Mordaz

Este espaço tem uma visão crítica da ciência, do humanismo e do laicismo como base para as relações do homem com a natureza e das relações dos homens entre si. Este tripé é a base das relações sociais que devem ser usadas.

30.11.06

Suco de Clorofila

No Brasil há o Clorofila Drink, bebida de clorofila que tem baixo valor calórico, purifica e rejuvenesce o organismo.

 

A moda trazida para o Brasil pelos surfistas, este grupo social não muito acostumado a pensar, do consumo irracional de vegetais verdes liquidificados para alimentação humana com vantagens mistificadas e atribuições milagrosas demonstra um típico exemplo de pseudociência.
A semelhança da clorofila com a hemoglobina não proporciona a mesma função. Nunca ninguém prepôs fazer transfusão de clorofila por transportar oxigênio em substituição ao sangue perdido ou corrigir uma anemia, pois seria inútil e fatal. Propor via digestiva é mais estapafúrdio ainda. A digestão da clorofila a reduz a aminoácidos, não havendo a absorção da mesma como tal. Nunca se cogitaria fazer “transfusão” de sangue via digestiva e muito menos comer produtos de sangue animal para oxigenar o sangue e o cérebro.

A clorofila produz a síntese de hidrocarbonetos e proteínas com a utilização de CO2, liberando Oxigênio na presença da luz e na planta viva. No escuro, inverte o processo, consumindo Oxigênio e liberando CO2 no processo de respiração celular.

Cair no conto do transporte de oxigênio no sangue é bobagem. É mistificação pura. Não é esta a função dela. Não adianta dar sangue para a planta respirar o seu Oxigênio, pois são processos metabólicos impossíveis de acontecer.

Quanto ao aproveitamento do ferro, não se justifica, visto termos a disposição para alimentações várias outras opções mais naturais e mais saborosas para fazer. O mesmo acontece com as vitaminas e os oligoelementos. Uma alimentação balanceada com frutas e verduras vai proporcionar uma alimentação sadia e mais completa nesta parte, com produtos mais agradáveis para consumir.

Propor suco de clorofila para adubar as plantas já é uma completa ignorância, para oxigenar o sangue é bobagem demais. Só pessoas com cérebros de abóbora seriam beneficiados. Se realmente tivesse efeitos de regular hormônios só seriam permitidos a produção por farmacêuticos e a prescrição por médicos.

Já teve a moda de colocar clorofila em tudo que era creme dental. Hoje em dia já é uma rearidade.

Não caia nas mãos destes picaretas dando seu dinheirinho, a não ser que você não goste da companhia dele.

criado por bandarra    20:59 — Arquivado em: Pseudociência

29.11.06

Papa pede ‘diálogo autêntico’

Papa pede ‘diálogo autêntico’ entre cristãos e muçulmanos

Esta é a primeira visita de Bento 16 a um país muçulmano

O papa Bento 16 fez nesta terça-feira, durante sua visita à Turquia, um apelo para que haja um "diálogo autêntico" entre cristãos e muçulmanos.
Em um discurso, o sumo pontífice católico disse que esse diálogo deve ser baseado "na verdade e inspirado no desejo sincero de conhecer melhor uns aos outros".

Como duas fantasias baseadas em fé podem fazer um dialogo autêntico se as suas bases não o são? A não ser as afinidades laicas entre as duas, nada poderá ser realizado em um mundo imaginário defendido pelo fanatismo de cada um nas suas "verdades" particulares.

criado por bandarra    8:09 — Arquivado em: Fundamentalismo

28.11.06

A LIXEIRA DOS HUMANOS

O PLANETA TERRA

Serem fisgados com os anzóis de pesca de linha de carretilha é o maior problema que enfrentam os albatrozes atualmente, mas está no é a primeira vez que eles encontram dificuldades com o convívio em um mundo de humanos. Aqui temos outras coisas que fazem os humanos e que afetam a os albatrozes:

Manobrando barcos de todos os tamanhos, adubando cultivos, usando agrotóxicos e pesticidas as toneladas, Vestindo com estilo usando as penas como decoração, defessa militar utilizando seus refúgios de reprodução como alvos, construção de bases, eliminando aves que atrapalhando o vôo, disposição de desperdícios industriais, lixo deixado nas praias ou jogados intencionalmente, poluição com combustível e óleos lubrificantes, naufrágios que ficam décadas soltando tóxicos no mar, cargas que se perdem no mar nas tempestades, uso do mar como cloaca para esgotos.

