22.4.07
Papa diz que ciência não prova a evolução!
A negação do “movimento” e os jornalistas

De que lado estariam os jornalistas entre Galileu Galilei (1564-1642) e Papa Urbano VIII (Maffeo Barberini (1568 - 1644)), que negava o movimento da Terra? Certamente do lado da infalibilidade do Papa, tanto por terem sido criados no obscurantismo religioso da idade média e a não valorização da rara ciência na época, como pelo medo de se indisporem com o mesmo poder que calou o defensor do movimento do planeta. E de que lado estão hoje os jornalistas de divulgação científica e aqueles criados dentro das nossas escolas que ensinam as bases da ciência moderna quando o nosso Papa atual nega insistentemente o movimento evolutivo? Apenas no fim do século XX que a Igreja Católica teve a coragem de admitir que errara de forma brutal nesta questão tirando a condenação contra o cientista nascido em Pisa.
Isto parece sem importância, mas foi este o motivo que levou a absolvição de Galileu. A impossibilidade frente a opinião pública de tal erro que a Igreja insistia em manter mesmo depois do homem já ter chegado a Lua!
Por que o Papa está interessado em combater o conhecimento científico? Não é por estar interessado em desvendar os mecanismos biológicos, mas porque as “revelações” da Gênesis se mostram cada vez mais estapafúrdias a medida que o nosso conhecimento do mundo avança. Porque evidenciam que aquelas “verdades” reveladas pela religião eram falsas. Portanto as argumentações do Para possuem conflitos de interesses que podem surgir quando autores, revisores ou editores possuem interesses que não são completamente aparentes, mas que podem influenciar seus julgamentos sobre o que é publicado.
Pareceu-me pouca a repercussão contra a visão do Papa Bento XVI esta semana contra a teoria da evolução. Quando alega que a não pode ser provada dentro de laboratório. O geocentrismo e o héliocentrismo também não foram refutados dentro dos laboratórios, assim como não se pode demonstrar a existência de Paris dentro de buretas. Claro que o criacionismo precisa apenas da alegação bíblica do Gênesis, tirado da mitologia judaica, de que o homem foi criado do barro por Deus, (Por sinal, outro erro da bíblia, pois a vida vem do ar! O2 H2 CO2 N2. A vida não vem da sílica e nem volta para o pó!) para que isto seja irrefutável para aqueles que vivem o sustento das suas vidas desta verdade! O fato de nunca ter sido provado as suas alegações em laboratório é irrelevante para os mesmos! Por contar com a tolerância jornalística destas coisas que as pessoas se atrevem a contradizer a enormidade das evidências que já não possuem contra o movimento do planeta!
A religião não explica o criacionismo, apenas alega a ocorrência da várias formas terem sido criadas todas por Deus! Ela explica “como” ocorreu, que poderia ser uma prova em contraposição da ciência, com a aclaração de ter sido todas as criaturas criadas do barro, como também já alegou ter sido criado por Deus, a bondade, a felicidade da fé, a defesa das doenças, as montanhas, os rios e o vento!
Mas a teoria da evolução não é refutável até agora. Não existe prova alguma até hoje de um ser que não nasceu do nada, fora da matéria! Não se podem negar todas as evidências da mesma. A alegação papal é de uma infantil negação, declarando que a mesma não é testável em laboratório! O que ocorre é justamente o contrário! O que se pode provar em laboratório é que Deus não cria vida! Coloque um espaço no laboratório para o mesmo realizar isto, através da intermediação dos seus ministros, que parece que perderam a capacidade que os nossos broncos antepassados tinham de conversar com eles, separando mares e queimando sarsa que ardia e não se consumia! Até hoje não foi possível comprovar tanto ai como na natureza nenhuma criatura originada do nada e que não tenha a matriz de carbono. Graças às mutações, que ele nega que existe, que se seleciona muito antes de Darwin animais e plantas comercialmente que não existem na natureza. Que se desenvolveram pássaros em gaiola que eram desconhecidos e que peixes de aquário se modificaram sem possibilidade de viverem na natureza pelas suas novas características chamativas. Por existir a evolução que se pode clonar ovelhas e outros seres vivos, criar animais e vegetais geneticamente modificados, que se podem curar doenças com células-tronco e, que por isto, levanta enorme medo da clonagem humana e da modificação genética do nosso genoma. Nada disto poderia ocorrer sem a existência da evolução, pois cada família ou gênero animal ou vegetal teria uma informação única e nenhum parentesco entre si! Nenhum código poderia ser combinado partindo de seres de origens separadas! As mutações ocorrem todos os dias nas bactérias e protozoários que passam a ser resistente aos venenos e antibióticos humanos, mostrando as armas evolutivas que tornaram esta guerra de milhões de anos! As mutações ocorrem em moscas das frutas submetidas à irradiação para estudo das suas modificações. Mosquitos geneticamente modificados para não abrigar a malária estão sendo pesquisados para competir com os naturais na natureza.
