Mordaz

Este espaço tem uma visão crítica da ciência, do humanismo e do laicismo como base para as relações do homem com a natureza e das relações dos homens entre si. Este tripé é a base das relações sociais que devem ser usadas.

29.10.06

Aparelhamento do Estado no Rio Grande do Sul

Vanguarda do Atraso – Ameaças à liberdade de expressão durante o governo do PT no Rio Grande do Sul. Diego Casagrande Porto Alegre 2006 – 168 p

Quando se levanta esta questão, que aparentemente é tão lógica e inocente, do tal do Conselho de Imprensa maquinado pelo governo Lula, muitas pessoas não familiarizada com o assunto e com os métodos fascistas, comunistas e totalitários de controle e aparelhamento lento de estado, acham que seria lógico e saneador para a atividade este órgão de censura e controle da palavra dos comunicadores. Seria uma forma de moderação e justiça.

Diego Casagrande realizou um grande apanhado entrevistando jornalistas e intelectuais que foram submetidos a perseguições com processos no judiciário na época do governo de Olívio Dutra no Rio Grande do Sul entre 1999 e 2002. A principal questão a que foram tentados ser calados era pela emissão de opiniões contra aquelas práticas que o movimento do partido dos trabalhadores faziam no campo político. A real causa do fim do domínio do PT no Rio Grande do Sul e que levou a vitória ao Governador Germano Rigoto como pacificador. O homem do respeito e do diálogo. A constante situação de pé de guerra, anarquia, desrespeito, insegurança pública e fatos emblemáticos como um vereador assaltado que pede ao ladrão que o solte por ser ligado ao Governado Olívio Dutra. O tesoureiro do PT pedindo para o o chefe dos delegados que deixasse livre os bicheiros em nome do Governador. A destruição do Relógio dos quinhentos anos da RBS.Um Comandante da Brigada colocando o boné dos sem terra. A invasão e destruição de lavouras pelo José Bové, militante francês contra o comércio do seu país de grãos do terceiro mundo (Brasil), hóspede do governo da época

Foram entrevistados José Giusti Tavares, Hélio Gama, José Barrionuevo, Denis Rosenfield, Políbio Braga, Jair Krischke, Érico Valduga, Paulo Moura, Rogério Mendelski e Gilberto Simões Pires. Todos atuantes mesmo na época da ditadura.

O livro demonstra claramente que mesmo sem um órgão repressor, governos e partidos de postura antidemocrática e aparelhados para conquistar o poder a qualquer custo, seja legal, ilegal ou pela corrupção, são capazes de manipular a liberdade e a informação sem escrúpulos. Tanto quanto meter a mão na corrupção por serem “obrigados” por a encontrarem atuando e na partilha das estatais para esbulharem o patrimônio público. O que não faria um grupo pressionado por um governo manipulador para agir contra a liberdade de imprensa e de pensamento. Se até o judiciário do Rio Grande do Sul, simpático ao modo petista de gerir as coisas públicas, foi induzido a condenar jornalistas por terem emitido opinião, o que um órgão frágil, pequeno, se aparelhado, poderá fazer? Ainda mais quando a turba grita pela mídia a culpa por ter denunciado as ações imperdoáveis do partido e do comitê de campanha do atual candidato presidente. Seria uma ação vista como salutar pelas pessoas cegas pela paixão, que quando se derem contas, ocorreria como ocorreu na Itália e na Alemanha Nazista, ninguém tem mais liberdade e força de se opor sem ser arrastado pelos censores do certo.

Matéria recusada pelo Observatório da Imprensa

criado por bandarra    11:19 — Arquivado em: Intolerância

26.10.06

Mulheres sem véu incitam violência sexual,

O xeque já havia sido acusado de louvar homens-bomba e o 11/9

diz xeque

O principal líder muçulmano da Austrália causou alvoroço ao sugerir que mulheres que não usam o hijab - o vestido que cobre o corpo e a cabeça – estão incitando a violência sexual contra elas próprias.