As Ilhas havaianas estão no meio do pacífico longe dos continentes asiáticos e americanos. Mesmo assim o nosso lixo e tóxicos atingem as ilhas isoladas do arquipélagos. Seguindo a rota do vulcões que se forma na margem da placa tectônica, onde se formam uma linha de atóis isolados no mar, existem uma serie de ilha sendo a de Kure a mais isolada delas. Os ratos da Polinésia foram introduzidas em Kure devido a naufrágios naquela região. Desta maneira agora causam problemas aos albatrozes porque estes comem seus ovos, matam aos filhotes e as vezes até matam aos adultos que estão sentados nos ninhos.

Os albatrozes podem ser prejudicados por diferentes classes de descartes humanos que se encontram no oceano e nas ilhas onde nidificam os albatrozes. Normalmente, basura plástica se encontra no oceano ao qual foram jogada de botes, ou carregadas rios abaixo até aos oceanos. Os pedaços de plástico são ingeridos (engolidos) pelos albatrozes enquanto estão comendo no mar e então o plástico é passado aos filhotes quando eles os dão de comer mediante regurgitação. Centenas de filhotes de albatrozes pata negra e Laysan foram inspecionados para encontrar plásticos, e 2/3 dos filhotes de pata negra e Laysan tinham plástico nos seus estômagos! O plástico pode diminuir o crescimento dos filhotes e as vezes matá-los, porque plástico ingerido não significa plástico digerido. Os produtos plásticos encontrados nos estômagos dos filhotes incluem, escovas de dentes, joguetes, tampas de garrafas, isqueiros, tubos, linhas de pesca e guantes. Os albatrozes talvez confundam estes artigos com pescado ou calamar, ou os engulam acidentalmente quando comem ovos de peixe voador que se encontram aderidos aos objetos flutuantes.

As tartarugas também confundem o plástico dentro d’água com as medusas que são igualmente transparentes e flutuam na corrente onde as mesmas se alimentam.

Lixo retirado de uma ave apenas

Atualmente, 88 nações firmaram o tratado (chamado MARPOL) que proíbe a colocação de descartes plásticos no mar e isto tal vez ajude a reduzir o problema de ingestão de plástico. Desafortunadamente o plástico que já está no oceano levará muito tempo para se decompor.

Ademais, dos descartes plásticos, a contaminação química como chumbo, PBC’s, DDT e dioxinas podem danificar aos albatrozes. Os filhotes dos albatrozes são muito curiosos, e os filhotes em seus ninhos que estão perto de edifícios antigos pegam pedaços de pintura velha as comem. O chumbo na pintura é absorvida pelo filhote, causando danos permanentes em seu sistema nervoso. Suas asas começam a pender morre a seguir de alguns dias. Esto pode ser um problema sério perto dos edifícios em Midway e na ilha Tern. PBC’s, DDT e dioxinas são químicos tóxicos que agora são encontrados comúnmente no oceano e nos alimentos dos albatrozes.
Estudos recentes encontraram que os albatrozes de Hawai tem níveis de PBC’s e dioxinas que se conhecem prejudicar as aves que comem pescado.

