7.7.07
Parece que as coisas não estão bem…
Alan Kardec, o discípulo escolhido
A explicação dada por Francisco Cândido Xavier, na verdade, confirma mensagem trazida pelo próprio Samuel Hahnemann (1755-1843), criador da homeopatia, através da médium Costel, que nenhum estudo possuía sobre a nova ciência. O texto foi psicografado na Sociedade Espírita de Paris, em 13 de março de 1863, e está inserido na "Revista Espírita", de Allan Kardec, de agosto do mesmo ano. Acompanhemos o trecho inicial:
"Minha filha, venho dar um ensinamento médico aos espíritas. Aqui a Astronomia e a Filosofia têm eloqüentes intérpretes; a moral conta tanto escritores quanto médicos. Por que a medicina, em seu lado prático e fisiológico, seria negligenciada?
Fui o criador da renovação médica, que hoje penetra nas fileiras dos sectários da medicina antiga; ligados contra a homeopatia, em vão lhe criaram diques sem número, em vão lhe gritaram: ‘Não irás mais longe!’…
A jovem medicina, triunfante, transpôs todos os obstáculos. O Espiritismo lhe será poderoso auxiliar; graças a ele, ela abandonará a tradição materialista, que por tanto tempo lhe retardou o desenvolvimento. O estudo médico está inteiramente ligado à pesquisa das causas e efeitos espiritualistas; ela disseca os corpos e deve, também, analisar a alma.
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Extraído do Boletim Semanal editado pelo Lar Fabiano de Cristo
… para a HOMEOPATIA, visto o texto abaixo:
Carta aberta aos usuários da homeopatia*
Acabamos de assistir a mais um episódio de injúria, difamação e promoção de inverdades sobre a Homeopatia, seus profissionais e usuários. Agora pedem que seja revogada como especialidade e banida dos meios médicos.
Este episódio é apenas mais um de uma série de eventos recorrentes em que sujeitos, sem o menor escrúpulo para mentir e desinformar usam a homeopatia e seus usuários como trampolim para piruetas que visam promovê-los na mídia.
Chega de alimentar escroques a serviço dos interesses econômicos, dos que exploram a doença e fazem fortuna mercantilizando a saúde e ludibriando a população com suas verdades científicas efêmeras.
Se os instrumentos da ciência não elucidam os eventos que ocorrem na intimidade humana, impossibilitando explicarem porque e como determinados estados de enfermidade se modificam em saúde, não significa dizer que não ocorram. Principalmente quando isto se dá na vida de milhões de cidadãos em todo o mundo.
Vale lembrar que a chamada “medicina científica” atende a menos de 1/3 da população do mundo, que os 2/3 restantes se tratam com medicinas tradicionais, algumas, como a chinesa e indiana com mais de 5.000 anos. Operando fenômenos que a ciência não explica como e porque se realizam.
Nós, simpatizantes, usuários, profissionais e cidadãos, ciosos de nosso direito à liberdade de escolha, não aceitamos continuar sendo ofendidos com agressões e preconceitos.
Não é correto, ético, ou defensável que alguém seja ridicularizado por exercer a sua escolha terapêutica. Não podemos aceitar que a opção que fazemos seja pré-julgada e declarada como fruto da ignorância, não sendo respeitada como um exercício consciente, como uma escolha por aquilo que apreciamos e que nos trás benefícios.
Não aceitamos pré-julgamentos e condenações. A ciência tem uma história de serviços às causas nada dignas e pouco voltadas para o bem humano que não lhe autoriza julgar o comportamento de nenhum cidadão.
Com que bases a ciência pode contrapor argumentos contra aquilo que um cidadão declara ser motivo de bem estar, satisfação, benefícios na vida, ampliação da saúde e reforço na autonomia?
Em que bases se funda a obrigação dos cidadãos acatarem aquilo que a ciência impõe como verdade?
O que pretendem estes ventríloquos da “ciência da doença” que não enxergam a própria reputação, que não se avexam da duração efêmera de suas verdades e dos sucessivos escândalos que os envolvem com falsear resultados para auferir benefícios financeiros?
Com que interesses se ofende o direito de escolha terapêutica?
A ciência não é um fim e nem pode ser um dogma. A liberdade de opção terapêutica é um direito de cidadania.
Já estamos suficientemente maduros para entender que democracia inclui o respeito à diferença e às escolhas das minorias.
*Hylton Sarcinelli Luz, médico homeopata, presidente e fundador da ONG Homeopatia Ação Pelo Semelhante, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público que trabalha pela democratização do acesso à Homeopatia.
Mais informações: www.semelhante.org.br

Água e óleo não se misturam, assim como astrologia não se mistura com astronomia! Não serão organizações brasileiras, como o nosso senado, que podem juntar coisas contra os interesses da população!

Assim também se entende a revolta do homeopata Hylton Sarcinelli Luz contra a natureza das coisas! Mas não se pode misturar ciência com aqueles que combatem ferrenhamente o conhecimento científico em defesa da "vontade pessoal" do que funcione! A natureza não se rende a mentes primivivas em busca de que ela se modifique para o que o místico deseja que seja a realidade, em dterimento do mundo real, que não consegue aceitar e entender! A terra não é o centro do universo e nem está parada a vontade do devoto do obscurantismo!


criado por bandarra
12:26 — Arquivado em:
Comentário por Elaine — 11.7.07 @ 9:08
Muito bom o post!!!
Estou de volta!!
até mais!!
Comentário por Flávio Mussa Tavares — 13.7.07 @ 23:01
Caro Paulo,
Agradeço a atenção. Tenho tido um diálogo bem proveitoso com o Célio e estou muito à vontade para tentar um colóquio contigo também. Estou completando 25 anos de formatura, formei-me na UFRJ e lá pude conhecer a nata da medicina brasileira. Fui professor de parasitologia por um tempo, mas preferi dedicar-me à clÃnica. Como voce mesmo evidencia, não sou um homopata clássico, sou um clÃnico que prefere medicar os casos crônicos com homeopatia e custa-me crer que os efeitos sejam placebo, por razões que eu prefiro contar-lhe em um e-mail, se voce fizer a gentileza de me enviar.
Tenho feito bastante auto-crÃtica e pode ter certeza de que a mordacidade seja de que intensidade for ainda é menos cáustica que o meu auto-crivo.
Um forte abraço nada cético.
Comentário por Paulo Bandarra — 14.7.07 @ 18:50
Caro Flávio Mussa Tavares
Fico agradecido com a sua manifestação. Mas não costumo discutir por e-mails. Se existem razões prováveis e defensáveis, elas devem ser feitas às claras e nos locais destinados para isto. No nosso caso, os BLOGs em que se travam as trocas de idéias!
No meu caso não tenho dúvidas alguma de que os efeitos partindo de uma coisa falsa só possam ser placebos mesmo, e que estão sobejamente demonstrando em duzentos anos de trabalhos evidenciando o que seria esperado pelas bases da mesma! Claro que quando se abandona o conhecimento médico, os meios honestos de procurar as evidências fora da opinião, do achismo, do desejo de ver algo onde não ocorre, pode-se passar uma vida inteira perseguindo o inexistente!
O aparelho que é necessário e suficiente para demonstra algum efeito se chama paciente! Não é necessário inventar instrumento algum para demonstrar o que não causa efeito nele fora do esperado efeito ilusório do placebo! Razão pela qual a homeopatia não é considerada coisa séria em todo o mundo!
Crença não é ciência! Se me entende! Abraços