Um discurso do xeque Taj el-Din al-Hilali feito no mês passado circulou nesta quinta-feira na imprensa australiana, gerando reações inclusive do primeiro-ministro do país, que qualificou os comentários de "pavorosos".

"A idéia de que mulheres são culpadas por estupros é ridícula", afirmou John Howard, de acordo com o jornal The Australian.

Em uma manifestação durante o mês sagrado do Ramadã, o xeque Hilali disse: "Se você pegar um pedaço de carne descoberta e deixar na rua, no jardim, ou no parque, e os gatos vierem e comerem… de quem é a culpa, dos gatos ou da carne descoberta?", ele discursou.

"O problema é a carne descoberta. Se ela (a mulher) estivesse na sua sala, na sua casa, no seu hijab, não teria acontecido nada."

Ele condenou ainda as mulheres que "rebolam sugestivamente" e usam maquiagem, dando a entender que elas atraíam violentadores.

"Daí você encara um juiz impiedoso… que te dá (uma pena de) 65 anos", ele acrescentou.

Pessoas estagnadas com mente medieval!

criado por bandarra    19:31 — Arquivado em: Intolerância

Mulheres sem véu incitam violência sexual, diz xeq

O principal líder muçulmano da Austrália causou alvoroço ao sugerir que mulheres que não usam o hijab - o vestido que cobre o corpo e a cabeça – estão incitando a violência sexual contra elas próprias.

Um discurso do xeque Taj el-Din al-Hilali feito no mês passado circulou nesta quinta-feira na imprensa australiana, gerando reações inclusive do primeiro-ministro do país, que qualificou os comentários de "pavorosos".

"A idéia de que mulheres são culpadas por estupros é ridícula", afirmou John Howard, de acordo com o jornal The Australian.

Em uma manifestação durante o mês sagrado do Ramadã, o xeque Hilali disse: "Se você pegar um pedaço de carne descoberta e deixar na rua, no jardim, ou no parque, e os gatos vierem e comerem… de quem é a culpa, dos gatos ou da carne descoberta?", ele discursou.

"O problema é a carne descoberta. Se ela (a mulher) estivesse na sua sala, na sua casa, no seu hijab, não teria acontecido nada."

Ele condenou ainda as mulheres que "rebolam sugestivamente" e usam maquiagem, dando a entender que elas atraíam violentadores.

"Daí você encara um juiz impiedoso… que te dá (uma pena de) 65 anos", ele acrescentou.

criado por bandarra    19:28 — Arquivado em: Intolerância

Dogmas de fé nos estados laicos!

Teses negacionistas

O Geocentrismo e a circulação do Sol em volta da terra eram verdades históricas que não podiam ser negadas pois “todos” sabiam que era verdade. A castidade de Virgem Maria, o a ascensão do corpo de Cristo aos céus também eram assim. Os Templários foram torturados e destruídos por mentiras no jogo do poder. Ler ou fazer afirmações judaicas foi proibido na Espanha e Portugal quinhentista, em que foram obrigados e professarem o cristianismo a força. Tudo isto já foi protegido por lei sob pena de morte.

O programa “Reescrevendo a história” é um exemplo moderno de que a história nem sempre é aquela que aprendemos. Muitos fatos são ocultos, e muitas intenções secretas só são descobertas após os fatos terem transcorrido. Os americanos usaram navios de guerra provocando incidentes para entrarem na guerra do Vietnã. Participaram do afundamento do cargueiro alemão Reiss um ano antes de entrarem na segunda guerra, e o Iraque foi atacado violentamente com força desproporcional levando o caos ao povo baseado em acusações forjadas pelo CIA e organizações americanas e britânicas.

Na França há uma lei que pune como crime quem defende teses negacionistas, isto é, teses que negam ou minimizam o genocídio dos judeus na Segunda Guerra Mundial. Mas em vez de abolir a lei Gayssot, os franceses estão querendo aprovar mais uma lei nesse sentido. Ela vem provocando uma grande polêmica na imprensa pois punirá também como crime o negacionismo em relação ao genocídio dos armênios pelos turcos, em 1915.