As fezes das aves marinhas são ricas em nitrogênio e fósforo, e sob as condições ideais e através de vários séculos estas podem formar uma substância chamada guano que pode ter muitos metros de espessura. A Companhia Pacific Guano and Fertilizer começou a extrair guano na ilha Laysan (320 milhas ao noroeste da Ilha Tern) ao final de 1800 e a enviava aos agricultores para que o aplicassem em seus cultivos. A extração de guano foi bastante prejudicial para os albatrozes na Ilha Laysan porque eles tenham que dividir sua ilha de 5.8 km2 (1.5 milhas quadradas) com 45 pessoas, rebanhos de mulas, vacas e veados. Mas isto não foi o pior que se passou. Em 1903, o supervisor da operação de guano introduziu coelhos na ilha Laysan, e também na ilha Lisianski perto dali. A população de coelhos cresceu rapidamente e devorou a vegetação de tal maneira que em 1923 quase todas as plantas destas duas ilhas já no existiam. Isto significava que os filhotes dos albatrozes não encontravam sombra no sol quente e muitos morriam. Isto causou a extinção de 3 espécies de pássaros que somente se encontravam na ilha Laysan. Atualmente, todos os coelhos foram removidos da ilha e a vegetação tem se recobrado tanto como outras espécies de pássaros marinhos que nidificam ali.

Lixo levado pelas correntes na Ilha de Laysan, visto por Cousteau

Apesar destes dados se referirem ao arquipélago distante do Havaí, os efeitos do lixo devem se fazer sentir aqui. Apenas não no preocupamos com os mesmos como se está fazendo naquela área decretada como reserva ambiental pelos EUA. Nosso longo litoral tem sido ignorado e o lixo geralmente preocupa apenas as prefeituras quando o mesmo prejudica o turismo, mas não uma preocupação ambiental maior.

Navios da Marinha deslocam-se para a Ilha de Alcatrazes, no litoral norte de São Paulo, a 36 milhas de Santos, para fazer exercícios de tiro.

Não existe almoço de graça no mundo, e despoluir o planeta necessita de recursos financeiros igualmente. Portanto, destruir os recursos naturais sai caro, além de dependermos, e as gerações futuras ainda mais, do mesmo para vivermos.

Death of a Laysan Albatross Chick

PLASTICS

criado por bandarra    20:50 — Arquivado em: preservação

23.11.06

Cientistas decifram Experiência de Quase-Morte

Ciência e Meio Ambiente

Quarta, 22 de novembro de 2006, 17h03 Atualizada às 18h36

Cientistas decifram Experiência de Quase-Morte

A sensação de "saída do corpo", freqüentemente descrita durante experiências de morte iminente, é provocada por "perturbações de um processo complexo de coordenação, que se pode atualmente localizar no cérebro", revelaram cientistas suíços.
Os neurologistas Olaf Blanke e Margitta Seeck fizeram a descoberta durante a localização por estímulos elétricos de áreas chave do cérebro a fim de identificar certas partes do córtex responsáveis por formas severas de epilepsia.

"A representação corporal fica perturbada (…) enquanto se estimula eletricamente a junção temporoparietal", concluíram os pesquisadores do Departamento de Neurociências Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de Genebra (UNIGE) e do Instituto de Neurociências da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL).

"Neste momento, o cérebro gera uma imagem do corpo, mas esta imagem é deslocada, como que projetada sobre o corpo, à frente ou atrás dele", descreveram os cientistas em um comunicado publicado nesta quarta-feira.

"Nos dois primeiros casos, os pacientes reconheceram ainda sua própria imagem; no último, ao contrário, eles sentiram uma outra presença, sombria e ameaçadora", explicaram.

AFP
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,17560,OI1263607-EI238,00.html

Brain Advance Access originally published online on December 8, 2003
Brain, Vol. 127, No. 2, 243-258, 2004
© 2004

Out-of-body experience and autoscopy of neurological origin

Olaf Blanke1,2,3, Theodor Landis3, Laurent Spinelli1,2 and Margitta Seeck1

Olaf Blanke1,2,3, Theodor Landis3, Laurent Spinelli1,2 and Margitta Seeck1

 
1 Laboratory of Presurgical Epilepsy Evaluation, Programme of Functional Neurology and Neurosurgery, University Hospitals, Geneva-Lausanne, and 2 Functional Brain Mapping Laboratory and 3 Neurology Clinic, Department of Neurology, University Hospital, Geneva, Switzerland

http://brain.oxfordjournals.org/cgi/content/full/127/2/243

Oxford Journals Oxford University Press

criado por bandarra    20:26 — Arquivado em: Pseudociência

Quando os olhos vêem mais que a razão

Quando os olhos vêem mais que a razão

 

criado por bandarra    18:11 — Arquivado em: Pseudociência

19.11.06

Revista época e os Ateus!

