Mordaz

Este espaço tem uma visão crítica da ciência, do humanismo e do laicismo como base para as relações do homem com a natureza e das relações dos homens entre si. Este tripé é a base das relações sociais que devem ser usadas.

31.12.06

Baixaria religiosa no enforcamento de Saddam

O presidente iraquiano Saddam Hussein, executado neste sábado pela execução de 148 civis xiitas na década de 80, invocou Alah em suas últimas palavras antes de morrer, como registrou um novo vídeo divulgado hoje na internet.

Um vídeo no YouTube, retirado, de 2 minutos e 38 segundos, provavelmente gravado por um telefone celular, mostrava pela primeira vez o processo completo da execução de Saddam.

A seqüência expõe o ex-presidente quando sobre ao local onde seria executado e pronuncia a invocação a Alá, enquanto testemunhas dizem "Moqtada, Moqtada, Moqtada", em referência a Moqtada Sadr, líder de milícias xiitas. "É essa a nobreza humana?", diz então Saddam, após pronunciar uma frase que não se compreende.

Uma das pessoas que presenciou a execução replicou "abaixo a ditadura" e outra disse "viva Mohammed Baqer al Sadr", tio de Moqtada, fundador do partido Dawa, morto no governo de Saddam.

Antes de morrer, o ex-ditador recitou o trecho sobre a fé muçulmana: "Eu testemunho que não existe outro Deus que não Alah e que Maomé é seu profeta".

Carrasco diz a Saddam: ‘vá pro inferno’  O enforcamento ocorreu quando Saddam iniciava a repetição da oração muçulmana, momento no qual escuta-se "caiu o tirano".

 
A reclamação de um julgamento injusto pelos seus simpatizantes e defensores dos direitos humanos. Em todo o caso foi muito mais do que ele deu a suas vítimas. Pode ser que os que o condenaram não sabiam bem porque, mas certamente Saddam não deveria ter dúvidas da sua merecida execução. Apenas lamentamos que tenha sido esta baixaria religiosas pelos islâmicos tolerantes no dia do perdão!

Hussein desarrolló un gas compuesto que utilizó para matar a cinco mil civiles kurdos en 1988.

"É essa a nobreza humana?"

01/01/2007 - 10h14

Le Figaro: Execução de

Saddam foi "fracasso

sórdido"

 

 

"A execução em si exibe a náusea do fracasso da reconstrução de um Estado iraquiano e seu naufrágio em meio a uma violência endêmica. Diante da forca, até o último momento, oficiais xiitas trocaram insultos com o condenado à morte, e slogans pró-xiitas ressoavam enquanto executores e guardas tinham licença para filmar o enforcamento com seus celulares. O fracasso sórdido já teve suas conseqüências. Ainda que no sábado tenha sido executado um dirigente sem escrúpulos, que governou por trinta anos, às vezes como tirano sanguinário, às vezes como mafioso e às vezes como predador regional, em seu últimos momentos, ele manteve a dignidade diante da dança desordenada de seus executores que usavam capuzes negros. Os iraquianos mereciam coisa melhor".

criado por bandarra    18:09 — Arquivado em: Intolerância

27.12.06

Eu tenho a força

A força do suíno assado!

Pois um coisa que me admira no comportamento das pessoas na passagem do ano é a crença da “força” dos suínos. As tribos primitivas usavam a antropofagia provocado pelo pensamento mágico de que comendo o cérebro ou o coração do inimigo valente e corajoso adquiriria estas qualidades pela boca. Originado da mesma fonte, o nosso pensamento mágico que não evoluiu, levam as pessoas a comerem suínos na passagem do ano contando com a sua proteção e prosperidade pelo mesmo não ciscar para trás. Alguns mais radicais pregam que só funciona dando uma mordida no nariz do mesmo. Como se isto fosse, como no caso da antropofagia, internalizado pelas pessoas e pela sua sorte. O fato do mesmo fuçar na sujeira e na lama não é percebido. Não sei qual a fantasia que vai nestas cabeças que rejeitam o consumo de aves por estas ciscarem para trás, ou seja, descartam o inútil para ficarem com o essencial, enquanto o suíno idolatrado enfia o focinho na sujeira e na lama.