Pierre Guilleume, militante do grupo trotskista SOB (“Socialismo ou Barbárie”) e posteriormente fundador da dissidência Pouvoir Ouvrier, ao lado de Serge Thion, proprietário de uma pequena casa editora chamada La Vieille Taupe (“A Velha Toupeira”), foram os primeiros a publicarem livros baseados nestas teorias negacionistas. A estrela da “Velha Toupeira” era um membro da Resistência, Paul Raissinier, militante comunista e que usava sua condição como salvo-conduto.

Jean Plantin, jovem Revisionista Francês, foi condenado a pagar milhares de francos.

Na Alemanha existe também lei neste sentido de tornar indiscutível esta suposta verdade. Ernst Christof Friedrich Zündel é um revisionista alemão do Holocausto e escritor que por diversas vezes se encontrou perante os tribunais. O historiador britânico David Irving foi condenado, em Viena, a três anos de prisão por negar o Holocausto, crime previsto no código penal austríaco. A condenação de Irving foi baseada em dois discursos públicos feitos na Áustria pelo historiador em 1989, quando o mesmo negou a existência de câmaras de gás no campo de concentração de Auschwitz e disse que a Noite dos Cristais, a primeira grande perseguição violenta contra os judeus da Alemanha em 1938, não foi perpetrada pelos nazistas.

Dogmas de fé num estado laico.
Seria de criar leis defendendo o assassinato do Presidente Kenedy por Lee Oswald, e condenando os que escrevem livros sobre teorias de conspiração.

Por que tornar fatos verdadeiros indiscutíveis se eles são realmente verdadeiros? Parece que o resultado passa a ser justamente o inverso do pretendido. Que os que defendem o novo “dogma” não possuem na verdade provas do que alegam. E lança nesta ação de que coisas precisam ser ocultadas.

Criar leis draconianas deste tipo é fácil. Mas eliminá-las e muito mais difícil e doloroso, por que aqueles que tentarem serão acusados de estarem negando a lei e portanto, sujeito a serem punidos pela lei do absurdo.

Não seria porque não teria existido realmente fornos crematórios e extermínio em massa por gaseificação que justificaria a discriminação aos judeus, ou que os mesmos não devam ser respeitados como pessoas de todas as crenças e “raças”. Que a perseguição pelo cristianismo não deveria ter acabado e que desculpas dos mesmos por perseguições iguais e por muito mais tempo sejam esquecidas. Não diminui o sofrimento vivido pelos judeus e pelas minorias que representaram quase o mesmo número nos campos e nas perseguições que os nazistas patrocinaram.

Carta Internacional dos Direitos Humanos
Declaração Universal dos Direitos do Homem
*
Adoptada e proclamada pela Assembleia-geral na sua Resolução 217A (III) de 10 de Dezembro de 1948.
Publicada no Diário da República, I Série A, n.º 57/78, de 9 de Março de 1978, mediante aviso do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Artigo 19.º
Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e idéias por qualquer meio de expressão.

EUA dizem que conferência do Irã sobre o Holocausto é vergonhosa

Reuters

19:48 08/12

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos classificaram nesta sexta-feira de "vergonhosos" os planos do Irã de promover uma conferência que questionará se os nazistas utilizaram câmaras de gás para matar judeus durante o Holocausto.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, causou indignação no ano passado quando disse que o Holocausto — em que seis milhões de judeus foram mortos pelos nazistas — era um mito. Ele não repetiu essa afirmação, mas disse que o Holocausto estava sujeito a questionamentos.

O vice-ministro do Exterior do Irã, Manouchehr Mohammadi, foi citado por um jornal iraniano nesta semana dizendo que o encontro, que começa na segunda-feira, analisará questões dentre as quais "se as câmaras de gás foram mesmo usadas pelos nazistas".