Se existisse um elo perdido, como querem os religiosos que se encontre, a teoria estaria errada, pois teria ocorrido um salto e não um lento evoluir das espécies! Teria que existir uma corrente de elos entre si, e isto evidentemente é irrefutável que se encontra! O Papa nega, como Urbano VIII negou o movimento da terra, o movimento evolutivo pelo mesmo obscurantismo bíblico que tanto mal tem feito a humanidade! Pessoas até hoje se negando a cortar cabelo e a barba por que o antigo testamento mandava!
A falsa alegação do Desenho Inteligente não é uma explicação alternativa, mas apenas o mesmo modo usado por milhares de anos de que quando não se entendia que a terra não estava parada, o movimento do vento ou porque a montanha existe, se atribui a algum demiurgo a sua criação. A sua existência levaria a certeza de que as doenças são sua exclusiva culpa de um projetista fracassado por tantas falhas na execução!
Cientistas não sobrevivem pelas verdades que pesquisam, que em ciência está sempre mudando pela passagem do tempo que acrescenta, evolui, ou descarta as falsas hipóteses através da história. Se elas fossem definitivas e imutáveis, eles seriam obrigados a passar para outro tema de pesquisa. Não admitimos mais a visão do mundo de Aristóteles pois a ciência não é um culto a autoridade e a tradição irracional. Eles não mais procuram falsear a gravidade ou confirmar que o Sol nasce todo o dia, como os místicos astecas duvidavam, e nem atribuem o movimento dos planetas a opinião de um iluminado, pois ele pode ser demonstrado no momento que se deseja! Ao contrário das religiões, que seus pregadores sobrevivem defendendo a imutabilidade de suas falsas alegações e tentando negar as evidências que não apóiam a visão que transmitiam aos devotos.
Se a crença no Deus certo realmente protegesse das doenças ou pelo menos ajudasse a cura depois que o homem foi obrigado a descobrir os tratamentos pelo desvendar dos mecanismos naturais, se poderia descobrir qual delas entre a milhares é a verdadeira. Mas até hoje qualquer uma possui o mesmo efeito protetor ilusório, e o consolo nos seus fiéis, até mesmo nos devotos do culto do Bule de Chá Gigante!De onde vem a racionalidade milenar, alegada pelo Papa, no fato de seres vivos sofrerem de metástases de um câncer disseminado no organismo provocando um sofrimento atroz que nos leva a admitir matar o ente querido para aliviar o seu sofrimento pungente, se o Senhor é seu pastor, e nada lhe faltaria? Ou uma infecção num recém nascido que sucumbe como um pedaço de carne inútil (como ocorre com um leitão que nos alimenta no ano-novo) para alimentar a vida das bactérias? Se Deus quer a nossa proteção, por que seus alegados mensageiros insistem tanto em negar o conhecimento que nos alivia o sofrimento real?
Nenhum argumento, informação ou dado foi tirado de livros técnicos, e estão à disposição na mídia para qualquer pessoa, até mesmo jornalistas. Por que não usam?


criado por bandarra
19:58 — Arquivado em: 
Segundo Carnevali, 80% dos italianos doam 0,8% do que devem pagar de imposto de renda para a Igreja Católica, que tem nesses recursos uma de suas maiores fonte de financiamento. 