Outra introjeção culinária de sorte é a realizada pela ingestão de lentilha na passagem do ano. Para ter sorte deve o incauto tomar o cuidado de tomar esta precaução. Alguns juntam uma pequena quantidade e colocam um pacotinho na carteira. Será que Onassis ou Bill Gates obtiveram as suas fortunas fazendo isto ou justamente os que não possuem fortuna que se apegam a estes métodos mágicos?

Assim também agem com respeito as roupas de baixo, que devem ser de determinadas cores estabelecidas sabe-se lá por quem? Como se as cores certas vão influenciar os nossos destinos. Existe também o costume de colocar barbantes coloridos nos pulsos benzidos por “mães” de santo na Bahia. Eu confiaria mais se as mães de santo fossem dos EUA ou da Alemanha. Parece que por lá, na Terras de todos os Santos,  a coisa da melhoria de vida material não anda muito bem. E para a espiritual é de duvidar que forneça algum resultado colocar barbantes nos pulsos.

Também incluem-se nestes maneirismo irracionais o ato de pular sete ondas, comer sete caroços de uva ou mostrar a bunda para a lua.

Certamente são meios ilusórios para se permanecer estagnado na vida!

criado por bandarra    19:28 — Arquivado em: Anticiência

18.12.06

A recusa de prática irracional na França já em 35

OPINIÃO DA ACADEMIA FRANCESA DE MEDICINA EM 1835

http://www.homeoint.org/books3/hahnemann2/his12.htm#59

Hahnemann obtém autorização para exercer na França

Em 1835, quando Hahnemann ainda se encontrava em Kötten, Alemanha, durante o governo de Luís Filipe I de Orleans, o "Rei Burguês", monarca constitucional e liberal da nobreza francesa, se dirigiu ao Ministro de Instrução Pública de França um memorando solicitando seu apoio favorável ao plano da Societé Gallicane de Homeopatie que desejava instalar dispensários homeopáticos em Paris. Hahnemann havia casado com Melanie d’Hervilly, filha adotiva do Ministro da Justiça, e Chefe do Governo. O respectivo Ministro de Instrução quis ouvir a opinião da Academia de Medicina e esta enviou a seguinte manifestação:

 “Senhor Ministro: a homeopatia que se apresenta neste momento como uma novidade e que pretende revestir-se de prestígio, não é coisa nova nem para a ciência nem para a arte.” “Fazem mais de 25 anos que vaga sem destino, primeiramente na Alemanha, em seguida na Prússia, posteriormente na Itália, atualmente na França, procurando por todas partes, sempre em vão introduzir-se na medicina.”

 “A Academia se ocupou dela, muitas e prolongadas vezes. É lamentável que alguns de seus partidários não haviam tido o cuidado e dever, mais ou menos sério de aprofundar-se nas suas bases, sua marcha, seus processos e seus efeitos.”

 “Entre nos outros, ademais disto, a homeopatia foi submetida aos rigorosos métodos da lógica e toda lógica sinaliza no sistema uma pluralidade destas oposições formais com as verdades melhores estabelecidas. Um grande número dessas contradições surpreendentes, muitos destes absurdos palpáveis que desmoronam inevitavelmente todos os sistemas falsos aos olhos dos homens esclarecidos, não constitui, entretanto, suficiente obstáculo à credulidade das pessoas.”

“Sofreu também entre nós, a homeopatia a experiência dos fatos; ela passou pelo crivo da experimentação e aqui, como em outros lugares, a observação fielmente levada a efeito, proporcionou as oposições mais categóricas, as mais severas, porque se se preconizam alguns efeitos de curas homeopáticas, se sabe entretanto, que as preocupações de uma imaginação fácil, de um lado e, de outra parte as forças curativas do organismo recuperam o justo título que as pertencem no êxito. Pelo contrário, a observação constatou os perigos mortais de semelhantes procedimentos, e os casos freqüentes e graves de nossa arte, onde o médico pode fazer tanto mal e não menor dano não atuando, nada mais, em contra do bom sentido.”