O Departamento de Estado, que está sob pressão para conversar com o Irã para que ajude a debelar a violência no Iraque, fez duras críticas à conferência, que segundo Mohammadi reunirá 67 pesquisadores da Grã-Bretanha, Alemanha, França e outros países.

"No meu ponto de vista, esse encontro está realmente focado em dar destaque àquelas pessoas que negam que houve, de fato, um Holocausto. Assim, é apenas outro ato vergonhoso do regime de Teerã em relação a esse assunto em particular", disse o porta-voz do Departamento de Estado Sean McCormack.

"É espantoso que eles continuem, que a liderança desse regime continue, a negar que mais de 6 milhões de pessoas foram mortas no Holocausto", acrescentou.

Não seria mais apropriado países que viveram o holocausto como Russia, Polônia, Alemanha e EUA mostrar as provas do que se indigar apenas?

criado por bandarra    19:00 — Arquivado em: laicismo

24.10.06

Aqui as coisas não vão bem

Brasil ‘retrocede’ em liberdade de imprensa, diz relatório

Um editor de um jornal da França foi demitido por publicar charges sobre Maomé em fevereiro de 2006

Na América Latina, a Bolívia subiu alguns postos e lidera o ranking. Já o Brasil retrocedeu, passando para o 75º lugar.

O relatório afirma que, no Brasil, com um jornalista morto este ano, os ataques à imprensa local continuam sendo "numerosos".

O relatório também aponta Estados Unidos, França, Japão e Dinamarca como países em falta por não terem dado total proteção à liberdade de expressão.

"Infelizmente nada mudou nos países que são os piores predadores da liberdade de imprensa e jornalistas na Coréia do Norte, Eritréia, Turcomenistão, Cuba, Mianmar e China ainda estão arriscando suas vidas ou correndo risco de serem presos por tentar nos manter informados", diz o relatório da organização baseada em Paris.

"Estas situações são extremamente sérias e é urgente que líderes destes países aceitem críticas e parem com as intervenções rotineiras e duras na mídia", afirma o relatório, o quinto deste tipo da organização, chamado Índice Mundial de Liberdade de Imprensa 2006.

América Latina

A Bolívia aparece no 16º lugar do ranking, ao lado de países como Áustria e Canadá.

Fontes da organização RSF afirmaram à agência de notícias EFE que o grande salto da Bolívia pode parecer "surpreendente", mas mostra que não ocorreram ataques diretos nem agressões a jornalistas. Também revelaram que fracassou o objetivo de um parlamentar do partido do presidente Evo Morales de introduzir um projeto de lei de controle da mídia.

O índice da RSF indica que, exceto no caso da Guatemala (90º lugar), a América Central ocupa um posto "de honra". Mas o índice também destaca outras disparidades na América Latina.

Apesar de a Bolívia ter dado um salto e do Panamá ter melhorado muito (39º), Argentina e  Brasil sofreram "um claro retrocesso" e agora ocupam os postos 76º e 75º, respectivamente.

Na Argentina, "onde as relações entre a imprensa nacional e a Presidência são execráveis", a retirada de subsídios aos meios de comunicação "não é o único" meio para "atrasar a imprensa", segundo a RSF, pois as suspensões e demissões obedecem a "pressões diretas" de cargos políticos.

Queda

Os Estados Unidos, onde o conceito moderno de liberdade de expressão nasceu e foi difundido, caiu no índice anual da organização do 17° lugar, em 2002, para o 53°, em 2006, em grande parte devido ao deterioramento das relações entre o governo de George W. Bush, o Judiciário Federal e a imprensa, segundo o relatório.

Tensões semelhantes, envolvendo segurança e liberdade de imprensa, ajudam a explicar a queda da França para o 35º lugar, uma queda de 24 lugares em cinco anos.

O crescente nacionalismo no Japão fez com que o país caísse 14 postos, para o 51º.

O relatório traz também algumas boas notícias. O Haiti subiu do 125º lugar para o 87º em dois anos, desde que o ex-presidente Jean-Bertrand Aristide fugiu do país em conflito. Apesar de vários assassinatos de jornalistas permanecerem sem divulgação, a violência contra a imprensa diminuiu, segundo a RSF.

