Mordaz

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26.1.07

Paralogismos: será?

   Ciência  
 

SUPLEMENTOS VITAMÍNICOS
Paralogismos do jornalismo cientifíco

Paulo Rosenbaum
23/1/2007
http://observtorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=417OFC001

 Paulo Rosenbaum
Médico, mestre em Medicina Preventiva, doutor em Ciências pela FMUSP e integrante do Grupo de Racionalidades Médicas do IMS-UERJ; autor de Entre arte e Ciência (Editora Hucitec) e Homeopatia, Medicina sob medida (Publifolha), entre outros  

COMENTÁRIOS ACERCA DO TEXTO ACIMA DO OBSERVATÓRIO de IMPRENSA

O Dr Paulo Rosbaum deveria saber ler o trabalho. Não se menciona no relatório em nenhum lugar “substâncias ultradiluídas” mas apenas o completamente contrário: “homeopathic products — prepared from minuscule amounts of substances as diverse as salt and snake venom” (minúsculas quantidades) Ou seja, preparações com a presença molecular de venenos potentes que mesmo em doses moleculares pequenas ainda apresentam ação tóxica pela substância presente e não pela alegada “energia vital”. Nestes casos todos sabem que não haverá nenhum efeito curativo, quanto mais tóxico pela total ausência da presença molecular. Felizmente, água em que só sobrou à história, não intoxica mais ninguém, sacuda-se o quanto quiser, como também é impossível demonstrar efeito curativo até mesmo em casos de malária, alegado ter sido tratada por Hahnemann, mas nunca demonstrado até hoje! Coisa fácil de fazer. Seria um alento para a prática que houvesse provas de intoxicação na ausência de moléculas, visto que todos os trabalhos bem feitos demonstram o que se avisa há mais de duzentos anos, que é apenas efeito placebo sem efeito curativo ou danoso. Infelizmente, para os homeopatas, os casos relatados são todos de preparações (não podemos chamar algo inerte medicamente de medicamentos) com presença molecular! O problema não é da imprensa, mas de crença sobrenatural!

Nos últimos duzentos anos a inocuidade da mesma foi exaustivamente demonstrada em milhares de trabalhos. O que acontece que os homeopatas, como o articulista, é que só consideram os raros trabalhos, que por serem mal feitos, dão algum resultado (justamente por isto). Os milhares que comprovam a ineficácia são sempre ignorado. O problema da auto-sugestão é que as pessoas que padecem de doenças reais, estão perdendo tempo e dinheiro, enquanto a sua saúde deteriora. Apenas isto. Justamente por isto que as pessoas deveriam ser honestas com os que sofrem, e só empregar terapias que realmente estejam demonstradas que funcionem, não as que gostaríamos que assim fosse, ou só nos apegarmos no lucro, sem retorno algum para o paciente real. Foi este o editorial de recente publicação “The end of homeopathy". The Lancet 2005;366:690” “que os médicos devem ser "corajosos e honestos sobre a falta de benefícios"!

O nosso bom Dr Paulo Rosenbaum chamou o testemunho da Food and Drug Administration, e do Dr. Hurley para embasar a sua assertiva de que homeopatia tinha efeitos reais em hiper-diluição, podendo até intoxicar. Infelizmente só em casos poucos diluídos. Realmente, a medicina não eliminou as doenças. Mas compare as doenças que vitimavam as pessoas há duzentos anos atrás, e veremos que mudança graças a ela. E se compararmos com a homeopatia, não podemos recomendar em nenhuma situação apenas que funcione. A simples sarna (vide texto), causa material e não psicológica da doença, vitimava enormemente as pessoas com males terríveis, pela sua coceira e infecção secundária que produzia. Hoje, é raro assistimos casos avançados. A varíola foi erradicada. O que pode a psicologia fazer para afastar as neoplasias, infecções, parasitoses, males cardiológicos, doenças reumáticas e neurológicas, além dos distúrbios genéticos e endócrinos de que nem mesmo desconfiam da sua existência? Como eliminar crenças irracionais: mal olhado, azar, sorte, astrologia, horóscopo, anjos, demônios, homeopatia e forças ocultas?

Mas para quem conhece um pouco do assunto tratado no artigo, e não usam de paralogismos para confundir os leitores trocando baixa diluição, por ultradiluição, o assunto nos trás ensinamentos repetidos durantes estes duzentos anos. Hahnemann usou apenas a diluição por 29 anos antes de passar a sacudir as soluções. A alegada ação mágica ao sacudir com a mão ou aparelho a água. Afirmava que quando se diminuía a concentração da diluição o mesmo passava a ser remédio agindo ao contrário da sua ação original. O que se constata, pelas denúncias feitas para o FDA relatado no artigo há anos, apenas demonstra que veneno, mesmo em micro dose, ainda é veneno, e não inverte a sua ação como alegado. Apenas desaparece a ação ao serem eliminadas as moléculas, virando placebos mais-que-perfeitos. Apenas o uso farmacológico de substâncias pela sua ação pode ser usado racionalmente para obter resultados baseados na ação molecular e não em ações nunca demonstradas em pessoas doentes de verdade. Assim como as energias usadas em tratamentos não são curativas, mas apenas o uso racional de coisas potencialmente destrutivas: energia elétrica, luminosa, radiação, calor, etc…

 
 SARNA A PSORA NA HISTÓRIA!

 
criado por bandarra    21:06 — Arquivado em: Anticiência

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