 “A razão e a experiência estão, por tanto, reunidas para repelir com todas as forças da inteligência semelhante sistema e para dar um conselho de abandoná-la  a si mesmo, deixando-a aos seus próprios recursos.”

 “É no interesse d verdade, e também para sua vantagem, que os sistemas, sobre tudo na medicina, não querem ser atacados e defendidos, e perseguidos e protegidos pelo poder. Uma sadia lógica disto, é a mais segura perícia. Seus juizes naturais são os fatos, sua infalível pedra de toque é a experiência. Forçoso é, portanto, abandoná-la a livre ação do tempo. Arbítrio soberano destas matérias, único justiceiro das teorias sadias, único que assegura estabilidade na ciência às verdades que devem constituir o domínio.”

 “Agregamos que a previdência que é também a agudeza de espírito de toda administração pública dirija imperiosamente uma semelhante determinação.”

 “Cada um de nós, conhece suficientemente, em nossos dias, o poder dos precedentes; podemos por isso prever e calcular um perigo de tal espécie.”

 “Depois dos dispensários homeopáticos, serão solicitados para o magnetismo animal, para o brownismo, e assim em diante para todas as concepções do espírito humano. A administração apreciará, como nós, as conseqüências de semelhante conduta.”

 "Por estas considerações e por estes motivos, a Academia julga que o governo deve recusar a concessão da solicitação que lhe foi feita a favor da homeopatia.”

 Este parecer representa a opinião da maioria da Academia. Não foi unânime, contra dela votarão  dois acadêmicos, cujos nomes desgraçadamente não nos foi possível obter. Entre 100 membros, 2 votarão contra … duas vozes que defendiam a liberdade científica.

Contrariando a academia o Ministro François Pierre Guillaume Guizot (1787-1874) do partido da resistência, conservador,  defende: "Hahneman é um sábio de grande mérito. A ciência deve ser livre a todos. Se a Homeopatia é uma quimera ou um sistema sem valor útil, ela cairá por si mesma. Se ao contrário, ela for um progresso, se espalhará a despeito de suas medidas de prevenção e a Academia deve assim desejar, antes de tudo, pois é sua missão avançar a ciência e encorajar as descobertas".

“Os homeopatas tiveram a última palavra. O Senhor Hahnemann recebeu a autorização de exercer sua arte de dar suas medicações e fazer escolas. É uma doutrina igual ao do Senhor Guizot. Sua doutrina consiste que ele prescreve os medicamentos aos seus pacientes em doses igualmente pequenas que a doutrina do ministro dá a liberdade do país.

 Dizem também que a nova medicina vende de forma cara seus conselhos, falam de dez luises de ouro o custo de cada consulta. É evidente que dentro deste método de tratamento os extremos se encontram.” (Uma alusão aos altos custos com o mínimo benefício).

 O que espanta que um CFM tenha caído nesta falácia, fato sem paralelo no mundo desenvolvido, após mais de 200 anos de falta total de evidências de uma prática esotérica. Se naquela época foi recusado, com o arsenal para testar hipóteses precárias, aumenta a falha quando hoje se têm todos os meios científicos para decidir e a história para nos ensinar. 

criado por bandarra    20:52 — Arquivado em: Anticiência

11.12.06

Melhor enfrentar do que esconder os fatos

11/12/2006 - 11h46
Irã discute Holocausto e critica "tabus" do Ocidente

da Folha Online

O Irã deu início nesta segunda-feira a uma conferência em Teerã que irá discutir o Holocausto, classificado pelo presidente do país como "mito". A conferência atraiu 67 pesquisadores estrangeiros de 30 países e foi organizada pelo Instituto de Política e Estudos Internacionais do Ministério das Relações Exteriores do Irã para debater o assunto longe dos "tabus" do Ocidente.