A liberdade de imprensa também melhorou na Bósnia-Herzegovina, em Gana e vários países do Golfo Pérsico. Alguns países europeus continuam liderando o índice, como Finlândia, Irlanda, Islândia e Holanda, dividindo o primeiro lugar em 2006.

Guerra

Em outras partes do mundo diversos fatores - incluindo guerra, repressão política, preocupações com segurança nacional e crescente nacionalismo - significaram novas ameaças à liberdade de imprensa.

Um exemplo é o Líbano, que caiu do 56º para o 107º lugar nos últimos cinco anos, segundo o relatório, pois a "imprensa do país continua a sofrer com a péssima atmosfera política da região, uma série de ataques com bombas em 2005 e os ataques militares israelenses em 2006".

O relatório também critica a Autoridade Palestina (134º lugar) por não conseguir manter a estabilidade interna, além de fazer críticas a Israel (135º lugar) pelo comportamento, além de suas fronteiras, que "ameaça seriamente a liberdade de expressão no Oriente Médio".

Repressão política no Irã, na Síria e na Arábia Saudita deixaram estes países próximos das últimas colocações no índice.

Os confrontos causados pela publicação das charges mostrando o profeta Maomé também fizeram com que a Dinamarca caísse do topo do ranking em 2005 para o 19º lugar em 2006, devido às ameaças aos autores das charges.

Perturbação, prisão de jornalistas e fechamento de jornais que republicaram as charges levaram a uma queda no ranking de países como Iêmen (149º lugar), Argélia (126º), Jordânia (109º) e Índia (105º).

Alguns dos países que mais desrepeitam a liberdade de imprensa estão na Ásia, onde sete países - entre eles, Mianmar (164º lugar), China (163º) e Coréia do Norte (em último com o 168º posto) - ocupam os últimos lugares do índice.

Na região, os países que mais respeitam a liberdade de imprensa são Nova Zelândia (18º), Coréia do Sul (31º) e Austrália (35º).

criado por bandarra    8:16 — Arquivado em: Intolerância

23.10.06

Intolerância retrógrada

23/10/2006 - 15h14
Governo do Irã proíbe circulação de jornal reformista
da Ansa, em Teerã

O jornal reformista "Rouzegar" foi proibido pelo governo do Irã apenas uma semana após seu lançamento por ser considerado uma reedição do jornal "Shargh", fechado em setembro deste ano, informou hoje a agência Irna.

A informação foi confirmada por Nasser Seraj, membro do comitê de supervisão da imprensa.

O "Rouzegar", que era dirigido por uma mulher, Farzaneh Kharaghani, já havia sido impedido de circular por um dia na semana passada, mas depois voltou a ser publicado sob a condição de fazer um forte redimensionamento das notícias de caráter político.

O jornal "Shargh", ao contrário, foi fechado no mês passado devido à publicação de uma charge julgada ofensiva para o presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Desde 2000, dezenas de jornais e revistas, na sua maioria reformistas, foram fechados no Irã e muitos jornalistas foram presos.

criado por bandarra    19:58 — Arquivado em: Fundamentalismo

22.10.06

A insanidade como política!

Bush acredita que dialoga com Deus, diz Schröder 

O ex-chanceler alemão Gerhard Schröder considera que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, tem o grave problema de acreditar que suas decisões políticas são resultado direto de seu diálogo com Deus, o que o torna intolerante a críticas.
Em uma passagem de suas memórias, que serão lançadas na próxima semana e que a revista "Der Spiegel" adianta hoje, Schröder recorda seu encontro com Bush em Berlim em 2002, quando estranhou a insistência do presidente americano em se mostrar um homem temente a Deus. O ex-chanceler, no entanto, reconhece que a atmosfera da reunião foi agradável.

"Posso entender quando alguém é crente e ordena sua vida privada em diálogo com Deus, ou seja, através da oração", diz Schröder.