Os discursos dos cientistas que agora atacam a fé obedecem a uma lógica semelhante. Sua argumentação segue uma seqüência lógica de três passos:
Deus existe?
A ciência é sim capaz de refutar Deus. O que a ciência não é capaz de refutar são alegações imaginárias que não se determine qualquer propriedade. Há anos alegar que existiam gorgulhos vivendo nos canais de Marte era irrefutável, pois não existiam efeitos atribuídos a eles que fossem versificáveis. Mas hoje se sabe que não é possível de cogitar isto.

Verificar que Deus não existe olhando para ele é tão refutável como refutar Dragões que cospem fogo. Não se achando não se pode crer. Mas ao se alegar que Deus apresenta propriedades podemos verificar estas propriedades se realmente se confirmam. Uma delas é que se Deus provê. Verifica-se que ela provê tanto animais como aos crentes ou infiéis. O que não se pode atribuir a Ele esta propriedade que não se verifica na prática fora da ilusão da fé. Assim também se alegar que as pessoas adoecem por ofender a Deus ou viverem em pecado é demonstrável que as doenças que nos afetam, afetam qualquer ser vivo que luta contra as adversidades da existência. Nossa única especificidade é padecer de doenças imaginárias as mais estapafúrdias possíveis para atribuir sua origem divina. Tanto como os outros seres vivos sofremos de carência alimentar, acidentes mecânicos, ataques de predadores para se alimentarem e de seres microscópicos para o mesmo fim. Sofremos de doenças degenerativas e de erros metabólicos e genéticos tanto como os outros seres não crentes e piedosos.

Além disto não existe diferença entre os piedosos e crentes em termos de proteção das doenças, fomes, acidentes, guerras, maldades ou outras características que estes alegam que Deus protege. Epidemias não diferenciam pela crença, talvez por riqueza e hábitos alimentares e de higiene, mas jamais por tipo de crença ou credo.
Argumentos da Revista
O primeiro ataque dos novos ateus vai direto à base da fé. Eles questionam a existência de algum Deus.
O segundo dos raciocínios para amparar o discurso ateu, adotado principalmente por Dennett, é que ficaria difícil acreditar num Deus diferente para cada religião. Ou existiriam milhares de Deuses para justificar milhares de revelações conflitantes. Mas todos falham em provar a sua existência pelos atributos alegados.
O terceiro argumento - o mais explorado - é que simplesmente não há nenhuma evidência concreta da existência de Deus. Ninguém nunca viu um Deus para demonstrar que este que prega é um deles. Apenas se apega em atributos da natureza para alegar que eles são de um alegado Deus.

Qual a origem da fé?
Para a revista, a explicação religiosa é simples. A fé é produto da revelação de Deus. Ora, quem prova que ocorreu alguma revelação? A pessoa que faz isto? Então existiriam milhões de revelações pois existem milhões de pessoas que alegam isto. Se existisse um Deus confirmando o monoteísmo, deveria revelar sempre a mesma coisa para as diferentes comunidades escolhida, e nada para as comunidades condenadas à perdição. A revelação deveria ser a mesma através do tempo e não mudando cada vez que muda a elite. No entanto todas alegam serem abençoadas por motivos contraditórios e incompatíveis. Todas lutam entre si não pela divergência apenas das revelações, mas por detalhes ínfimos da mesma, o que já é motivo para mortes e perseguições. Nenhuma pára para pensar e discutir o caminha da salvação que não aceite que seja aquele do livro que leu ou do “profeta” maluco que afirmou.