O diretor do Instituto, Rasoul Mousavi, afirmou em seu discurso de abertura que o encontro de dois dias é uma oportunidade para discutir o genocídio da Segunda Guerra Mundial em uma atmosfera livre dos "tabus ocidentais".

Antes mesmo de sua abertura, a conferência foi criticada pela Alemanha, Estados Unidos e Israel. Na Alemanha, na Áustria e na França é ilegal negar que o Holocausto ocorreu.

"A conferência não busca negar nem provar o Holocausto", disse Mousavi. "É apenas para promover uma atmosfera científica apropriada na qual os pesquisadores possam oferecer suas opiniões livremente sobre um assunto histórico."

Se o encontro fosse patrocinado no Ocidente com a contestação das provas e argumentos seria mais produtivo do que tornar o assunto "dógma de fé". Apenas leva a levantar suspeitas.

13/12/2006 - 11h25

Conferência sobre Holocausto é "repulsiva", diz "The Guardian"

da BBC Brasil

É legítimo questionar os princípios sionistas e ver os palestinos como vítimas. Sugerir que Auschwitz foi uma ‘grande mentira’ não é…A repulsiva promoção que Ahmadinejad faz da negação do Holocausto é indigna de seu próprio país, insultando os judeus e prejudicando os palestinos com quem ele diz se preocupar”, conclui.

Pois é. Se estivesse sendo realizada em um país neutro ocidental com a participação "acadêmica" seria mais produtivo do que querer censurar países não alinhados!

criado por bandarra    21:52 — Arquivado em: Pseudociência

9.12.06

Mais um ataque ao Estado Laico pelo Papa Bento

Sábado, 9 de dezembro de 2006, 13h41
Papa quer símbolos religiosos em áreas públicas

Os símbolos religiosos devem ser permitidos em lugares públicos, disse neste sábado o Papa Bento XVI a um grupo de especialistas católicos italianos.

"A hostilidade diante de todas as formas de reconhecimento da importância política e cultural da religião, em particular a presença de qualquer símbolo religioso em instituições públicas (…), não é sinal de um laicismo saudável, mas da degeneração do laicismo", afirmou o Papa.

"O Estado não pode considerar a religião como um simples sentimento individual que pode ser confinado à esfera privada", disse o chefe espiritual dos 1,1 bilhão de católicos do mundo.

A religião "deve ser reconhecida como uma presença comum pública" e seus símbolos devem ser permitidos em escritórios, escolas, tribunais, hospitais, prisões e outros locais, acrescentou o Sumo Pontífice, de 79 anos.

"Uma visão irreligiosa da vida, do pensamento e da ética" conduziu a uma concepção errônea do laicismo, "um termo que parece ter se convertido no símbolo essencial (…) da democracia moderna", lamentou.

http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,17561,OI1291984-EI294,00.html

Justamente esta que é a essencialidade do laicismo, onde nenhuma crença pode ser colocada para oprimir as minorias. Que se diga de passagem, a maioria dos monoteísmo não existe a não ser nas regiões em que respectivamente usaram historicamente a espada e o fogo para converter e se transformarem em estado teocráticos. Escravizando, perseguindo e queimando os que lutaram por seus ideais. Agora insiste, o herdeiro de Torquemada, na volta do catolicismo ao centro da cena do estado. Não satisfeito pelos crimes dos homens de Deus praticados nos últimos dois mil anos, ainda quer voltar ao centro da ação pública. Quer acabar com a lembrança que a verdadeira redentora da humanidade e da qualidade de vida das pessoas hoje em dia foi a revolução francesa e a queda do poder do clero no mundo. Por dois mil anos o catolicismo apenas difundiu a vergonha em ser humano e a necessidade de arrependimento por supostos pecados inventados para dominar as pessoas inocentes.

