, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia.

Clystenes Soares Silva, pneumologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), explica que nem pessoas predispostas a desenvolver quadros alérgicos (como rinite e asma) nem pessoas saudáveis devem se expor aos incensos.

criado por bandarra    12:54 — Arquivado em: Falsidades

1.3.08

O outro lado da moeda

ZERO HORA 25 de fevereiro de 2008 | N° 15521
Discutindo Deus
Paulo Sant’ana

Quando sentei nas mesas de bares ou de beiras de piscinas, durante as férias, instalei nesses lugares, naturalmente, uma mesa de consulta ao avatar, eu ali à disposição dos passantes e dos parantes, indefeso.

E eles me perguntando sobre tudo, os mais diferentes assuntos. E eu vou despachando com todos, sacio as suas curiosidades, uns além de falar comigo têm necessidade de me tocar. Acabam num retoço esses encontros de conhecimento entre o cronista e seus leitores. É uma bela forma de a gente conhecer e privar com os alvos do que se escreve, os verdadeiros objetivos do trabalho da gente, os leitores.

* * *

Dou um exemplo de uma dessas consultas que dei esses dias. O senhor se aproximou de mim e da roda que me cercava. E foi atirando logo sua pergunta: "Tu acreditas em Deus mesmo?".

Não sei como eu estava com a resposta na ponta da língua: "Eu acredito cegamente em Deus. Ele é que, pelas últimas amostras do que tem acontecido comigo, não acredita muito em mim".

Estourou como uma bomba na roda a minha resposta, sob o ribombar de gargalhadas.

* * *

Este tema de Deus é fascinante, além de me perguntarem muito sobre ele, eu gasto inúmeras horas da semana a matutar sozinho sobre a existência de Deus.

O mais elucidativo dado que já colhi sobre a existência de Deus foi o pensamento incrível, me parece que de Dostoiévski: "Se Deus não existe, tudo é permitido".

Como que a insinuar brilhantemente que se a idéia de Deus consiste em justiça, até mesmo em bondade, em sabedoria, em compreensão, se ele não existir, todos esses valores caem por terra.

Ou seja, não existindo Deus, é permitido o estupro, o roubo, a agressão, o homicídio, enfim todas as calamidades da conduta humana.

Todos podem deitar e rolar com suas maldades, que não os atinge nenhuma punição, não estão nem aí.

Mas, existindo Deus, ele se constitui num freio para a maldade e para a destruição. As religiões nada mais são do que isso, uma forma inteligente de domesticar o homem e encaminhá-lo para a bondade, para o amor ao próximo, para a solidariedade e para a caridade, a ajuda aos outros, uma forma de tornar a vida mais suave no seu círculo gregário.

Dostoiévski deu uma grande, colossal, colaboração para a interminável discussão sobre a existência de Deus.

* * *

Podemos raciocinar do outro lado da moeda! Afinal, o que se está apelando é para o medo da pessoa e não o reconhecimento das suas qualidades morais. A pessoa não é recompensada por ser boa ou caridosa, mas porque finge por temor a Deus que é para não sofrer castigo nesta ou em uma vida da qual ninguém retornou ou se possui prova alguma de que ela exista. Por sinal, imaginada de milhares de formas, pois são criadas na nossa capacidade de fantasia, e não o resultado de informações verdadeiras.

Tudo não seria possível porque Deus castiga! Mas não existem provas de que isto ocorre nem nestas vida e nem no outro lado. O que leva os espiritistas alegarem a reencarnação para alegar que quem sofre aqui é para resgatar as dívidas pelos males que fez em outras. Tudo também partido apenas de alegações mirabolantes sem provas! Ou seja: tudo é permitido mesmo. Não será Deus que impedirá! Mas como as pessoas que são vítimas não são protegidas dos crimes? Deus é fiel a quem então? Por que sendo vítima de um assassino, basta para a pessoa ir para o céu? E o seus pecados? Até o Limbo o Papa reconheceu que era lorota apenas. Como fica então a vítima que poderia ser pecadora e não teve tempo para se redimir?

Em outras palavras, tudo realmente é possível e nada inibe o agressor a não ser a sua livre e expontânea vontade sobre a vítima. A única coisa que tapeia é a ação do homem em condenar o crime e o criminoso se este for pego e identificado, e não conseguir, como muito freqüentemente acontece, este escapar da punição pelas falhas do sistema! Nenhuma tragédia, terremoto, incêndio, enchente, maremoto, naufrágio poupa os inocentes e condena os culpados! Quem vence é o exército mais forte, não o mais justo! Prisões se enchem de quem pode livremente praticar o mal, sem impedimentos reais, e cemitérios de vítimas tolhidas pelos malfeitores sem alguém que as protejam.

criado por bandarra    21:52 — Arquivado em: Ateologia

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