Se existissem vários Deuses seria coerente existirem diversas revelações. E as monoteístas seriam daqueles Deuses que querem dominar e ter exclusividade de poder. Mas mesmo assim não existe uma lógica, e os monoteístas provêm de um povo de pastores por demais ignorantes do deserto que usaram o genocídio ilimitado para impor a sua fé exterminando os povos por onde passavam. Tinham dois objetivos, se justificarem no direito pela rapina e se absolverem perante si mesmo pelas ações abomináveis que praticavam insanamente até serem parados por povos mais poderosos que barraram suas ações e os escravizaram. Quando muda a sua saga monoteísta da qual passam a ser vítimas seguidamente da intolerância que criaram para os outros.Acabaram suas idéias prosperando e eles mesmos sendo perseguidos por serem ateus. Seus livros originais de sua saga foram expropriados por uma diversidade de povos e crenças e usados por outros para justificar o seu poder e seus métodos de impor a fé a ferro e fogo.

Para descrever o crescimento da fé entre os homens, Dawkins usa uma teoria que ele mesmo criou há três décadas. Para ele, as idéias religiosas se multiplicam infectando as mentes indefesas das crianças, como vírus. São os memes. O termo descreve como pedaços da cultura humana se instalam na cabeça de um grupo de pessoas. São idéias, como a língua portuguesa, ou práticas, como o ovo de chocolate na Páscoa. Assim como os vírus, essas informações culturais arrumam formas de se adaptar aos tempos e de ser transmitidas de uma geração para outra. Para Dawkins, os memes atuam em benefício próprio. Como os genes, são egoístas. Apesar disso, podem ser úteis, como as bactérias que povoam nossa flora intestinal e nos ajudam a digerir certos nutrientes. Segundo Dawkins, alguns memes culturais oferecem benefícios para os homens, como a língua portuguesa. Outros trariam mais prejuízos, como as religiões.

Do filósofo americano Daniel Dennett o

livro Breaking the Spell (que sairá neste mês pela Editora Globo).

criado por bandarra    12:15 — Arquivado em: Ateologia

18.11.06

Analise crítica da teoria do karma

OS BUDISTAS CHAMA-LHE "Skandha"; o hindu dá-lhe o nome de KARMA.

Em sânscrito, Karma significa, fisicamente, ação; metafisicamente, significa a lei da retribuição ou de causa ética.

Karma é a lei de ação e reação, de causa e efeito.

Ele supõe a existência da reencarnação. E a partir das sucessões delas, esta alegada lei vai moldando o caráter moral do ser humano para levá-lo a perfeição moral, e na visão mística, com o fim de integrar-se a Unidade, ao Criador, ao Todo. Atribui-se aos ateus e agnósticos uma “vaidade” muito grande e um convencimento desmesurado por dispensarem deus das suas vidas. Mas me parece que o contrário está mais para verdadeiro. Que um Deus teria criado todo um universo, bilhões de anos de evolução, criaturas após criaturas sucumbindo nesta poeirinha cósmica, para nos últimos cinco mil anos começar a moldar um ser para se integrar a ele. E que estas pessoas seriam os seus arautos e divinadores de todas as suas vontades e planos para o futuro.

A lei da causa e efeito explicaria por que alguns gozam de saúde e outros nascem para o sofrimento, a miséria, para a humilhação. Alguns gozam de beleza e outros de feiúra. Alguns nascem para senhores, e outros para escravos. Alguns padecem a vida com doenças crônicas e outros com saúde de ferro indo até a longevidade incólumes. Seriam transgressões das vidas passadas que levariam a pessoa vir nesta a resgatar o seu karma. O homem, dotado de livre arbítrio, ao transgredir as “leis de Deus”, independente do arrependimento, produziriam danos a outros, e para resgatar está dívida no caminho da perfeição, assumiriam no mundo espiritual o castigo para vir a neste mundo encarnado, resgatar. Seria, no dizer dos espíritas, a revelação de Allan Kardec, a grande revelação do Consolador. A explicação do porque se sofre, por merecer, e encarar o sofrimento com resignação, pois a vida miserável, de doença e de servidão, seria o caminho da perfeição de que o ser humano está fazendo no caminho da sua salvação e na união final com o Todo que estaria tão imperfeito que estaria precisando de nós.

