Mordaz

Este espaço tem uma visão crítica da ciência, do humanismo e do laicismo como base para as relações do homem com a natureza e das relações dos homens entre si. Este tripé é a base das relações sociais que devem ser usadas.

31.1.07

Um desafio

Prezado Sr Rosenbaum

 
Meus agradecimentos ao Sr. por ter chamado minha atenção

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?msg=ok&cod=417OFC001&#c para o interessante artigo de Dan Hurley comentando os milhares casos de intoxicação por preparados homeopáticos nos Estados Unidos.

 A esta altura, pelos comentários postados no OI, o Sr. já deve ter percebido que cometeu um erro fatal em sua análise: o relatório não se referia a substâncias ultra-diluídas, mas à homeopatia de uma forma geral (nos Estados Unidos até mesmo uma reles diluição por um fator 10 já é comercializada como “homeopatia”).

 Outro ponto são as adulterações de remédios homeopáticos, que também são uma freqüente causa de intoxicação (o Sr. pode encontrar mais informações sobre esse tópico em um trabalho meu disponível aqui:

[http://www.scielo.br/scielo.php?pid=0041-878120030006&script=sci_issuetoc].

Aproveito o ensejo para propor um simples protocolo de teste da homeopatia, que seria de simples execução. No ano passado, propus uma variante desse protocolo à Dra Miriam Sommer, em correspondências que troquei com ela, mas, por algum motivo, as mensagens dela cessaram.

O protocolo consiste do seguinte:

Dentre as substâncias homeopáticas listadas em

http://homeoint.org/books/boericmm/index.htm o Sr. selecionaria as 20 com sintomas mais claros e reconhecíveis. A seguir, eu escolheria aleatoriamente duas dessas substâncias, e com elas formaria dois grupos da seguinte forma:

Grupo 1: 10 frascos sem “elemento ativo” e 01 com a “substância 1” ultra-diluída

Grupo2: idem, com a “substância 2”

Um grupo de homeopatas, então, no tempo que desejasse, reconheceria em cada grupo qual o frasco com a substância homeopática ultra-diluída, a partir de seus sintomas em sujeitos sãos.

“Sucesso” seria definido como “identificar ambas as substâncias” (qualquer estatístico poderá confirmar que assim teríamos um nível de significância ligeiramente inferior a 0,01, típico das análises científicas cuidadosas).

Este protocolo lhe parece razoável? Poderia ser melhorado em algum aspecto?

 

Se o experimento for bem sucedido nos candidataremos, então, ao prêmio de US$ 1000000 oferecido pela Fundação James Randi:

http://www.randi.org/research/index.html

 Prof Renan M Almeida, professor - UFRJ

 

criado por bandarra    7:22 — Arquivado em: Anticiência

2 Comentários »

  1. Comentário por Elaine — 1.2.07 @ 9:55

    Oi! Bom dessa vez não posso comentar sobre o assunto pois não entendo muito desse meio Químico já que eu sou do meio jurídico. Mas deu pra perceber que alguém deu uma grande tropeçada…rsrs! Até mais!

  2. Comentário por Elaine — 1.2.07 @ 9:55

    Oi! Bom dessa vez não posso comentar sobre o assunto pois não entendo muito desse meio Químico já que eu sou do meio jurídico. Mas deu pra perceber que alguém deu uma grande tropeçada…rsrs! Até mais!

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