História da carochinha para assustar as crianças

VATICANO CRITICA DIREITOS PARA CASAIS AMIGADOS E GAYS NA ITÁLIA

Reuters
16:38 09/12

ROMA - O Vaticano afirmou neste sábado que a esquerda italiana está tentando "erradicar" a família tradicional ao adicionar mudanças na legislação para conceder direitos legais a casais não casados oficialmente, incluindo os homossexuais.  Ora, não cabe a Igreja católica se intrometer na vida dos não fiéis. Aos fiéis que cabe o mesmo orientar para alcança a salvação católica. Aos outros, nada tem a dizer.

criado por bandarra    18:44 — Arquivado em: laicismo

8.12.06

Coisas incríveis que só encontramos em homeopatia

Effects of homeopathic medications Eupatorium
perfoliatum and Arsenicum album on parasitemia
of Plasmodium berghei-infected mice

G Lira-Salazar1, E Marines-Montiel1, J Torres-Monzo´ n3, F Herna´ ndez-Herna´ ndez3 and JS Salas-Benito2,

1Especializacio´n en Terape´utica Homeopa´tica
2Programa Institucional de Biomedicina Molecular, Escuela Nacional de Medicina y Homeopatı´a of Instituto Polite´cnico
Nacional
3Departamento de Patologı´a Experimental, Centro de Investigacio´n y de Estudios Avanzados of Instituto Polite´cnico
Nacional, Mexico
Malaria is one of the most important parasitic diseases in the world and a major public

O trabalho avalia o Eupatorium perfoliatum e Arsenicum album, na parasitemia do BALB camundongo infectado com Plasmodium berghei. A escolha dos mesmos para testar foi pelo motivo do primeiro em infusão magistral possuir capacidade de efeitos citotóxicos mas uma fraca atividade antibacteriana contra o Staphylococcus aureus e o Bacillus megaterium, além de indicação em homeopatia para substituir o AAS em resfriados! Já o segundo, Arsenicum album (arsenic trioxide As2O3) é um sal tóxico que reage com os grupos sulfidrilas das enzimas celulares causando anóxia e morte, entretanto em preparações homeopáticas ela é recomendada para tratamento de febre intermitente, especialmente a malária quando a China officinalis não pode ser usada.

Foram usados quatro grupos de quatro (?) camundongos apenas. Um grupo foi tratado com o veículo (871 dynamized homeopathic alcohol) como um controle inerte, outro com Eupatorium perfoliatum 30 CH, outro com Eupatorium perfoliatum 0/6 e um com cloroquina (Sigma) (5 mg/kg/dia) como um controle positivo.

Evidencia-se que a alegação dos homeopatas de que a doença é interna, e que ocorre por desequilíbrio da energia vital é falsa. Todos os grupos forma infectadas independetes do equilíbrio de cada um e por um agente material externo.

Todos os tratamentos foram considerados demonstrar efeitos em grupos de quatro ratos. Interessante que a dinamização do alcool não é esperada potenciação do mesmo.Parece que é a única substância que em homeopatia não possui efeito energético. Mas vamos analisar o método e vemos que não é uma prescrição individual pois foi usado como uma indicação “alopática” pelos efeitos farmacológicos da preparação em infusão e não pela individualização dos sintomas em cada paciente. Assim como não foi testada a China officinalis alegada por Hahnemnann como o tratamento da febre recorrente que teria levado a descobrir o método. Isto derrubaria por terra a alegação de consultas longas e a individualização da medicação. Mas lembremos que o trabalho não foi ainda reproduzido e nem foi realizado de forma duplo cego ao não ter sido tomado os cuidados da leitura dos resultados do grupos por uma pessoa neutra.

Devemos salientar que são trabalhos que só são publicadas em revistas de homeopatas devido a qualidade sofrível do mesmo.

A Inconsistência Científica da Homeopatia 

criado por bandarra    10:19 — Arquivado em: Anticiência

A Ilha da Páscoa ou a lição necessária!