A lei do karma tem uma série de incongruências que a tornam de validade inútil, a não ser enganar o próximo. O principio para o crime e o castigo é o fundamentado no Livre Arbítrio para uma pessoa ser castigada por ações de encarnações anteriores. A pessoa tendo a liberdade de decidir entre o bem e o mal teria decidido por esta faculdade que Deus lhe deu erradamente e para aprender pelo sofrimento o caminho do bem e evitar do mal.

Já vemos que é um pouco difícil se saber o que é este bem ou mal, devido aos milhares de religiões que se espalham pelo mundo prometendo salvação. E, apesar de alguns ecumênicos pregarem a absurda validade de todas, vemos que são completamente disparatadas em todos os seus conceitos, morais e objetivos. Só uma pessoa muito ingênua e desinformada poderia considerar o que se opõem como iguais em validade. Além de termos que reconhecer que as religiões sempre foram fonte de guerras, discriminações, perseguições e torturas, sacrifícios humanos e animais, que nos levam a ter certeza que não sabem o que falam, pois tanto falando docemente em caridade ou vociferando contra o pecado em cima de um púlpito induzindo aos fiéis a queimar e expulsar as marcadoras de sexo da cidade.

Kardec, na Revista dos Espíritos, pergunta aos mesmos porque de tantas guerras. A espírito relata ao mesmo que as guerras são provocadas pelos espíritos para que mais gente possa sofrer e desencarnar, acelerando assim a evolução espiritual da humanidade.

Tomando este objetivo deste Deus de bondade, a pior das profissões seria a medicina. Ela em vez de deixar o sofredor que acertara a sua pena antes de encarnar e vir a resgatá-la, está sendo interrompida para que o mesmo tenha que ser punido de novo. O nosso Chico Xavier, que padecia de uma doença nos olhos que o levou a aposentadoria precoce no Ministério da Agricultura, ao encontrar o cirurgião espiritual Arigó, aquele que inventou o Dr Fritz pela primeira vez, dispensou o oferecimento deste de cirurgiá-lo, pois já estava acostumado com o seu karma, e teria que se adaptar a outro que não saberia qual seria. (Interessante notar, que Chico foi até o EUA para tentar realmente retirar este peso).

criado por bandarra    18:22 — Arquivado em: Fundamentalismo

O engodo do curandeirismo

A revista Época e seu santo remédio

Na seção de Sociedade da revista EPOCA na Edição 298 de 30/01/04 mais uma vez demonstra aquilo que temos nos batido em relação à imprensa quando analisa aspectos da saúde e da ciência. O jornalista saber interpretar dados e fornecer aos seus leitores informações para que possam realmente decidir sobre o assunto abordado de forma abalizada. Não ser mero propagandista do enganoso e de falácias.

A reportagem trás uma abordagem que de saída mostra a inutilidade da crença em si. Ao se situar como um município de baixa escolaridade e baixa situação social, a sua população buscava nas benzedeiras a solução dos seus problemas por um método primitivo. Mas para isto tinham um alto índice de mortalidade infantil na região que os envergonhavam. Assim, tinham alta mortalidade apesar da ferrenha fé nas milagreiras. Os números demonstravam o óbvio, que a fé leva para a sepultura com resignação apenas. Em uma pesquisa realizada pelos agentes do Programa da Saúde da Família (PSF), resolveram incorporar as mesmas curandeiras no sistema, não porque contassem com algum efeito curativo, que os números demonstram claramente que não tinham, mas porque doutrinando as mesmas elas poderiam distribuir para a população a solução médico-científica que realmente é a única que faz a diferença.

Este foi o resultado positivo na questão particular. Fazer com que pessoas sem instrução e alheias ao conhecimento atual na higiene e na saúde, passassem a utilizar o soro caseiro. E o resultado foi o esperado para quem usasse o medicamento em questão. Uma queda na mortalidade. E, como os dados indicam, numa cifra parecida com o primeiro mundo que não usa a benzedura faz alguns séculos, mas usam os meios de higiene e da medicina científica atual.