"O problema que tenho com essa atitude começa quando parece que as decisões políticas são resultado de conversas com Deus. Quem legitima decisões políticas dessa maneira não pode permitir que elas mudem ou sejam relativizadas pela crítica ou pelo diálogo com outros", acrescenta.

Schröder conclui essa passagem defendendo a separação entre a Igreja e o Estado e acrescenta que, no Ocidente, a mistura entre o religioso e o secular no mundo árabe é criticada com razão, mas costuma-se ignorar que nos Estados Unidos, com o fundamentalismo cristão, há uma tendência que aponta na mesma direção.

"Se as duas partes querem ser donas da única verdade válida, então quase não resta margem para soluções pacíficas", afirma.

As relações entre Schröder e Bush esfriaram depois que o político alemão, após apoiar a guerra no Afeganistão e oferecer em reiteradas ocasiões sua "solidariedade ilimitada" aos EUA, liderou a oposição à Guerra do Iraque.

EFE

CURIOSIDADE

Alina Fernández Revuelta, filha do presidente de Cuba, Fidel Castro,afirmou que nos últimos anos Fidel "se aproximou da religião e redescobriu Jesus às portas da morte", embora tenha assinalado que isso "não é algo estranho" pois seu pai estudou com jesuítas, em entrevista publicada no jornal italiano "Corriere della Sera".


http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u101910.shtml

criado por bandarra    13:09 — Arquivado em: Fundamentalismo

21.10.06

Militância travestida de ciência!

Sexta, 20 de outubro de 2006, 12h24 Atualizada às 14h36
Exposição sobre animais gays faz sucesso em Oslo
BBC Brasil

Uma exposição sobre o homossexualismo entre animais no Museu de História Natural de Oslo, na Noruega, está sendo bem recebida pelo público, apesar de ter sofrido críticas inicialmente.

"A homossexualidade é um fenômeno comum e freqüente no mundo animal. Não apenas relações sexuais breves, mas parcerias duradouras, que podem continuar pela vida inteira", diz um dos textos da exibição. Os curadores dizem que esta é a primeira vez que o assunto, que já foi tabu no passado, é tema de exposição e defendem que o sexo no mundo animal, como entre os humanos, é fonte de prazer e não apenas uma forma de procriação. Isso se aplicaria tanto a relações heterossexuais como a relações entre animais do mesmo sexo.

Em algumas espécies de aves, como os flamingos, é comum que dois machos protejam ovos "doados" por uma fêmea. Como eles são mais eficientes na tarefa do que um casal, mais filhotes acabam sobrevivendo. Segundo os organizadores da exposição, um em dez pares de pengüins são do mesmo sexo, enquanto outras espécies poderiam ser consideradas bissexuais como um todo. Um exemplo seriam os chimpanzés Bonobo.

Entre os comentários hostis à exposição estão acusações de que a "propaganda ideológica teria invadido o mundo científico". Um dos zoologistas que organizaram a exibição, Petter Bockman, admitiu que havia uma "motivação política".

Na Noruega, é comum que os museus públicos tratem de assuntos controversos. O Museu de História Natural de Oslo diz que um de seus objetivos com a exposição é "ajudar a desmistificar a homossexualidade" e "rejeitar o conhecido argumento de que o comportamento homossexual é um crime que vai contra a natureza".

Mas não era justamente o argumento que não se podia usar o naturalismo como parâmetro?
BBC Brasil

criado por bandarra    22:57 — Arquivado em: Pseudociência

16.10.06

As bases irracionais da terapêutica!

BIZCHINA / Center 

15/10/2006 - 06h12
Estudo aponta que 461 doenças podem ser tratadas pela acupuntura

da Efe, em Beijing

A acupuntura chinesa pode tratar 461 doenças, a maioria delas relacionada ao sistema nervoso, segundo uma pesquisa realizada por especialistas do país oriental e publicada neste domingo pelo jornal oficial "China Daily".

