Mordaz

Este espaço tem uma visão crítica da ciência, do humanismo e do laicismo como base para as relações do homem com a natureza e das relações dos homens entre si. Este tripé é a base das relações sociais que devem ser usadas.

26.10.06

Dogmas de fé nos estados laicos!

Teses negacionistas

O Geocentrismo e a circulação do Sol em volta da terra eram verdades históricas que não podiam ser negadas pois “todos” sabiam que era verdade. A castidade de Virgem Maria, o a ascensão do corpo de Cristo aos céus também eram assim. Os Templários foram torturados e destruídos por mentiras no jogo do poder. Ler ou fazer afirmações judaicas foi proibido na Espanha e Portugal quinhentista, em que foram obrigados e professarem o cristianismo a força. Tudo isto já foi protegido por lei sob pena de morte.

O programa “Reescrevendo a história” é um exemplo moderno de que a história nem sempre é aquela que aprendemos. Muitos fatos são ocultos, e muitas intenções secretas só são descobertas após os fatos terem transcorrido. Os americanos usaram navios de guerra provocando incidentes para entrarem na guerra do Vietnã. Participaram do afundamento do cargueiro alemão Reiss um ano antes de entrarem na segunda guerra, e o Iraque foi atacado violentamente com força desproporcional levando o caos ao povo baseado em acusações forjadas pelo CIA e organizações americanas e britânicas.

Na França há uma lei que pune como crime quem defende teses negacionistas, isto é, teses que negam ou minimizam o genocídio dos judeus na Segunda Guerra Mundial. Mas em vez de abolir a lei Gayssot, os franceses estão querendo aprovar mais uma lei nesse sentido. Ela vem provocando uma grande polêmica na imprensa pois punirá também como crime o negacionismo em relação ao genocídio dos armênios pelos turcos, em 1915.

Pierre Guilleume, militante do grupo trotskista SOB (“Socialismo ou Barbárie”) e posteriormente fundador da dissidência Pouvoir Ouvrier, ao lado de Serge Thion, proprietário de uma pequena casa editora chamada La Vieille Taupe (“A Velha Toupeira”), foram os primeiros a publicarem livros baseados nestas teorias negacionistas. A estrela da “Velha Toupeira” era um membro da Resistência, Paul Raissinier, militante comunista e que usava sua condição como salvo-conduto.

Jean Plantin, jovem Revisionista Francês, foi condenado a pagar milhares de francos.

Na Alemanha existe também lei neste sentido de tornar indiscutível esta suposta verdade. Ernst Christof Friedrich Zündel é um revisionista alemão do Holocausto e escritor que por diversas vezes se encontrou perante os tribunais. O historiador britânico David Irving foi condenado, em Viena, a três anos de prisão por negar o Holocausto, crime previsto no código penal austríaco. A condenação de Irving foi baseada em dois discursos públicos feitos na Áustria pelo historiador em 1989, quando o mesmo negou a existência de câmaras de gás no campo de concentração de Auschwitz e disse que a Noite dos Cristais, a primeira grande perseguição violenta contra os judeus da Alemanha em 1938, não foi perpetrada pelos nazistas.

Dogmas de fé num estado laico.
Seria de criar leis defendendo o assassinato do Presidente Kenedy por Lee Oswald, e condenando os que escrevem livros sobre teorias de conspiração.

Por que tornar fatos verdadeiros indiscutíveis se eles são realmente verdadeiros? Parece que o resultado passa a ser justamente o inverso do pretendido. Que os que defendem o novo “dogma” não possuem na verdade provas do que alegam. E lança nesta ação de que coisas precisam ser ocultadas.

Criar leis draconianas deste tipo é fácil. Mas eliminá-las e muito mais difícil e doloroso, por que aqueles que tentarem serão acusados de estarem negando a lei e portanto, sujeito a serem punidos pela lei do absurdo.

Não seria porque não teria existido realmente fornos crematórios e extermínio em massa por gaseificação que justificaria a discriminação aos judeus, ou que os mesmos não devam ser respeitados como pessoas de todas as crenças e “raças”. Que a perseguição pelo cristianismo não deveria ter acabado e que desculpas dos mesmos por perseguições iguais e por muito mais tempo sejam esquecidas. Não diminui o sofrimento vivido pelos judeus e pelas minorias que representaram quase o mesmo número nos campos e nas perseguições que os nazistas patrocinaram.

Carta Internacional dos Direitos Humanos
Declaração Universal dos Direitos do Homem
*
Adoptada e proclamada pela Assembleia-geral na sua Resolução 217A (III) de 10 de Dezembro de 1948.
Publicada no Diário da República, I Série A, n.º 57/78, de 9 de Março de 1978, mediante aviso do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Artigo 19.º
Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e idéias por qualquer meio de expressão.

EUA dizem que conferência do Irã sobre o Holocausto é vergonhosa

Reuters

19:48 08/12

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos classificaram nesta sexta-feira de "vergonhosos" os planos do Irã de promover uma conferência que questionará se os nazistas utilizaram câmaras de gás para matar judeus durante o Holocausto.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, causou indignação no ano passado quando disse que o Holocausto — em que seis milhões de judeus foram mortos pelos nazistas — era um mito. Ele não repetiu essa afirmação, mas disse que o Holocausto estava sujeito a questionamentos.

O vice-ministro do Exterior do Irã, Manouchehr Mohammadi, foi citado por um jornal iraniano nesta semana dizendo que o encontro, que começa na segunda-feira, analisará questões dentre as quais "se as câmaras de gás foram mesmo usadas pelos nazistas".

O Departamento de Estado, que está sob pressão para conversar com o Irã para que ajude a debelar a violência no Iraque, fez duras críticas à conferência, que segundo Mohammadi reunirá 67 pesquisadores da Grã-Bretanha, Alemanha, França e outros países.

"No meu ponto de vista, esse encontro está realmente focado em dar destaque àquelas pessoas que negam que houve, de fato, um Holocausto. Assim, é apenas outro ato vergonhoso do regime de Teerã em relação a esse assunto em particular", disse o porta-voz do Departamento de Estado Sean McCormack.

"É espantoso que eles continuem, que a liderança desse regime continue, a negar que mais de 6 milhões de pessoas foram mortas no Holocausto", acrescentou.

Não seria mais apropriado países que viveram o holocausto como Russia, Polônia, Alemanha e EUA mostrar as provas do que se indigar apenas?

criado por bandarra    19:00 — Arquivado em: laicismo

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