Partindo deste resultado esperado, de que o uso caseiro ou a assistência médica é o melhor meio de impedir mortes por desidratação para diarréia infantil, a nossa articulista passa a criar uma mística que não existe, colocando por terra a real intenção da experiência. Este método já foi feito em outras regiões ao se usar as parteiras tradicionais para que aprendessem resquícios de higiene e esterilização, de diagnóstico e orientando a encaminhar as dificuldades para as maternidades mais próximas. Mas o perigo que pode ocorrer no exemplo de Maranguape é de que as outras dificuldades de saúde passem a ser assumidas independentes pelas curandeiras e deixem de procurar as soluções que se mostraram efetivas no mundo moderno pela ciência médica.

Não se pode fazer um retrocesso aos valores da educação, da cultura e da higiene em prol de soluções mágicas e ineficazes, como demonstrado pelos índices iniciais da assistência na região. Pois se a pesquisa folclórica das rezadeira pode ser interessante, os seus resultados são apenas de conformismo pelas mortes que ocorrem, sem nenhuma ação curativa.

O entusiasmo da jornalista se vê exagerada quando mistifica que nos EUA, onde nem Homeopatia é reconhecida, que as faculdades de medicina incorporem as terapêuticas da fé, da cura e da espiritualidade nos currículos. Não se pode abusar assim da inverdade para tentar convencer sobre gostos pessoais quando se fala em assunto de tanta responsabilidade. Para um antropólogo a fé pode curar, mas para o médico deve agir com responsabilidade daquilo que realmente mostrou este poder. E o exemplo de Maranguape mais uma vez mostra que prestígio e fé, só o fazem com o conhecimento científico associado.

criado por bandarra    18:03 — Arquivado em: Anticiência

15.11.06

Consumindo o planeta como uma bactéria faria

Enquanto esquerda e direita brigam, Católicos e Muçulmanos lutam para impor a receita da salvação noutro mundo, pobres e ricos lutam pelo poder, ocidente e oriente se separam furiosamente, o nosso quinhão se esgota a passos rápidos e de maneira vertiginosa.

Terras da Terra - O que Sabemos Sobre o Nosso Planeta - Pimm, Stuart

Editora Planta

O autor Stuart Pimm, Ph.D. é professor de Biologia da Conservação no Center for Environmental Research ando Conservation da Universidade de Columbia, Nova York. Recebeu o Prêmio Pew para Conservação e Ambiente (1993) e a Bolsa Aldo Leopold para Líderes (1999). Entre outras atividades, mantém programas de pesquisa de campo nos Everglades, Madagascar, Mata Atlântica brasileira, América Central e África do Sul. Aqui estão alguns comentários sobre o seu livro recém lançado;
Altamente envolvente, belamente apresentado, este é um esforço exemplar de pesquisa dos fatos relevantes. Com paixão e graça, Stuart Pimm apresenta sua visão de mundo, que é a um só tempo, pessoal e universal.” Peter Raven, Science.
Esta é uma magnífica contabilidade do que estamos fazendo para nosso planeta, quais serão as conseqüências, e o que podemos fazer acerca de tudo isso.” Norman Myers, Trends in Ecology and Evolution.
Pimm escreveu um livro envolvente e relevante. Ele realizou uma bela tarefa de ter certeza que o leitor poderia entender claramente as bases para as estimativas do uso humano da biosfera.” Hal Mooney, Nature.

criado por bandarra    17:45 — Arquivado em: preservação

12.11.06

Distorcendo os resultados para provar o improvável

   

Zero Hora 11 de novembro de 2006. Edição nº 15055

"Para quem pratica o lado espiritual com toda a força, não existe dúvida: isso faz bem, dá estímulo e conforto para enfrentar os problemas. Segundo alguns estudiosos, a fé, sempre associada ao tratamento médico, pode fazer ainda mais pela saúde e qualidade de vida." LEANDRO RODRIGUES

Evidente de que quem tem fé tem fé!