O destino da Ilha da Páscoa se constitui numa metáfora da terra. Em rapanui, o idioma local, é denominada Rapa Nui (ilha grande), Te pito o te henúa (umbigo do mundo) e Mata ki te rangi (olhos fixados no céu). Uma lição que tem a ver com o uso da Terra, em especial com os seus recursos naturais. É claro que a Terra é muito mais complexa e biologicamente diversificada do que uma ilha diminuta no meio do Pacífico, mas isso não quer dizer que devamos ignorar a lição que nos conta Rapa Nui. A última erupção vulcânica na ilha ocorreu há 13 000 anos. Comparada a outras ilhas tropicais vulcânicas, Rapa Nui é pobre floristicamente em espécies, devido ao seu próprio isolamento, e ao fato de que jamais esteve ligado a qualquer massa continental. Carlquist (1967) estimou que mais do que 70 porcento das plantas indígenas da ilha foram introduzidas por pássaros. Estimativas recentes colocaram o número total de plantas existentes ao redor de 150, com 45 consideradas indígenas, incluindo 3 espécies de grama endêmica (Paine 1991). A precisa natureza da flora é incerta. Entretanto, recentes estudos paleobotânicos de pólen fósseis e de moldes de árvores vulcânicas indicam que abrigava uma extensa quantidade de árvores, palmeiras, arbustos, ervas, samambaias e grama.

 Toromiro

Hoje está definitivamente provado, através dos exames de DNA de esqueletos encontrados na ilha, que os primeiros habitantes da Ilha da Páscoa não vieram do Peru mas das ilhas Polinésias, por volta do ano 400 D.C. As primeiras famílias de colonizadores chegaram de canoa. As únicas testemunhas disso foram às milhares de aves aquáticas que voavam em círculos sobre a ilha. Uma ilha paradisíaca na época. A ilha não tinha uma grande variedade de plantas, mas era rica em florestas com árvores como palmeiras. A palma, Jubaea chilensis, e o toromiro (Sophora toromiro). Arbustos incluindo o hau hau (Triumfetta semitriloba), o qual ainda está presente, e Coprosoma spp. Samambaias quatro 4 das 15 reportadas são espécies endêmicas: Doodia paschalis, Polystichum fuentesii, Elaphoglossum skottsbergii, e Thelypteris espinosae (Rauch 1996). O arbusto Triumfetta semitriloba, foi acreditado ter sido introduzido por ser uma importante planta têxtil. Entretanto, a análise de pólen mostrou que existia em Rapa Nui pelo menos há 35,000 anos atrás. Havia pelo menos seis espécies de pássaros terrestres nessa terra remota, incluindo corujas, garças, saracuras e papagaios. Existiam albatrozes, atobás, fragatas e andorinhas-do-mar. Rapa Nui era também “a mais rica área de reprodução de aves marinhas da Polinésia e provavelmente de todo o Pacífico”, diz a revista Discovery. Não existiam mamíferos originais na ilha. Dois répteis terrestres se encontram, o Lepidodactylus lugubris e o Ablepharus boutoui poecilopleurus
 