O doutor Du Yuanhao, do Centro de Pesquisa de Acupuntura Chinesa de Tianjin, afirmou que a maioria das doenças nas quais esta prática é eficaz está relacionada com o sistema nervoso, o digestivo, o genitourinário, os músculos, os ossos e a pele. Males como a apoplexia, a diarréia, a enterites, a demência e as brotoejas cutâneas podem ser tratadas pela acupuntura.

Os pontos fundamentais desta prática se encontram na pele e, por essa razão, o tratamento pode ser eficaz em doenças musculares e dermatológicas, explica Du. "Além disso, por estes pontos transcorrem numerosas terminações nervosas, o que pode levar à cura de doenças do sistema nervoso e outras cujas funções são controladas pelos nervos", afirmou.

No entanto, a acupuntura não é eficaz contra todas as doenças, embora seja mais fácil de lidar em comparação com outros tratamentos, segundo o especialista.

O responsável pelo estudo trabalha agora na classificação destas 461 doenças. "Vou criar três categorias: as que podem ser curadas apenas mediante a acupuntura, aquelas para as quais a acupuntura é o tratamento principal e as doenças nas quais a acupuntura pode ajudar".

A acupuntura faz parte da medicina tradicional chinesa, uma prática com cerca de dois mil anos, e consiste na inserção de agulhas metálicas na pele para aliviar a dor e tratar doenças.

A notícia não especifica em que revista científica o trabalho foi publicado. O China Daily certamente não é isto mas um jornal popular. Na coluna dos negócios da China, BIZCHINA / Center . Não possui nenhum critério para publicar “estudos”. O que se lê na matéria de que se trata apenas de propaganda sem base fatual, mas de especulativas relações com a anatomia. É difícil que estas doenças alegadas fossem falta de agulhadas no corpo. Coisa que um Médico Tradicional Chinês pode crer, mas que cientificamente não possui evidência alguma. Veja o contra-senso ao afirma que vai classificar as doenças só agora, mas ao mesmo tempo dá como certo as doenças que alega que funcionem sejam as relacionadas (quais) ao sistema nervoso. Outro fato relevante é que a Medicina Tradicional Chinesa não possui correspondência com a patologia, fisiopatologia e anatomia científica. Suas bases são completamente místicas e esotéricas e não reais. Em energias imaginárias e não do mundo sensível.

Ao traçar este paralelo se denota que não existe a menor coerência de um “estudo” ao não corresponder com dados. Para se avaliar uma única doença se um tratamento é efetivo ou apenas resultados do efeito placebo (o que é o mais provável para um método sempre igual e irracional em qualquer situação) é preciso muito cuidado. E isto não existe para casos nosológicos individuais. Afirmar efetividade em 461 (quais?) é certamente chute e não ciência!

Crítica recusada pelo Observatório de Imprensa 

criado por bandarra    21:57 — Arquivado em: Pseudociência

13.10.06

Seria ato médico?

Uma palavra sobre se seria ato médico, ou como querem uns, e o nosso judiciário acredita, seria uma outra forma de tratar diferente da medicina. Em primeiro lugar me parece óbvio de que se trata de um ramo da medicina tradicional chinesa. Portanto, medicina, que visa tratar as pessoas doentes que procuram ajuda. E não existem pessoas que só adoecem necessitando unicamente de agulhadas. Deve-se, portanto, diagnosticar o que as mesmas têm, se é passível usar apenas agulhadas, ou se a mesma precisa ser enviada imediatamente a um tratamento médico. E para isto não me parece que possa ser exercida por quem não conhece doença e doentes. Não vejo as bases farmacológicas para ser uma especialidade da farmácia, assim como me parece que nada tenha a ver com as bases da psicologia, ou da enfermagem, menos ainda de leigos totais.

 Será que alguém padece de falta de agulhadas?

criado por bandarra    21:41 — Arquivado em: Anticiência

Posts mais antigos »
Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://mordaz.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o serviço e siga participando do Terra Blog.