Pesquisa Brasileira
Conclusões do levantamento iniciado em 2005 e concluído no primeiro semestre deste ano com 525 idosos, todos com mais de 60 anos, feito pelo Instituto Israelita de Responsabilidade Social Albert Einstein, de São Paulo:

Depressão atinge homens e mulheres na mesma proporção, estando presente em 33% dos participantes

Há prevalência de religiosidade intrínseca em 80% dos idosos não-deprimidos. Esse tipo de religiosidade é compreendido como uma vivência mais espiritualizada, em que há uma busca por aumento do compromisso com a crença ou religião

93% deles fazem uso de medicamento regularmente

44% sofrem de hipertensão arterial sistêmica

60% fumam ou fumavam há mais de 20 anos

A demência é seis vezes mais presente em idosos que não moram em suas próprias residências

Idosos no mundo

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o número de idosos no planeta deve triplicar até 2050, chegando a 2 bilhões. No Brasil, as pensões públicas representam atualmente 8% do PIB e devem aumentar para 20% em 2050

Além de não possuir um controle com um grupo semelhante, usa conclusões falsas. É vidente que pessoas dementes também são rejeitadas seis vezes mais indo parar em asilo, onde uma estrutura pode dar a família condições de continuar a suas atividades de trabalho e de criação dos filhos.

Entenda o assunto
O que estudos já dizem sobre religião e saúde:
Depressão
Pessoas que são ativas religiosamente têm menos depressão
Atividade religiosa comunitária é mais eficiente em reduzir a depressão do que atividade religiosa individual
Hipertensão
Maior envolvimento em atividade religiosa leva a mais baixos níveis de pressão arterial
De 16 estudos que examinaram a relação entre nível de envolvimento religioso e a pressão arterial, 14 encontraram pressão mais baixa entre os mais religiosos
Câncer
O uso da fé e da religião como mecanismo de aceitação do câncer diminui sua severidade e melhora o seu prognóstico, com menor incidência de metástases
O estilo de vida sadio é defendido por quase todas as religiões. Por isso, a mortalidade por câncer chega a ser metade em certos grupos religiosos
Doença cardíaca
Pessoas que não contam com ajuda e solidariedade têm mortalidade de três a seis vezes maior por doença coronária crônica
Após a cirurgia de coronária, o suporte social e o envolvimento em atividades comunitárias reduz a incidência de eventos e óbitos nos seis primeiros meses
Fonte: Handbook of Religion and Health, Editora Oxford, 2001
Veja que a fonte utilizada é de um livro de propaganda religiosa e não de dados científicos. Mesmo assim podemos verificar que pessoas ativas têm menos depressão sendo religiosas ou não. E que pessoas depressivas são menos religiosas, menos ativas, possuem menos disposição para sair pela própria doença.
Assim também. Pessoas envolvidas no que gostam e praticam tem melhor humor e menor pressão arterial.
Não existe nenhum trabalho que demonstre esta falácia alegada de as pessoas religiosas terem melhor evolução com câncer. E claro que hábitos saudáveis e alimentação correta ajuda seja religiosos, ateus ou atletas.
O apoio social e de amizade revelam uma ligação com grupos e familiares e não com a fé. É um uso maroto das evidências para distorcer o resultado!

 

 

Esta seria uma educação religiosa sadia?

Gostaríamos de mencionar que este mesmo Caderno VIDA apregoa o uso da homeopatia como se fosse ciência!

O amigo Vellker do http://vellker.blog.terra lembra “Fé a qualquer custo, de preferência repassado ao fiel, que no fundo é sempre acusado de ser o culpado pelo que lhe acontece. E enquanto isso vemos os depoimentos dos convertidos, na casa de praia e dentro do carro novo”. Bem lembrando este aspecto, pois a religião também serve para se conformar com a pobreza. Será que os pobres têm menos doentes, menos depressão, menos fome se são religiosos?

criado por bandarra    18:06 — Arquivado em: Anticiência

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