Os colonizadores provavelmente trouxeram para a ilha galinhas e ratazanas comestíveis, que eles consideravam uma iguaria. Também trouxeram plantas como inhame, inhame-da-china, batata-doce, banana e cana-de-açúcar. O solo era bom, de modo que eles começaram imediatamente a limpar a terra e a plantar, um processo que continuou à medida que a população crescia. Mas em Rapa Nui tanto a área para plantio como o número de árvores era limitado, apesar da boa cobertura florestal da ilha. O que sabemos sobre a História de Rapa Nui se baseia principalmente em três campos de pesquisa: análise de pólen, arqueologia e paleontologia. Para fazer a análise de pólen, tiram-se amostras dos sedimentos de lagos e pântanos. Essas amostras revelam a variedade e a quantidade de plantas em períodos de centenas de anos. Quanto mais profundamente a amostra de pólen for encontrada entre os sedimentos, mais antigo será o período que ela representa. A arqueologia e a paleontologia se concentram em coisas como moradias, utensílios, os moais e os restos ósseos de animais usados como alimento. Visto que os registros dos rapa nui são hieróglifos difíceis de decifrar, as datas antes do contato com os europeus são aproximadas e muitas suposições não podem ser comprovadas. Além disso, certos fatos descritos abaixo podem coincidir com períodos adjacentes. Todas as datas em negrito são da Era Comum. 400: chegam entre 20 e 50 colonizadores polinésios, provavelmente em catamarãs com 15 metros ou mais de comprimento, capazes de transportar mais de 8 toneladas cada um. 800: diminui a quantidade de pólen nos sedimentos, sugerindo o início do desmatamento. Aumenta a quantidade de pólen de grama, à medida que as gramíneas se espalham por áreas desmatadas. 900-1300: descobriram-se muitos ossos de animais que são caçados para consumo humano durante este período. Cerca de um terço desses ossos são de golfinho. Para trazer golfinhos do alto-mar, os ilhéus utilizam enormes canoas feitas do tronco de grandes palmeiras. Das árvores se extrai também a matéria-prima para os equipamentos usados para transportar e erguer os moai, cuja construção está agora em pleno andamento. A expansão da agricultura e a necessidade de lenha e construção de moradias fazem com que as florestas continuem diminuindo. 1200-1500: auge da construção de estátuas. Os rapa nui gastam muitos recursos para fazer os moai e as plataformas cerimoniais sobre as quais esses são colocados. A arqueóloga Jo Anne van Tilburg escreve: “A estrutura social dos rapa nui incentivava enfaticamente a produção de mais e maiores estátuas.” Ela acrescenta que “aproximadamente 1.000 estátuas foram produzidas ao longo de uns 800 a 1.300 anos . . ., uma para cada sete a nove pessoas se levarmos em conta a população máxima estimada”. Aparentemente, os moais não eram adorados, embora desempenhassem um papel nos ritos fúnebres e agrícolas. Talvez tenham sido encarados como moradas dos espíritos. Parece que simbolizavam também o poder, o status e a genealogia dos construtores. Entre 1400-1600: a população chega ao máximo — entre 7.000 e 9.000 pessoas. Desaparecem os últimos trechos de floresta, em parte devido à extinção das aves nativas, que polinizavam as árvores e espalhavam as sementes. “Toda espécie de ave terrestre nativa se extinguiu, sem exceção”. As ratazanas também contribuíram para o desmatamento, pois há indícios de que comiam as sementes das palmeiras. A erosão logo se espalha, os riachos começam a secar e a água se torna escassa. O vento leva a terra na seca e as chuvas levam a cobertura fértil do solo desprotegido. A partir de 1500, mais ou menos, não se encontram mais ossos de golfinho, possivelmente porque não havia mais árvores grandes o suficiente para a construção de canoas para navegação em alto-mar. Acabam as chances de fugir da ilha. As pessoas, desesperadas por comida, acabam dizimando as aves aquáticas também. Comem mais galinhas. Entre 1600-1722: a ausência completa de árvores, o uso intensivo da terra e a degradação do solo pelas chuvas e os ventos contribuem para safras cada vez menores. Não há como recuperar as mesmas por repouso natural. Há fome em larga escala. Os rapa nui se dividem em duas confederações rivais. Aparecem os primeiros sinais de caos social, possivelmente até de canibalismo. É a era dos guerreiros. As pessoas passam a viver em cavernas para se proteger e por não ter mais como construir casas sem madeira, como fazer redes e vestimentas sem fibras. Por volta de 1700, a população cai para aproximadamente 2.000. 1722: o explorador holandês Jacob Roggeveen é o primeiro europeu a descobrir a ilha. Isso ocorre na Páscoa, de modo que ele a chama de Ilha da Páscoa. Ele registrou sua primeira impressão: “A única impressão que se tem da aparência devastada [da Ilha da Páscoa] é de extraordinária pobreza e aridez.” 1770: por volta dessa época, clãs rivais dos rapa nui que restam começam a derrubar as estátuas uns dos outros. Quando o explorador britânico capitão James Cook visita a ilha em 1774, encontra muitas estátuas tombadas.

criado por bandarra    8:17 — Arquivado em: preservação

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