29.10.06
Aparelhamento do Estado no Rio Grande do Sul
Vanguarda do Atraso – Ameaças à liberdade de expressão durante o governo do PT no Rio Grande do Sul. Diego Casagrande Porto Alegre 2006 – 168 p
Quando se levanta esta questão, que aparentemente é tão lógica e inocente, do tal do Conselho de Imprensa maquinado pelo governo Lula, muitas pessoas não familiarizada com o assunto e com os métodos fascistas, comunistas e totalitários de controle e aparelhamento lento de estado, acham que seria lógico e saneador para a atividade este órgão de censura e controle da palavra dos comunicadores. Seria uma forma de moderação e justiça.
Diego Casagrande realizou um grande apanhado entrevistando jornalistas e intelectuais que foram submetidos a perseguições com processos no judiciário na época do governo de Olívio Dutra no Rio Grande do Sul entre 1999 e 2002. A principal questão a que foram tentados ser calados era pela emissão de opiniões contra aquelas práticas que o movimento do partido dos trabalhadores faziam no campo político. A real causa do fim do domínio do PT no Rio Grande do Sul e que levou a vitória ao Governador Germano Rigoto como pacificador. O homem do respeito e do diálogo. A constante situação de pé de guerra, anarquia, desrespeito, insegurança pública e fatos emblemáticos como um vereador assaltado que pede ao ladrão que o solte por ser ligado ao Governado Olívio Dutra. O tesoureiro do PT pedindo para o o chefe dos delegados que deixasse livre os bicheiros em nome do Governador. A destruição do Relógio dos quinhentos anos da RBS.Um Comandante da Brigada colocando o boné dos sem terra. A invasão e destruição de lavouras pelo José Bové, militante francês contra o comércio do seu país de grãos do terceiro mundo (Brasil), hóspede do governo da época
Foram entrevistados José Giusti Tavares, Hélio Gama, José Barrionuevo, Denis Rosenfield, Políbio Braga, Jair Krischke, Érico Valduga, Paulo Moura, Rogério Mendelski e Gilberto Simões Pires. Todos atuantes mesmo na época da ditadura.
O livro demonstra claramente que mesmo sem um órgão repressor, governos e partidos de postura antidemocrática e aparelhados para conquistar o poder a qualquer custo, seja legal, ilegal ou pela corrupção, são capazes de manipular a liberdade e a informação sem escrúpulos. Tanto quanto meter a mão na corrupção por serem “obrigados” por a encontrarem atuando e na partilha das estatais para esbulharem o patrimônio público. O que não faria um grupo pressionado por um governo manipulador para agir contra a liberdade de imprensa e de pensamento. Se até o judiciário do Rio Grande do Sul, simpático ao modo petista de gerir as coisas públicas, foi induzido a condenar jornalistas por terem emitido opinião, o que um órgão frágil, pequeno, se aparelhado, poderá fazer? Ainda mais quando a turba grita pela mídia a culpa por ter denunciado as ações imperdoáveis do partido e do comitê de campanha do atual candidato presidente. Seria uma ação vista como salutar pelas pessoas cegas pela paixão, que quando se derem contas, ocorreria como ocorreu na Itália e na Alemanha Nazista, ninguém tem mais liberdade e força de se opor sem ser arrastado pelos censores do certo.
Matéria recusada pelo Observatório da Imprensa


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